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A formiguinha do Edifício Caixa de Fósforo

26 de setembro de 2014 1
Foto: acervo pessoal de Valdir Kaiser, divulgação

O Edifício Caixa de Fósforo e a clássica pintura da operadora de crédito Fin-hab, com a formiguinha em destaque e o Cinema Central ao lado. Foto: acervo pessoal de Valdir Kaiser, divulgação

Os arredores da Praça Dante Alighieri já tiveram um atrativo para o público infantil bem diferente do parquinho e dos balanços do ANTIGO CALÇADÃO.

Quem foi criança no final dos anos 1970 até meados dos 1980 lembra dela: a formiguinha da caderneta de poupança Fin-hab. A enorme pintura abrangia as duas laterais do Condomínio Galeria Auto João Muratore, o popular Caixa de Fósforo, na Av. Júlio, bem defronte à praça.

Embora a publicidade não fosse direcionada aos pequenos, são eles os que mais lembram do desenho. A pintura, acompanhando aquela estética psicodélica e super colorida de 40 anos atrás, trazia, além da formiga regando um jardim florido, nuvens e o desenho do sol próximo ao último andar do prédio.

Foto: acervo pessoal família Muratore, divulgação

A então Praça Rui Barbosa no final dos anos 1970, quando o calçadão começava a surgir. Desenho na lateral do Caixa de Fósforo chamava a atenção de longe. Foto: acervo pessoal família Muratore, divulgação

O cofrinho

Além de influenciadas pela pintura, as crianças eram iniciadas na arte da poupança com um cofrinho no formato da formiga. Ele era distribuído aos clientes da operadora de crédito Fin-hab.

O prédio e parte do desenho em 1986, quando o Cine Central apresentava o clássico O Beijo da Mulher Aranha, com Sonia Braga. Foto: Roberto Scola, banco de dados/Pioneiro

O prédio e parte do desenho em 1986, quando o Cine Central apresentava o clássico O Beijo da Mulher Aranha, com Sonia Braga. Foto: Roberto Scola, banco de dados/Pioneiro

O prédio

Ícone da área central, o Caixa de Fósforo foi o primeiro arranha-céus de Caxias. O edifício começou a ser construído em 1958 (foto ao lado) e foi entregue aos primeiros moradores em 1962. Obra do empreendedor Auto João Muratore (daí o nome), o “gigante” de 15 pavimentos chegava com 29 apartamentos, dois elevadores, duas sobrelojas e duas lojas térreas, além de uma galeria que estendia-se apenas até a metade da quadra.

À época da construção, várias piadas envolveram o local. Desde o formato, lembrando uma caixa de fósforos, até a a altura. Numa época em que a rixa entre cidades vizinhas era mais acirrada, costumava-se dizer o prédio fazia sombra em Bento Gonçalves.

Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O Condomínio Galeria Auto João Muratore, mais conhecido por Caixa de Fósforo, começou a subir em 1958. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Edifício representou uma ruptura no trecho da Júlio entre as ruas Dr. Montaury e Marquês do Herval, até então dominado por casarões antigos e sobrados dos anos 1930. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Caixa de Fósforo foi um dos primeiros arranha-céus de Caxias do Sul. Na imagem, o prédio em construção em 1959. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Curiosidades

* Quando foi inaugurado, em 1962, o prédio era o mais alto do entorno da praça e de toda a Caxias. A hegemonia acabou no final daquela década, quando começaram a ser erguidos outros exemplares com o conceito de arranha-céu: os edifícios Solaris (na esquina da Júlio com a Dr. Montaury), o Guadalupe (na Montaury, entre a Sinimbu e a Os Dezoito do Forte) e os vizinhos Dona Ercília e Marina (na Marquês, entre Sinimbu e Dezoito). O Parque do Sol só seria entregue na metade dos anos 1970.

* Devido à altura, o terraço era ocupado inicialmente por moradores para tomar banho de sol ou conferir a vista de 360° da cidade. Hoje, o local é alugado para empresas de telefonia.

* Nos primóridos, apenas o apartamento do primeiro andar ocupava toda a extensão do pavimento. Era a residência do próprio empreendedor, Auto João Muratore, que morava em Porto Alegre e visitava Caxias aos finais de semana.

Confira mais fotos antigas do prédio nos anos 1960 clicando AQUI.

Foto: Juan Barbosa, banco de dados/Pioneiro

O prédio atualmente, ainda o maior do trecho da Júlio entre a Dr. Montaury e a Marquês do Herval. Foto: Juan Barbosa, banco de dados/Pioneiro

Vista de cima do Condomínio Galeria Auto João Muratore, mais conhecido como Caixa de Fósforo. Foto: Maicon Damaceno, banco de dados/Pioneiro

Vista de cima do Condomínio Galeria Auto João Muratore, mais conhecido como Caixa de Fósforo. Foto: Maicon Damasceno, banco de dados/Pioneiro

Comentários (1)

  • Alzira Melo diz: 10 de março de 2015

    Nesta manhã 10-03-2015. Fui despertada com uma visão de uma caixa de fósforo. Era Javé mostrando-me esta história do Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa. Lindo relato.
    Mais um conhecimento adquirido. Salve Javé! O Rei!

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