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Casarão da família Stragliotto, um símbolo de Galópolis

23 de setembro de 2014 3
Foto: Roni Rigon

Viagem no tempo: um cenário centenário às margens da BR-116, em Galópolis. Foto: Roni Rigon

Localizado rente à BR-116, em Galópolis, o casarão da família Stragliotto parece congelado no tempo, com sua estética que remete diretamemente às antigas moradias da colonização italiana. Apesar da evolução e transformação urbana, o imóvel datado de 1914 chega aos 100 anos ainda acolhendo seus proprietários e conservando diversas histórias curiosas.

Neto do fundador, Geraldo Stragliotto, 61 anos, reside no local e relata inúmeros fatos vividos pelos ancestrais da família. Conforme ele, ao longo das décadas o casarão abrigou hospedaria, salão de baile, sala de jogos recreativos, barbearia, restaurante e até um bar.

Foto: Roni Rigon

Faixa defronte ao casarão destaca os 100 anos da construção, um marco da colonização italiana na Serra. Foto: Roni Rigon

O pai de Geraldo, Frederico Stragliotto, administrou entre 1964 e 1978 o restaurante, que aos finais de semana servia a tradicional dobradinha. Na época do bar, turistas e moradores consumiam lanches e refrigerantes. Já as crianças se deliciavam com sorvete seco e bolinho inglês.

O porão servia como depósito de milho e abrigava uma cantina para fabricação de vinho caseiro – num dos alçapões da casa, localizado no corredor de acesso ao salão de festas, a uva era descarregada em pipas de madeira de pequeno porte.

Atualmente, no espaço desativado do bar, funciona a tornearia de Geraldo, instalada em 1986. O poço d’água, que no passado atendia ao consumo doméstico, continua em atividade – hoje com as facilidades do bombeamento elétrico.

Os Stragliotto em 1941: os filhos Amabile, Maria, Inês, Angelo, Frederico, Pierina e Angelina (em pé). Sentados aparecem Olinda, Antonieta, a matriarca Genoveva, o patriarca Giuseppe, Avelino e Rosalina. Foto: Sisto Muner, acervo família Stragliotto, divulgação

Os Stragliotto em 1941: os filhos Amabile, Maria, Inês, Angelo, Frederico, Pierina e Angelina (em pé). Sentados aparecem Olinda, Antonieta, a matriarca Genoveva, o patriarca Giuseppe, Avelino e Rosalina. Foto: Sisto Muner, acervo família Stragliotto, divulgação

Uma foto para a posteridade

Giuseppe Stragliotto (1878-1959) foi o construtor do casarão. No local, ele residiu com a mulher, Genoveva Trentin (1886-1942), e os 11 filhos.

Na foto acima, registrada em 1941, vemos os filhos Amabile, Maria, Inês, Angelo, Frederico (pai de Geraldo), Pierina e Angelina (em pé). Sentados aparecem Olinda, Antonieta, a matriarca Genoveva, o patriarca Giuseppe, Avelino e Rosalina.

O casarão num registro de 1977 para a revista Vogue Brasil. Foto: Luis Crispino/Vogue Brasil, acervo família Stragliotto, reprodução

O casarão num registro de 1977 para a revista Vogue Brasil. Na época, térreo abrigava um bar, e lambrequins ainda decoravam a fachada. Foto: Luis Crispino/Vogue Brasil, acervo família Stragliotto, reprodução

O casarão em 1977

Por sua proximidade com a rodovia, cerca de três metros de distância, o casarão costuma chamar a atenção de turistas e visitantes para fotos. Na parte dos fundos, ele faz divisa com o Arroio Pinhal.

Geraldo Stragliotto recorda que uma equipe da revista Vogue Brasil, que fazia uma matéria para o inverno de 1977, parou para conhecer a rústica construção.

A foto foi publicada na edição de junho de 1977. Geraldo guarda a revista até hoje, pois retrata a casa na época em que na parte externa havia propagandas de refrigerantes, indicando a existência do bar.

A publicação da revista Vogue Brasil em 1977, com destaque para o casarão, as belezas naturais e a gastronomia da Serra. Foto: reprodução/Pioneiro

A publicação da revista Vogue Brasil em 1977, com destaque para o casarão, as belezas naturais e a gastronomia da Serra. Foto: reprodução/Pioneiro

Símbolo do bairro

Juntamente com as casas recuperadas de Hércules Galló, a igreja matriz e a antiga Vila Operária, o casarão da família Stragliotto é um dos tantos atrativos arquitetônicos do bairro – o que confere ainda mais charme a essa bucólica Caxias dentro da grande Caxias.

Charme centenário em Galópolis. Foto: Roni Rigon

Charme centenário em Galópolis. Foto: Roni Rigon

Um século depois: um cenário congelado no tempo. Foto: Roni Rigon

Um século depois: um cenário congelado no tempo. Foto: Roni Rigon

Veículos costumam passar a menos de dois metros das portas e janelas do casarão. Foto: Roni Rigon

Veículos costumam passar a menos de três metros das centenárias portas e janelas do casarão. Foto: Roni Rigon

Participe da coluna

Você possui fotos antigas de Galópolis? Envie para o e-mail rodrigo.lopes@pioneiro.com, com data, um breve histórico, nome do fotógrafo e um telefone de contato. Em outubro, durante a Semana de Galópolis, a coluna publicará as imagens.

As informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

Comentários (3)

  • Daiane Stragliotto diz: 27 de setembro de 2014

    A história dessa casa é muito bonita e me remete muitas lembranças, passei muito tempo na minha infância dentro dela, parabéns jornal Pioneiro por essa bela matéria, contar um pouco da história do “casarão” é fantástico, pois não tem quem passe e não se admire pelo seu tamanho e beleza.

  • sandro alécio tamiozzo diz: 13 de agosto de 2015

    Que legal! Minhas duas avós eram Stragliotto, filhas de dois irmãos, ambas nasceram em Galópolis e morreram em Augusto Pestana – RS. Uma delas, creio ser filha de Giuseppe, provavelmente, minha avó Irena, nascida em 1914, falecida em 2012. Ela era a filha mais velha e, em 1941, data da foto, não residia mais nessa casa, pois já era casada.

  • Natalia Stragliotto diz: 11 de maio de 2016

    Eu sou da familia Stragliotto tambem. Já pesquisei bastante sobre isso tem muita historia…

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