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Das alturas da Metalúrgica Abramo Eberle em 1950

14 de outubro de 2014 3

A Praça Rui Barbosa captada a partir do terraço do Eberle, em 1950. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os arredores da Praça Rui Barbosa tomados pela população durante um desfile da Festa da Uva de 1950. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O terraço do Eberle: ponte de referência para fotos da área central nos anos 1950. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Enquanto o projeto de lei para revitalização da sede da antiga Metalúrgica Abramo Eberle, encaminhado pelo Executivo à Câmara de Vereadores, aguarda aprovação, voltamos ao tempo em que o prédio ainda era o mais alto do centro de Caxias – de onde fotógrafos e funcionários buscavam os melhores ângulos para registrar a cidade.

As imagens acima, captadas do terraço da metalúrgica, mostram uma vista parcial da então Praça Rui Barbosa, durante o desfile da Festa da Uva de 1950. À época, o cortejo e a passagem dos carros alegóricos ocorriam na Avenida Júlio de Castilhos.

A sequência destaca também a emblemática ocupação do quarteirão pelos automóveis e pela população – naqueles tempos em que a festa costumava parar a cidade – e dois casarões de madeira icônicos da ESQUINA DAS RUAS SINIMBU E MARQUÊS DO HERVAL.

São eles a antiga Adega Pezzi (à esquerda nas fotos), que cedeu espaço ao Edifício Dona Ercília, no final dos anos 1960, e a lendária Casa Minghelli (à direita), destruída por um INCÊNDIO EM 1952 e substituída pelo edifício homônimo no final daquela década.

Os registros acima trazem ainda parte da réplica da primeira casinha de madeira, que deu origem ao império de Abramo Eberle, mantida até hoje no terraço (à direita).

Clique nas imagens acima para ampliá-las.

Funcionários e diretores da Metalúrgica Abramo Eberle hasteando da bandeira nacional, nas comemorações cívicas da Semana da Pátria de 1943. Ao fundo, o prédio da Fábrica 1 em construção e, à esquerda, a antiga residência da família Eberle, em setembro de 1943.  Foto: Studio Geremia, divulgação

Funcionários e diretores da Metalúrgica Abramo Eberle hasteando da bandeira nacional, nas comemorações cívicas da Semana da Pátria de 1943. Ao fundo, o prédio da Fábrica 1 em construção e, à esquerda, a antiga residência da família Eberle, em setembro de 1943. Foto: Studio Geremia, divulgação

O futuro do prédio

A proposta do Executivo autoriza os atuais donos do prédio a promover reformas e ampliações dentro da área de 20 mil metros quadrados.

Como a edificação está inscrita no Livro Tombo do Município desde 2006, as mudanças foram analisadas e aprovadas pelos técnicos da Divisão de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural e do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc), conforme determina a lei.

A intenção é preservar a originalidade arquitetônica, o que inclui a casinha de madeira e o RELÓGIO DO TERRAÇO. Se aprovada, também fica liberada a extinção de alguns espaços internos e a construção de novas estruturas.

O projeto prevê  a transformação do Eberle em um amplo centro comercial e de lazer.

Foto: Juan Barbosa

O terraço da metalúrgica, após as recentes reformas para evitar infiltrações. Foto: Juan Barbosa

Foto: Daniela Xu

A réplica da casinha que deu início ao império de Abramo Eberle é um ícone do prédio até hoje. Foto: Daniela Xu

Foto: Daniela Xu

Vista do vão central da metalúrgica. Foto: Daniela Xu

Foto: Juan Barbosa

O Eberle emoldurado a partir de um janelão do prédio da Galeria Martinatto, localizada em frente. Foto: Juan Barbosa

Foto: Daniela Xu

O relógio, símbolo máximo do prédio, atualmente é iluminado por quatro cores diferentes à noite. Foto: Daniela Xu

Confira mais fotos antigas do prédio do Eberle e do centro de Caxias nos anos 1940 clicando AQUI.

Comentários (3)

  • Dirceu Soares diz: 14 de outubro de 2014

    Excelente, mais esse trabalho, resgatando a história de nossa amada Caxias!

  • Adauto Celso Sambaquy diz: 14 de outubro de 2014

    Quanta saudade desta Caxias, sem prédios, sem violência, com festas e alegria. Quem, como eu, viveu nessa época deve estar melancólico e saudoso de um tempo de grandes sonhos. Infelizmente tudo foi modificado, e, na atualidade, quase nada mais resta. As ruas são as mesmas, a praça quase igual, mas o resto mudou.
    É o preço do progresso que todos aspiramos conseguir. Mas, a custo de uma saudade imensa.
    Lembro desta festa de 1950. Quanta alegria para um povo trabalhador.

  • Valter Antonio Susin diz: 15 de outubro de 2014

    Fotos que nos trazem belas recordações. E mais ainda a imponente loja da Éberle, no térreo. Quantos artigos expostos para venda. Pratarias, objetos religiosos, etc. Moro em Ana Rech. Na minha juventude, ao ir até Caxias, entrava naquele ambiente, só para olhar os artigos expostos. Vamos imaginar aquele ambiente nos dias de hoje. Que riqueza! Que patrimônio. Hoje só saudades!…

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