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Primórdios do Cine Teatro Guarany

05 de agosto de 2014 5
O Cine Guarany em meados dos anos 1940. Foto: Reno Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

O Cine Guarany em meados dos anos 1940, ainda fazendo vizinhança com o antigo prédio do Banrisul, o Hotel Menegotto e a Casa Minghelli (ao fundo). Em cartaz, o filme Johnny Apollo, com Tyrone Power e Dorothy Lamour. Foto: Reno Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

As sessões iniciavam-se com a abertura da ópera O Guarany, de Carlos Gomes. Quando as luzes se apagavam, a cortina em veludo vermelho que protegia a tela abria-se, preparando o público para o espetáculo que tomaria a sala pelas duas horas seguintes. Antes disso, uma passadinha na bombonière ou na cafeteria garantia bebidas e guloseimas como os chicletes Adam’s e Mentex.

Gerações e gerações de espectadores caxienses recordam desse ritual, que acompanhou o Cine Teatro Guarany (seu nome original) por quase 50 anos. Se a atual fachada do prédio não lembra nem de longe o período áureo, entre os anos 1940 e 1960, os registros deste post são um bálsamo para quem não perdia as clássicas matinés de domingo ou namorava em suas poltronas de couro.

O prédio antes da reforma de 1939, que deixou-o com a fronte lembrada até hoje. Os anúncios destacam o clássico Tempos Modernos (1936), de Charlie Chaplin. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O prédio antes da reforma de 1939, que deixou-o com a fronte lembrada até hoje. Os anúncios destacam o clássico Tempos Modernos (1936), de Charlie Chaplin. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os pôsteres de divulgação do filme Os Dez Mandamentos (1956). Era a fase dos épicos religiosos em technicolor de Cecil B. DeMille. Sobre a marquise, os “atores” Charlton Heston e Yul Brynner. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os pôsteres de divulgação do filme Os Dez Mandamentos (1956). Era a fase dos épicos religiosos em technicolor de Cecil B. DeMille. Sobre a marquise, os “atores” Charlton Heston e Yul Brynner. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Filas no entorno da Praça Dante

Nos anos 1940 e 1950, havia sessões diárias às 20h. Nos sábados e domingos, os filmes eram apresentados às 19h30min e 21h30min, atraindo multidões ao entorno da Praça Dante Alighieri. As filas para as duas bilheterias costumavam dobrar as esquinas da Marquês do Herval pelo lado da Sinimbu e da Av. Júlio Castilhos, próximo à Livraria Rossi.

É dessa fase também o lendário Dia da Dama, às quartas-feiras, quando senhoras e senhoritas não pagavam para entrar.

O Cine Guarany ao fundo, com a Praça Dante ainda tomada por canteiros de rosas, no início dos anos 1950. Foto: Óptica Caxiense, divulgação

O Banrisul e o Cine Guarany ao fundo, no início dos anos 1950. Foto: Óptica Caxiense, divulgação

O Cine Guarany ao fundo, com a Praça Dante ainda tomada por canteiros de rosas, no início dos anos 1950. Foto: Óptica Caxiense, divulgação

O Cine Guarany ao fundo, com a então Praça Ruy Barbosa ainda tomada por canteiros de rosas, no início dos anos 1950. Foto: Óptica Caxiense, divulgação

Parte dessas informações integra o livro Cinema: Lembranças, de Kenia Pozenato e Loraine Slomp Giron.

O Cine Guarany em meados dos anos 1940. Foto: Reno Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

O Cine Guarany em meados dos anos 1940. Foto: Reno Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

O Cine Guarany em meados dos anos 1940. Foto: Reno Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

O Cine Guarany em meados dos anos 1940. Foto: Reno Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

O Cine Guarany em sua fase crepuscular, em 1985. Foto: Roberto Scola, banco de dados/Pioneiro

O Cine Guarany em sua fase crepuscular, em 1985. Foto: Roberto Scola, banco de dados/Pioneiro

Uma das últimas sessões do Guarany, em 1985. Foto: Luis Carlos Leite, banco de dados/Pioneiro

Uma das últimas sessões do Guarany, em 1985. Foto: Luis Carlos Leite, banco de dados/Pioneiro

 

Comentários (5)

  • Alberto Rech diz: 5 de agosto de 2014

    Obrigado ,Rodrigo, por trazer estas lembranças.. E é bem como dizes: estes registros são um bálsamo… As minhas lembranças do Cine Guarany estão ainda bem vivas na memória. As matinés dos domingos quando íamos com muitos gibis para trocar! .Ir no cinema com a minha primeira namorada e depois passear de mãos dadas pela praça….
    As balas e a pipoca que se comia nos intervalos…..

  • Camila Pereira diz: 7 de agosto de 2014

    Às vezes eu queria que um desses cinemas de rua abrissem de novo em Caxias e só passassem filmes clássico e antigos! Infelizmente, não sou dessa época, tenho 22 anos, mas ainda bem que há o seu blog para conhecermos a antiga Caxias :)

  • Marcelo Cabral diz: 30 de agosto de 2014

    Já fui muitas vezes lá. Desde muito criança até o seu fechamento. Diversão garantida. Do tempo que existia duas sessões no mesmo dia e aproveitar a tarde inteira de Domingo. A primeira sessão sempre começava às 14h e saía de lá às 18h passada.

  • Maria Helena Muratore diz: 24 de maio de 2015

    Não posso deixar de comentar sobre esta reportagem . Excepcional o teor da mesma sobre o Cine Guarany. Local de muitas recordações boas e inesquecíveis .Não perdíamos as sessões da tarde ou das noites dos domingos .A diversão era sadia e agradável . Compartilhávamos com os Amigos momentos de muita felicidade e alegria . ” Recordar é Viver.” Obrigada pela satisfação de voltar no tempo.

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