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Terceira Légua de Caxias em 1939

03 de junho de 2014 0
Registro na propriedade de Liberato e Maximilia Marenzi, na Terceira Légua, em 1939. Foto: Waldemar Lazzarotto, acervo pessoal de Sonia Lazzarotto

Registro na propriedade de Liberato e Maximilia Marenzi, na Terceira Légua, em 1939.
Foto: Waldemar Lazzarotto, acervo pessoal de Sonia Lazzarotto, divulgação

O fotógrafo Waldemar Lazzarotto (1921-1984) teve importante atuação em Caxias do Sul nas décadas de 1940, 1950 e 1960. Colaborador dos antigos Studio Geremia e Tomazoni, Lazarotto iniciou na profissão com o lendário fotógrafo Sisto Muner. Foi ainda como aprendiz do laboratório de Muner, situado em Galópolis, que o jovem de 17 anos registrou a imagem acima, uma das primeiras de sua trajetória.

Datado de 1939, o registro traz um grupo de moradoras da 3ª Légua e seus filhos defronte à antiga residência da família de Liberato e Maximilia Marenzi. Na fila de trás, da esquerda para a direita, vemos Joana Boff Lazarotto, Maximilia Marenzi, Teresinha Adamatti, Helena Duso, Paulina Cemin e Emília Marenzi.

À frente aparecem Hilda Facchin, Norma Trentin, Eulália Marenzi (que viria a ser sua esposa), Vilma Trentin Adamatti, Helena Trentin, Orestina Lorenzoni e Jurema Bergoza. Entre as crianças, Jandira Lazarotto (a menina ao centro atrás do menino), Izolandir Lazarotto (à frente, com os pés no tapete) e Armando Cemin (o primeiro à direita).

O casamento de Waldemar Lazzarotto e Eulália Marenzi em 1945, na antiga Sociedade Operária de Mútuo Socorro. Foto: Sisto Muner, acervo pessoal de Sonia Lazzarotto, divulgação

O casamento de Waldemar Lazzarotto e Eulália Marenzi em 1945, na antiga Sociedade Operária de Mútuo Socorro. Foto: Sisto Muner, acervo pessoal de Sonia Lazzarotto, divulgação

O casamento

Em 29 de maio de 1945, Waldemar Lazarotto casou com dona Eulália. A festa foi realizada nas dependências da antiga Sociedade Operária de Mútuo Socorro (foto acima). Da união nasceram os filhos Luiz Carlos e Sonia Beatriz Lazzarotto. No último dia 28 de maio, dona Eulália completou 92 anos.

Atuação como fotógrafo da polícia

Em meados da década de 1950, Waldemar Lazarotto atuou no pioneiro Studio Tomazoni Caxias, então localizado no prédio do antigo Bar Pastelão, na Rua Sinimbu quase esquina com a Marquês do Herval. Além de retocar negativos, cabia a ele fotografar acidentes de trânsito para a antiga Delegacia de Polícia – na época também responsável por atender infrações envolvendo veículos.

– Às vezes ele estava dentro de um cinema e a polícia aparecia para buscá-lo. As pessoas costumavam achar que ele iria preso, ficavam assustadas, mas era apenas para fazer as fotos do acidente – recorda a filha Sonia Beatriz.

Waldemar Lazzarotto e a Sociedade Caxiense de Mútuo Socorro em 1971.

Lazarotto (à direita) e o colega Arlindo Apilt, o alemão, nas dependências do antigo Studio Tomazoni Caxias, em 1953. Foto: Studio Tomazoni Caxias, acervo pessoal de Sonia Lazzarotto, divulgação

Lazarotto (à direita) e o colega Arlindo Apilt, o alemão, nas dependências do antigo Studio Tomazoni Caxias, em 1953. Foto: Studio Tomazoni Caxias, acervo pessoal de Sonia Lazzarotto, divulgação

Parcerias

Por volta de 1961, seu Waldemar montou o próprio negócio, o Estúdio Fotográfico Lazzarotto. Nessa época, associou-se ao ex-colega do Studio Tomazoni Vasco Rech. Surgia aí a Foto Studio Lazzarotto & Rech.

Também naquela década, Lazzarotto e os empresários do ramo Clemente Tomazoni e João Rech tornaram-se sócios na aquisição de equipamentos para as pioneiras fotos a cores. Porém, dos três, somente o Studio Tomazoni seguiu com a revelação colorida.

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