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A atuação comunitária do bispo Dom José Barea

21 de outubro de 2014 1
O bispo Dom José Barea abençoa a pedra fundamental da Igreja São Pelegrino, em março de 1943, acompanhado pelo padre Eugênio Giordani (ao fundo) e diversas autoridades religiosas. Foto: Studio Geremia, memorial da Igreja São Pelegrino, divulgação

O bispo Dom José Barea abençoa a pedra fundamental da Igreja São Pelegrino, em março de 1943, acompanhado pelo padre Eugênio Giordani (ao fundo) e diversas autoridades religiosas. Foto: Studio Geremia, memorial da Igreja São Pelegrino, divulgação

A construção da Igreja São Pelegrino, cujo lançamento da pedra fundamental foi abençoado pelo bispo Dom José Barea. Foto: acervo da Diocese de Caxias do Sul, divulgação

A construção da Igreja São Pelegrino, cujo lançamento da pedra fundamental foi abençoado pelo bispo Dom José Barea. Foto: acervo da Diocese de Caxias do Sul, divulgação

O bispo Dom José Barea – que dá nome ao museu que abre nesta quinta-feira – conduziu os primórdios da Diocese de Caxias do Sul com atenção voltada não somente à dimensão espiritual, mas também ao caráter educativo e social.

Ao assumir o bispado caxiense, em 1936, o religioso foi responsável pela concretização de inúmeros projetos de relevância comunitária até hoje – como a construção do SEMINÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA, inaugurado em 1939 e responsável pelo estudo e formação de centenas de seminaristas. Também fortaleceu a construção de igrejas, capelas e escolas paroquiais.

O bispo em uma clássica imagem captada no Studio Geremia. Foto: Studio Geremia, acervo da Diocese de Caxias do Sul, divulgação

O bispo em uma clássica imagem captada no Studio Geremia. Foto: Studio Geremia, acervo da Diocese de Caxias do Sul, divulgação

Dom José Barea teve o privilégio de inaugurar a igreja Matriz de Galópolis, em 1947, e o prédio do Hospital Pompéia, em 1940, além de abençoar a retomada da Festa da Uva, em 1950, e o lançamento da pedra fundamental do Monumento Nacional ao Imigrante, também em 1950.

Nas fotos a seguir, confira parte dessa trajetória.

Bispo Dom José Barea abençoa avião no Aeroclube de Caxias do Sul, em 1950. Foto: Ulysses Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Bispo Dom José Barea abençoa avião no Aeroclube de Caxias do Sul, em 1950. Foto: Ulysses Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Bispo Dom José Barea ordena os padres Estevão Vanin, Alberto Lamonatto, Carlos Aumond, Maximiliano Benini, Arnaldo Gasparotto e Frederico taufer, na igreja de Galópolis, em 1947. Foto: Sisto Muner, divulgação

Bispo Dom José Barea ordena os padres Estevão Vanin, Alberto Lamonatto, Carlos Aumond, Maximiliano Benini, Arnaldo Gasparotto e Frederico Taufer, na Igreja Matriz de Galópolis, em 1947. Foto: Sisto Muner, divulgação

Dom José Barea abençoa e participa da inauguração do pavilhão das Feiras Livres, em 24 de dezembro de 1948. Foto: Studio Geremia, acervo da Diocese de Caxias do Sul, divulgação

Dom José Barea abençoa e participa da inauguração do pavilhão das Feiras Livres, em 24 de dezembro de 1948. Cortando a fita, o então prefeito de Caxias Luciano Corsetti. Foto: Studio Geremia, acervo da Diocese de Caxias do Sul, divulgação

As Feiras Livres

Conforme matéria do jornal Pioneiro veiculada em 30 de dezembro de 1948, o bispo abençoou também a instalação das pioneiras Feiras Livres, inauguradas pelo então prefeito Luciano Corsetti na véspera do Natal daquele ano. A proposta de oferecer estandes com produtos coloniais a preços módicos partiu do vereador Isidoro Moretto (pai do bispo Dom Paulo).

