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Primário do Colégio do Carmo em 1949: um encontro 65 anos depois

30 de julho de 2014 0
Clássico dos clássicos: 1º Ano do Curso Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo, em 1949. Mais um reencontro ocorre nesta quarta. Foto: acervo pessoal de Roque Costi, divulgação

Clássico dos clássicos: 1º Ano do Curso Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo, em 1949. Mais um reencontro do grupo ocorre nesta quarta. Foto: acervo pessoal de Roque Costi, divulgação

Dizem que as amizades mais duradouras são as feitas na infância, na escola, entre colegas de classe. Se for verdade, essa turminha acima aprendeu a lição com louvor.

Trata-se dos alunos do 1º ano do Curso Primário do Colégio Nossa Senhora do Carmo em 1949. Hoje à noite, parte deles celebra os 65 anos de alfabetização e amizade com um jantar pra lá de festivo.

Não é a primeira vez que o grupo se reúne. A nostalgia da infância começou ainda nos tempos do Científico, lá por volta de 1961. Só a partir de 2000, porém, iniciaram-se os encontros mais frequentes. O jantar desta noite chama atenção pelo ineditismo do período: 65 anos depois.

Entre os organizadores estão o médico Francisco Michielin (o quinto sentado a partir da direita) e o engenheiro Roque Costi (o segundo sentado a partir da esquerda), que disponibilizou a emblemática imagem acima.

Difícil identificar todo mundo na fase dos seis aos oito anos, mas, entre outros, estão: Cláudio Giacomet, Nelson Magdalena, Norberto Fedrizzi, Luís Fochesato, Orestes Baldisserotto, João Carlos Silva, Roney Marcon, Antonio Bonalume, Raimundo Nora, Vitor Adami, Orestes Soares, Luiz Fernando Pezzi, João Minghelli, Romeu Michelin, Danilo Sachett, João Antonio Calcagnotto, Raul Michielon, Reni José Toni, Ernesto de Oliveira Chaves, Ely Conci, Regis Prestes, Sérgio Mensch, Milton Salvador, Sergio Boff, João Cruz e Ary Thomaz, todos confirmados no jantar desta noite.

A foto destaca ainda nomes como Sérgio Vilanova, Alvaro Luiz Scoti, Lourival Conci, João Sartori, Carlos Gazola, Victor Bufon, Olavo Padilha, Edgar Panosso, Raul Gregoletto, Antonio Luiz Belini, David Milan, Enocir da Luz, Antonio Mutti, Victor Adami, João Carlos Medeiros, Rubens Rasia, Vasco Miller, Adeli Michelin, Paulo Rizzon, Nilton Travi, Paulo Garbin, Laire Borges, Nei Travi, Milton Salvador, Antonio Piccoli, Nelci Baldasso, Luiz Berti, Rômulo Gobatto e Elói Corso.

Obrigatórios para as fotos escolares daquele tempo, o uniforme caqui, o clássico talabarte, a melhor roupa de cada um e, lógico, o professor-regente da turma, o irmão Lassalista Cerilo Kieling (à esquerda).

Ah, sim: à época, meninos e meninas não dividiam classes. Eles estudavam no Carmo, elas, no São José.

Para recordar

Abaixo, releia parte de uma crônica publicada por Francisco Michielin há 10 anos, relembrando aqueles tempos.

AQUELE ANO NO CARMO

 Nos primórdios dos nossos estudos, o que atualmente é o “Primeiro Grau” correspondia a mais romântica designação de “Primário”. A iniciação se revestia de certa solenidade medieval. Os irmãos lassalistas pareciam monges dos antigos conventos. A sala de aulas era quase em penumbra, acho que para poupar gastos de energia elétrica.
E éramos disciplinados militarmente, em dois turnos, com exceção das tardes de quarta-feira, as benditas folgas. Sábado, aulas até quase o meio-dia. Os uniformes copiavam, exatamente, aqueles usados pelo exército, inclusive com distinção em estrelas, conforme os graus mais elevados do curso. Entretanto, a maioria de nossa turma usava, ainda, calças curtas e não passávamos de meros fedelhos perto dos que tinham, tão somente, um ou dois anos a mais.
Uma das coisas mais interessantes, e que a evolução dos tempos transformou em agradável, foi a convivência de uma gurizada vinda de várias partes da cidade, sem que, sequer, se conhecesse. Afinal, todos muito crianças para estenderem relacionamentos além de sua área restrita de vizinhança. Vivíamos no limbo. Graças a essa singular integração ganhamos uma porção de novos companheiros que acabaram se tornando amigos para sempre.
A partir de março de 1949 e pouco depois quando aprendemos a ler que “vovô viu a uva” nós jamais deixamos de nos querer bem. Certo, não somos mais aqueles medonhos moleques, mas continuamos por aí, relativamente inteiros e saudáveis. Sobretudo, vivos ou sobreviventes, fraternamente ligados como eternos irmãos.

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