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Congresso Eucarístico de 1948, um marco da Diocese de Caxias do Sul

05 de setembro de 2014 1
A Rua Sinimbu, defronte à  Catedral Diocesana, concentrou as diversas atividades  do Congresso Eucarístico Diocesano, em 1948. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

A Rua Sinimbu, defronte à Catedral Diocesana, concentrou as diversas atividades do Congresso, reunindo milhares de fiéis e autoridades eclesiáticas. Casarões em madeira da esquina com a Marquês do Herval abrigavam a antiga Adega Pezzi e o varejo da Fábrica de Calçados Caxias. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

Às vésperas do aniversário de 80 anos da Diocese de Caxias do Sul, dia 8 de setembro, e de uma matéria especial que será publicada neste sábado, recordamos de um dos acontecimentos mais marcantes dessa trajetória religiosa: o Congresso Eucarístico Diocesano, realizado de 5 a 9 de maio de 1948.

Com a Diocese presidida pelo primeiro bispo da cidade, Dom José Barea (atuante entre os anos de 1936 e 1951), Caxias recebeu milhares de fiéis e dezenas de sacerdotes, bispos e autoridades eclesiásticas do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Entre as atividades, a comunhão de aproximadamente 12 mil crianças na manhã do dia 6 e a procissão de Nossa Senhora de Caravaggio. O destaque foi o cortejo de automóveis que acompanhou o traslado da imagem desde o santuário de Farroupilha até a Catedral Santa Teresa, onde a escultura permaneceu por algumas semanas – naquele dia, mais de 20 mil pessoas passaram pelo largo junto à Praça Dante Alighieri, na época rebatizada de Ruy Barbosa.

A Rua Sinimbu, defronte à  Catedral Diocesana, concentrou as diversas atividades  do Congresso Eucarístico Diocesano, em 1948. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

Largo defronte à Catedral Diocesana reuniu milhares de fiéis durante o Congresso. Ao fundo, à direita, repare no antigo prédio do Banco Nacional do Comércio (na esquina da Júlio com a Dr. Montaury, demolido nos anos 1960). Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

O entorno da Praça Dante

As imagens acima, captadas do alto do então novo prédio da Metalúrgica Abramo Eberle, dão uma noção da grandiosidade do evento, com destaque para o enorme altar-monumento instalado na esquina das ruas Sinimbu e Dr. Montaury (confira na sequência abaixo).

As fotos trazem ainda prédios que a cidade perdeu na década de 1970, como o antigo BANCO NACIONAL DO COMÉRCIO (o atual Edifício Solaris, na esquina da Dr. Montaury com a Avenida Júlio de Castilhos, à direita) e a Escola de Belas Artes (onde hoje funciona a Casa da Cultura e a Biblioteca Pública Municipal).

À frente, em primeiro plano, vemos ainda os antigos casarões de madeira que abrigavam a Adega Pezzi e o Varejo da Fábrica de Calçados Caxias, na ESQUINA da Sinimbu com a Marquês do Herval. No final dos anos 1960, o terreno cedeu espaço ao Edifício Dona Ercília.

A esquina da Sinimbu com a Dr. Montaury também ainda não havia sido ocupada pelo novo prédio do Banco do Brasil, que posteriormente abrigaria o Fórum e o Palácio da Polícia. Em 1948 – e até meados dos anos 1950 – o terreno abrigou FEIRAS DE HORTIFRUTIGRANJEIROS e até uma pista de patinação.

O altar montado na esquina da Dr. Montaury com a Sinimbu concentrou as missas, celebrações e bênçãos. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

O altar montado na esquina da Dr. Montaury com a Sinimbu concentrou as missas, celebrações e bênçãos. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

Iluminado à noite, o altar era uma atração à parte no centro da cidade. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

Iluminado à noite, o altar era uma atração à parte no centro da cidade. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

O altar refletido no chafariz da então Praça Ruy Barbosa. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

O altar refletido no chafariz da então Praça Ruy Barbosa. Foto: Studio Geremia, coleção particular de Hildo Boff, divulgação

Museu em breve

Integrando as comemorações dos 80 anos da Diocese, dia 23 de outubro será inaugurado o Museu Diocesano Dom José Barea. O espaço, no subsolo do Bispado, irá abrigar objetos de arte sacra, vestes e utensílios litúrgicos, além de milhares de fotografias.

Comentários (1)

  • Alberto Rech diz: 5 de setembro de 2014

    Está sendo muito gratificante acompanhar o teu caminho pela história fotográfica do passado de nossa Caxias do Sul….Excelente trabalho… Parabens.

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