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Amantes da velocidade: motociclismo caxiense nos anos 1950

13 de setembro de 2014 2
Foto: acervo pessoal de Alberto Rech

Prova com saída defronte à Catedral Diocesana, no início dos anos 1950. À direita vemos o piloto Arlindo Heinrich com uma DKW 1936. Foto: acervo pessoal de Alberto Rech, divulgação

Neste domingo (14) ocorre mais uma edição do Encontro Mensal de Carros e Motos Antigos. Será no estacionamento inferior da prefeitura, na Rua Alfredo Chaves, das 8h ao meio-dia. É a chance de conferir raridades, trocar informações e conhecer um pouco mais sobre a história do motociclismo caxiense.

Antecipando o clima de nostalgia, trazemos algumas imagens do acervo do mecânico Alberto Rech, cuja trajetória pode ser conferida AQUI. Acima e abaixo, dois registros do início dos anos 1950, quando a cidade parava aos domingos para acompanhar as manobras de Vasco Dani, Juvenal Quadros, Santo Stela, Carlos Jubber, Arlindo Biagio, Waldomiro Mariani, Luiz Susin, Antoninho De Lazzer, Arlindo Heinrich e diversos outros motociclistas lembrados até hoje.

Foto: acervo pessoal de Alberto Rech

Competição em setembro de 1951. Da esquerda para a direita aparecem os pilotos Romualdo Enriconi, Alzemiro Marcon, Oscar Oliva dos Santos, Ilson Kaiser e Gastão Piccoli. Foto: acervo pessoal de Alberto Rech, divulgação

Na foto acima, um flagrante da largada da primeira prova (força reduzida), realizada em 23 de setembro de 1951. A partir da esquerda vemos os pilotos Romualdo Enriconi, Alzemiro Marcon, Oscar Oliva dos Santos, Ilson Kaiser e Gastão Piccoli – Kaiser foi o vencedor na modalidade, que totalizava seis voltas.

Já a prova de força livre, que incluía 12 voltas no trajeto, foi ganha por Carlos Jubber, seguido por Antonio Hessel. A família de Jubber mantém a Taça Engenheiro Triches até hoje.

Foto: reprodução jornal Pioneiro

Registro de 24 de setembro de 1951 destaca o sucesso da prova e os vencedores Carlos Jubber e Ilson Kaiser. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Foto: reprodução jornal Pioneiro

O vencedor Carlos Jubber recebe a faixa da jovem Zélia Salvador. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Foto: divulgação

Taça Engenheiro Euclides Triches, batizada com o nome do então prefeito de Caxias, integra o acervo da família de Carlos Jubber, vencedor da prova de força livre de 1951. Foto: álbum de Alberto Rech, divulgação

As competições tinham largada na Rua Sinimbu, defronte à Catedral. Dali, os pilotos seguiam até a Alfredo Chaves (às vezes até a Vereador Mario Pezzi), entravam na Júlio de Castilhos, rumavam até a BR-116, contornavam a Praça Abramo Eberle (defronte ao Imigrante) e voltavam pela mesma avenida em direção à Feijó Júnior, em São Pelegrino. Dali, pegavam novamente a Sinimbu rumo à Catedral, em provas de seis e 12 voltas.

Detalhe: sem cordões de isolamento ou qualquer outra proteção separando o público dos competidores – e seus clássicos modelos Jawa, Zundapp, BMW, Indian e DKW.

Foto: acervo pessoal de Alberto Rech

O vice-presidente da Sociedade Motociclística Caxiense, Mário Fedrizzi (em pé), e os pilotos Antonio Hessel (ao centro), com sua Indian 1200 de 1946, e Antoninho De Lazzer (mais ao fundo), com sua Zundapp K 500 de 1937. Prova realizada no domingo, dia 23 de setembro de 1951. Foto: acervo pessoal de Alberto Rech, divulgação

Foto: acervo pessoal de Alberto Rech

O piloto Antonio Hessel em setembro de 1951, com sua Indian 1200 de 1946 e os pneus de banda branca. Foto: acervo pessoal de Alberto Rech, divulgaçõ

Foto: acervo pessoal de Alberto Rech

O piloto Antonio Hessel com um grupo de amigos defronte à Catedral, após a prova, em 23 de setembro 1951. Foto: acervo pessoal de Alberto Rech

Cobertura na imprensa

Nas reproduções abaixo, algumas das matérias veiculadas no Pioneiro de setembro de 1951, detalhando a prova, os competidores e apoiadores.

Foto: reprodução jornal Pioneiro

Reportagem no Pioneiro em setembro de 1951. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Foto: reprodução jornal Pioneiro

Jornal detalhou a prova de 1951. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Foto: reprodução jornal Pioneiro

As empresas patrocinadoras da competição. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Foto: reprodução jornal Pioneiro

Os detalhes da prova. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Uma sociedade surge em 1949

Em junho de 1949 foi fundada a Sociedade Motociclística Caxiense, tendo como presidente e vice, respectivamente, Pery Freitas e Mario Fedrizzi. Como secretário e orador aparecem, respectivamente, Nelson Marques e Mário Menezes (foto abaixo).

O estatuto, com a lista de atribuições da associação, é uma das tantas raridades mantidas pelo colecionador Alberto Rech.

Foto: Alberto Rech, divulgação

Foto: Alberto Rech, divulgação

Foto: Alberto Rech, divulgação

Foto: Alberto Rech, divulgação

Pelo texto, “a sociedade tem o objetivo de coordenar a atividade de seus associados, proporcionando auxílio médico e material, prestar-lhes divertimentos decentes, tais como piqueniques, excursões e bailes, além da aquisição de peças, pneus e combustíveis por preços módicos”.

Foto: Alberto Rech, divulgação

Foto: Alberto Rech, divulgação

20 anos antes

Abaixo, um raro registro do escultor Estacio Zambelli (ao centro) com um grupo de amigos motocilistas em meados da década de 1930.

A Zehnder 1927 pilotada por Zambelli foi adquirida pelo pioneiro mecânico de motos José Rech (1907-1992) em 1935. Hoje, o modelo está em fase de restauração pelo filho Alberto Rech.

Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Alberto Rech, divulgação

Pioneiros dos motociclos: Estacio Zambelli e um grupo de motociclistas em meados da década de 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Alberto Rech, divulgação

Comentários (2)

  • Adauto Celso Sambaquy diz: 13 de setembro de 2014

    Sensacional. Essas corridas faziam a alegria de todos os caxienses nos domingos. Eu morava na Alfredo Chaves e em uma delas, um motociclista caiu em frente a nossa casa. Socorremos, dando água e o mesmo levantou e partiu novamente, bastante atrasado para fazer o percurso. Que viagem no tempo eu fiz agora, meu amigo Rodrigo. Obrigado por trazer ais essa particularidade de anos passados em nossa cidade. As possantes eram um espetáculo a parte. Eu sempre torcia pelas Indians.

  • Aurogil Antonio da Silveira diz: 13 de setembro de 2014

    Parabéns Rodrigo por ter resgatado e publicado esse pedacinho da história de Caxias. Sou caxiense e nessa época ainda não havia nascido. Sou de 1953. Resido em Florianópolis há 36 anos mas nunca abandonei a querência amada. Sou um apaixonado em pesquisar a história de Caxias. Quando era guri, morava na Bento Gonçalves quase esquina com a Alfredo Chaves, e lembro das corridas das baratas carreteiras. Aos sábados, quando ficávamos sabendo que haveria corrida no domingo pela manhã, chegava faltar o folego de tão faceiro. Sou aficionado em automobilismo. Quem sabe você resgata essa, fica a sugestão.

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