Localizadas em um pavilhão na esquina das ruas Dr. Montaury e Sinimbu (onde hoje situa-se o Palácio da Polícia Civil), as bancas eram uma alternativa de mercado que possibilitava aos agricultores comercializarem seus produtos sem atravessadores. Já os consumidores dispunham de um amplo espaço na área central para adquirir verduras e legumes sempre fresquinhos.

O pavilhão das Feiras Livres, na esquina das ruas Sinimbu e Dr. Montaury, em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O pavilhão das Feiras Livres, na esquina das ruas Sinimbu e Dr. Montaury, próximo a Catedral Diocesana, em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O pavilhão das Feiras Livres, na esquina das ruas Sinimbu e Dr. Montaury, captado das escadarias da Catedral Diocesana, em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O pavilhão das Feiras Livres, na esquina das ruas Sinimbu e Dr. Montaury, captado das escadarias da Catedral Diocesana, em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Trajetória religiosa

Dom José Barea nasceu em Nova Treviso, localidade que atualmente pertence ao município de Nova Roma do Sul, em 1893. Foi ordenado sacerdote em 1918 e, inicialmente, atuou como secretário particular de Dom João Becker, então bispo de Porto Alegre.

Em 11 de fevereiro de 1936, tomou posse como titular da Diocese de Caxias do Sul, onde obteve êxito na formação de novos sacerdotes. Defensor dos valores cristãos, também atendia a região de Torres e incentivava a propagação e o aprendizado dos cantos sacros.

Apreciador de diversos gêneros literários, o religioso foi um dos monografistas do livro Cinquentenario Della Collonizzazione Italiana nel Rio Grande del Sud (1875-1925), documentário que faz um balanço da imigração italiana no Rio Grande do Sul.

Um busto em bronze, instalado defronte o Hospital Pompéia em 1966, homenageia o religioso, falecido em 1951, aos 58 anos (abaixo).

Busto de Dom José Barea foi instalado defronte ao Hospital Pompéia em 1966. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Busto de Dom José Barea foi instalado defronte ao Hospital Pompéia em 1966. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Um museu 

Inserido na programação comemorativa dos 80 anos da Diocese, surgida em 1934, o Museu Dom José Barea abre suas portas oficialmente nesta quinta, dia 23, às 19h30min, em solenidade apenas para convidados e imprensa.

Ao público em geral, o espaço estará aberto a partir de sexta, dia 24, às 14h. No subsolo do bispado, o visitante poderá apreciar os objetos e a indumentária dos bispos que atuaram no município, além de fotografias, documentos e livros religiosos.

Entre as coleções de fotos destacam-se a do CONGRESSO EUCARÍSTICO DIOCESANO DE 1948, presidido por Dom José Barea, e a da primeira Festa da Uva realizada após o hiato decorrente da Segunda Guerra Mundial. Na edição de 1950, o bispo celebrou a missa para o então presidente da República Eurico Gaspar Dutra.

Foto: Roni Rigon

Museu Diocesano Dom Jose Barea abre para convidados nesta quinta. A partir de sexta, às 14h, para o público em geral. Foto: Roni Rigon

Foto: Roni Rigon

Imagens sacras, indumentária dos antigos religiosos e parte do mobiliário integram o acervo Foto: Roni Rigon

Foto: Roni Rigon

Objetos pessoais, artigos sacros e fotografias de todos os bispos da Diocese poderão ser conferidos pelo público a partir desta sexta, dia 24 de outubro, às 14h. Foto: Roni Rigon

Foto: Roni Rigon

Quadro com as fotos dos integrantes da comissão responsável pela construção do Bispado é uma das raridades da coleção. Foto: Roni Rigon

Foto: Roni Rigon

Espaço dedicado ao primeiro bispo de Caxias, Dom José Barea. Foto: Roni Rigon

As informações desta coluna são uma colaboração do fotógrafo Roni Rigon.

Comentários (1)

  • Maria Helena Muratore diz: 21 de outubro de 2014

    Belas imagens !!! Parabéns !! Nossa Caxias do Sul sempre foi linda !!!

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