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Gazola: pérolas de um acervo

06 de agosto de 2014 4
Foto: Studio Geremia, divulgação

A seção de polimento de talheres e faqueiros em plena atividade, nos anos 1950. Foto: Studio Geremia, divulgação

A Metalúrgica Gazola, Travi Ltda desenvolveu uma linha diversificada de produtos ao longo de sua história. Fundada por José Gazola em 1932, a empresa dedicava-se à produção de componentes para munição de caça. A marca Vulcano, por exemplo, rapidamente conquistou o mercado pela qualidade das espoletas e cartuchos de metal para espingardas.

Quando esse segmento de produtos foi vendido para um investidor paulista, a Gazola passou a dedicar-se ao ramo de utilidades domésticas. Na década de 1950, a marca Elmo simbolizou um elevado conceito em talheres e faqueiros, indo ao encontro da filosofia do grupo: fabricar produtos identificados pela perfeição e excelência. Já em 1974, a Gazola ampliou o parque fabril, condicionado a produzir tesouras e atender a consumidores dos Estados Unidos.

Nas fotos a seguir, detalhes de um ensaio feito pelo Studio Geremia para cartuchos de espingarda, espoletas e ouvidos de aço.

Foto: Studio Geremia, divulgação

Cartuchos metálicos da marca Vulcano para espingardas de caça, produzidos pela Gazola. Foto: Studio Geremia, divulgação

Foto: Studio Geremia, divulgação

Espoletas da marca Vulcano, produzidas pela Gazola. Foto: Studio Geremia, divulgação

Foto: Studio Geremia, divulgação

Ouvidos de aço para espingarda da marca Vulcano, produzidos pela Gazola. Foto: Studio Geremia, divulgação

História mantida em museu

As imagens desta coluna integram o acervo do MUSEU DA METALÚRGICA GAZOLA, instalado em 1994. Com a venda do complexo junto à BR-116, o espaço está sendo recuperado pelos novos proprietários, em parceria com profissionais da área de restauração. Em breve, ele será aberto à visitação pública.

A coleção inclui documentos, certificados, peças publicitárias e itens de armamento. Eles datam da década de 1940, quando a Gazola foi declarada de interesse militar, fornecendo MATERIAL BÉLICO para o Exército Brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial.

Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Acervo junto ao complexo da antiga fábrica, na BR-116, está sendo catalogado e organizado pelos novos donos. Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Acervo junto aos prédios da BR-116 engloba centenas de fotografias antigas. Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Recentemente, medalhas comemorativas da Copa do Mundo de 1950 foram encontradas em meio ao acervo que está sendo reorganizado em um dos pavilhões da antiga fábrica. Leia mais AQUI.

As informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

Comentários (4)

  • Adauto Celso Sambaquy diz: 6 de agosto de 2014

    Eu trabalhei (meu primeiro emprego) nessa empresa de 20 de fevereiro de 1957 até 30 julho de 1960. Na minha carteira profissional, assinada por Ivo Gazola não determinava o cargo. Trabalhava em um escritório dentro da fábrica, na Av. Júlio de Castilhos, perto da antiga Brazex, fazendo cálculo de produção e arquivo. Quando me transferiram para a fábrica ao lado da UCS eu resolvi mudar de ares. Tenho fotos de uma festa e aniversário da empresa. Vou remeter a você, Rodrigo.

  • Pablo Roschel Busquets diz: 11 de maio de 2015

    Necessito entrar em contato com o pessoal que está gestionando o museo da Gazola.

    Muito obrigado,

    Pablo

  • Felipe Klein diz: 26 de agosto de 2016

    Trabalhei na gazola de 2004 até fim de 2007, já no seu ocaso, e descobri este acervo empoeirado, após ouvir uma historia do Sr Ivo Gazola, então com dois colegas, fizemos um rápido apanhado do que havia lá dentro,e procurávamos manter organizado, mesmo com a pouca importância dada pela então diretoria, fico extremamente feliz em saber que este acervo caiu em boas mãos! felicidades

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