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Lojas Caldart no Palacete Raabe em 1967

14 de julho de 2014 4
A loja prestes a abrir as portas em 1967, no térreo da lendária mansão da família Rabbe, na esquina da Sinimbu com a Borges de Medeiros. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

A loja prestes a abrir as portas em 1967, no térreo da lendária mansão da família Rabbe, na esquina da Sinimbu com a Borges de Medeiros. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

O empresário Octávio José Caldart (1931-2007) teve sua vida profissional ligada a tradicional Lojas Caldart, que funcionou de 1967 a 1984 no extinto palacete da família Raabe, localizado na esquina das ruas Sinimbu e Borges de Medeiros.

Conhecida pelo comércio de televisores, rádios, móveis, eletrodomésticos e todo tipo de artigos para o lar, a Caldart foi uma das lojas mais importantes da área central, oferecendo assistência técnica e expondo em diversas edições da Festa Nacional da Uva – os lançamentos das rivais Telefunken e Colorado costumavam atrair dezenas de consumidores naqueles primórdios da TV colorida.

Na foto acima vemos o estabelecimento poucos dias antes de abrir as portas, em 1967, ainda sem o letreiro e com os pintores dando os últimos retoques no casarão – a caminhonete Chevrolet à esquerda descarregava as novíssimas mercadorias enquanto os Simcas e Aero Willys dominavam o meio-fio da Borges.

Na foto abaixo, um registro da solenidade de inauguração. A partir da direita, o radialista Dante Andreis entrevista o professor Décio Bombassaro (ao microfone) e o proprietário, Octávio José Caldart (de perfil). Ao centro, a esposa de Octávio, Wilma Thereza Franzoi Caldart, com as filhas Marcia Caldart Tregnago, Elisa Caldart Fanchin e Rosane Caldart. Mais à esquerda, o padre Ernesto Brandalise e, ao fundo, os técnicos eletrônicos Armando Perazzollo e Arlindo Telles dos Santos.

A solenidade de inauguração em 1967, com a presença do radialista Dante Andreis e da família de Octávio Caldart. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

A solenidade de inauguração em 1967, com a presença do radialista Dante Andreis e da família de Octávio Caldart. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

Detalhe do interior da loja. Além do comércio de rádios e televisores, loja oferecia assistência técnica eletrônica. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

Detalhe do interior da loja em meados dos anos 1970. Além do comércio de rádios e televisores, loja oferecia assistência técnica em eletrônica. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

Na Festa da Uva de 1975

A Caldart  também montou um estande na Festa da Uva de 1975, a primeira a ocorrer no recém-inaugurado Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos (Pavilhões). Naquele ano, o Rei Pelé veio à cidade patrocinado pela marca Colorado RQ (Reserva de Qualidade), cujos televisores eram revendidos pela loja.

O Rei Pelé assina uma camiseta para Octávio Caldart (sentado) e as filhas Márcia e Elisa. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

O Rei Pelé assina uma camiseta para Octávio Caldart (sentado) e as filhas Márcia e Elisa. Foto: acervo pessoal de Rosane Caldart, divulgação

Era uma vez um casarão…

Conforme recorda Rosane Caldart, uma das filhas de seu Octávio, o aluguel da loja era pago religiosamente em dinheiro nas mãos da senhora Celestina Raabe, moradora do andar superior e esposa do ourives Érico Raabe, ex-diretor da Metalúrgica Abramo Eberle e dono do casarão.

A mansão da família Raabe em meados dos anos 1940. Foto:  Jacob Kappes, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A mansão da família Raabe em meados dos anos 1940. Foto: Jacob Kappes, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Após o fechamento da Caldart, em 1984, o térreo sediou a loja de roupas Rainha Modas. Em 1990, a mansão, que formava um belo conjunto com o vizinho Palacete Eberle (em frente), foi demolida para dar lugar (pasme!) a um estacionamento.

Atualmente, a esquina abriga uma agência bancária.

O casarão em 1985, quando já abrigava a loja Rainha Modas. Foto: Maria da Graça Soares, banco de dados/Pioneiro

O casarão em 1985, quando abrigava a loja Rainha Modas, num centro ainda dominado por ruas de paralelepípedos. Foto: Maria da Graça Soares, banco de dados/Pioneiro

Comentários (4)

  • Hilda Farina Marin diz: 14 de julho de 2014

    Gosto muito de ver tua coluna e lembrar destas maravilhas, muito triste pensar que tudo isto foi abaixo para erguerem simplesmente um caixote no lugar.
    Parabéns pelas belas lembranças que nos proporciona.
    Abraços
    Hilda

  • Vini diz: 14 de julho de 2014

    Algum assassino de história colocou pra baixo esse exemplar da arquitetura na calada da noite. Só pode ter coragem pra muita coisa!

  • Aline Fatima Costamilan diz: 21 de novembro de 2014

    Sou bisneta dos donos da casa dos Raabe, Erico e Celestina Raabe.
    Lembro com muito pesar daquele carnaval, não recordo o ano, mas deve ser entre 1987 e 1989, quando, como comentado acima, na calada da noite o casarão foi destruído.
    Impressionante como a História escapa entre os dedos!
    Adorei rever as fotos e relembrar as aventuras que vivi nesta linda casa.
    Os coqueiros ao lado, a escadaria lateral de entrada da casa, o sótão, a sacada de onde assistíamos o desfile da Festa da Uva!
    Saudades!

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