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Maesa, um presente para Caxias do Sul

19 de junho de 2014 3
Fachada do Pavilhão da Fundição, no início dos anos 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Fachada do Pavilhão da Fundição, no início dos anos 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Mais do que uma decisão política, o repasse do complexo industrial da Maesa ao município pelo Estado é a concretização de um desejo de centenas de trabalhadores, descendentes e entusiastas da preservação de um dos maiores símbolos de Caxias.

Não foram poucas as famílias que, trabalhando nos pavilhões da fundição desde 1948 (quando a fábrica 2 da Metalúrgica Abramo Eberle surgiu), ajudaram, direta ou indiretamente, a moldar o que Caxias do Sul é hoje.

A transferência também constitui-se em um presente merecido para Caxias, que completou 124 anos em 20 de junho último.

As imagens deste post são uma pequena homenagem ao espaço que, a partir de agora, cada vez mais deverá fazer parte do cotidiano da cidade, grande parte dela moldada a ferro e a fogo.

Leia mais sobre a história da Maesa AQUI.

A Maesa à época de sua construção, na Rua Plácido de Castro, em 1949. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A Maesa à época de sua construção, na Rua Plácido de Castro, em 1949. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Múltiplas ocupações

Projetada pelos arquitetos Silvio Toigo e Romano Lunardi, a Maesa envolve quatro quadras, deixando livre uma grande área verde (com uma nascente) e algumas ruas internas, onde estão distribuídos galpões e edificações de um e dois andares.

Além da fundição, os diversos prédios concentravam os trabalhos da mecânica, forjaria e produção de talheres. Um indício da grande quantidade de serviços e atividades que o complexo poderá abrigar daqui para frente.

Agora é acelerar o processo de tombamento, a fim de perpetuar um dos maiores patrimônios históricos de Caxias – quiçá criar e instalar nele o mais do que necessário Museu da Metalurgia.

Sim, apesar de segundo polo metal-mecânico do Brasil, Caxias não possui um espaço de memória para a atividade que mais contribuiu para seu desenvolvimento.

Monumento ao Imigrante em exposição na Maesa, onde foi fundido, antes de ser transportado para a BR-116. No registro de 1954, o chefe do setor de fundição do Imigrante, Tito Bettini, o diretor Júlio João Eberle, o jornalista Mario Gardelin e o prefeito Euclides Triches. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Monumento ao Imigrante em exposição na Maesa, onde foi fundido, antes de ser transportado para a BR-116. No registro de 1954 vemos, entre outros, o chefe do setor de fundição do Imigrante, Tito Bettini, o diretor Júlio João Eberle, o jornalista Mario Gardelin e o prefeito Euclides Triches. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Transporte de uma das esculturas do Monumento Nacional ao Imigrante no momento da saída da Maesa, em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Moldes em gesso do Monumento Nacional ao Imigrante no momento da chegada à Maesa, em 1953. Caminhão do Expresso Javali, um GMC 454 modelo 1951, foi guiado do Rio de Janeiro até Caxias do Sul por Amélio Mariani (escorado no veículo). Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Parte da escultura do Monumento Nacional ao Imigrante no interior da Maesa, em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Parte da escultura do Monumento Nacional ao Imigrante no interior da Maesa, em 1953. À esquerda, o coordenador da seção de fundição, Tito Bettini. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O transporte das estátuas do Imigrante, desde a Maesa até a BR-166, em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O transporte das estátuas do Imigrante, desde a Maesa até a BR-116, em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Seção de fundição da Maesa em 1951. Foto: José Dalabilla, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Seção de fundição da Maesa em 1951. Foto: José Dalabilia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Seção de fundição da Maesa em 1951. Foto: José Dalabilla, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Seção de fundição da Maesa em 1951. Foto: José Dalabilia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Comentários (3)

  • adauto diz: 19 de junho de 2014

    coisa linda! deve ser preservado e usado da melhor maneira possível pela comunidade caxiense. não esqueçamos do cine opera!

  • Haroldo Baleixe diz: 15 de fevereiro de 2016

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