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Travessuras de um cachorro perdigueiro nos anos 1970

15 de outubro de 2014 0
Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Além de lançamentos e sessões de autógrafos, a 30ª Feira do Livro de Caxias do Sul oportuniza a descoberta de preciosidades de autores locais em outros tempos – e que seduzem pelo apuro literário até hoje.

Um exemplo é o singelo Estórias de Lop, localizado pelo fotógrafo Roni Rigon no estande da Biblioteca da Codeca. Em 16 capítulos, o livro detalha a amizade entre o autor Remo Marcucci e seu cão perdigueiro Lop.

Foto: reprodução

A capa original do livro. Foto: reprodução

De imediato, Marcucci enaltece o cão da raça Pointer como um companheiro de mil façanhas e caçadas. E detalha que, quando solto nas ruas da cidade, Lop protegia seus iguais subornando os laçadores da carrocinha da prefeitura.

“Ia à casa de seu dono, vasculhava os bolsos do casaco, a gaveta da cômoda, e de lá partia com algumas pelegas. Quando os laçadores se dispunham a jogar uma armada, espalhava o dinheiro no chão… a turma ficava juntando, e a guaipecada se sumia…”

O livro não traz a data de publicação, tampouco a edição, mas o joalheiro Raymundo Pezzi, 78 anos, primo de Remo Marcucci, afirma que esteve na sessão de autógrafos de lançamento do livro, na década de 1970.

A obra destaca ainda o talento da jovem artista plástica Beatriz Balen, que traduziu em desenhos a saga de Lop e os personagens da trama (fotos abaixo).

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

Foto: reprodução de desenho de Beatriz Balen Susin no livro Estórias de Lop, divulgação

O autor

O advogado Remo Marcucci (1924-1993), filho do ex-prefeito Dante Marcucci, escreveu Estórias de Lop por diletantismo. Sem compromisso, escolheu seu amigo fiel de caçada e de vivência no cotidiano para a trama.

Foto: reprodução

O autor e advogado Remo Marcucci, filho do ex-prefeito de Caxias Dante Marcucci. Foto: reprodução

Conforme o livro Os Poderes Fazem História, de Guiomar Chies, Remo foi eleito vereador pela Arena, com 1.020 votos. Seu mandato foi exercido no período de 1977 a 1982.

Foto: Roni Rigon

O espaço da Biblioteca da Codeca aceita contribuições e também promove doações de livros até este domingo, na Praça Dante Alighieri. Foto: Roni Rigon

Biblioteca da Codeca preserva relíquias

A Biblioteca da Codeca surgiu por iniciativa de seus próprios colaboradores. Por volta de 2006, começaram a ser recolhidos livros velhos dos contêineres de lixo seletivo.

Na época, o idealizador, Wolnei Luiz dos Santos, recebeu o incentivo da professora e pesquisadora Cleodes Piazza Ribeiro e um exemplar da obra Festa & Identidade, que resgata a história da Festa da Uva.

Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

O idealizador da biblioteca, Wolnei Luiz dos Santos, com a professora Cleodes Piazza, uma das incentivadoras do projeto. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro, 14-02-2006

As obras em bom estado salvas não foram transformadas em material reciclável, mas organizadas para constituir uma biblioteca. Atualmente composto por mais de seis mil títulos, o acervo proporciona leitura a 1.100 funcionários e seus familiares.

A Codeca também lançou uma ação social para divulgar esse patrimônio cultural na Feira: os visitantes podem apreciar as raridades do acervo, receber livros e também fazer doações.

As informações desta coluna são uma colaboração do fotógrafo Roni Rigon.

Na Feira do Livro

Neste sábado (18), às 13h, o colunista participa do projeto Outras Palavras, no Leiturário da Praça Dante. Leve fotos antigas, vasculhe seu acervo e compartilhe histórias da Caxias de antigamente conosco.

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