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Funeral do bispo Dom José Barea em 1951

01 de novembro de 2014 0
Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Religiosos acompanham o caixão do bispo na descida das escadarias da Catedral, antes do cortejo pelas ruas. Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Às vesperas do Dia de Finados e pegando carona na recente abertura do MUSEU DIOCESANO DOM JOSÉ BAREA, recordamos do falecimento do primeiro bispo de Caxias do Sul, em 19 de novembro de 1951.

Inaugurado três anos antes, em 4 de novembro de 1948, o jornal Pioneiro dedicou ampla cobertura ao funeral do religioso, além de homenagens à sua personalidade. Conforme a matéria, estiveram presentes no cortejo fúnebre os bispos Claudio Colling (Passo Fundo), Antônio Zattera (Pelotas) e Cândido Bampi (de Vacaria).

Dom Vicente Scherer, arcebispo metropolitano de Porto Alegre, oficiou a cerimônia. Após o velório na Catedral Diocesana, o corpo de Dom José Barea percorreu as ruas centrais. Os soldados do 3º GAAAe e o clero acompanharam em procissão o caixão. Houve cantos do coral dos Cônegos Regulares de Santa Lúcia do Piaí e o toque de silêncio pelo corneteiro do quartel.

Dom José Barea foi sepultado na Catedral.

Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

O início do cortejo fúnebre nas escadarias da Catedral Diocesana, em 19 de novembro de 1951. Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Bispos de várias regiões do Estado acompanharam o cortejo, que passou pela Dr. Montaury e várias ruas do Centro. Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Dom Cândido Bampi, bispo de Vacaria (ao centro) e diversos religiosos da Serra participaram da despedida de Dom Jose Barea. Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Doação de material jornalístico

Além da cobertura jornalística, o jornal Pioneiro sensibilizou-se com a perda do religioso que cuidou da comunidade católica local com bastante zelo. Numa iniciativa da direção da empresa, foram doados a Cúria Diocesana documentos, notas e fotografias relativas à repercussão da morte.

O documento que formalizou o ato foi entregue ao Monsenhor João Meneguzzi, que retribuiu em agradecimentos o gesto voluntário dos jornalistas.

Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

O bispo Dom José Barea, eternizado no lendário Studio Geremia. Foto: Studio Geremia, acervo Museu Diocesano Dom José Barea, divulgação

Acervo pessoal

Ao morrer, Dom José Barea deixou somente uma máquina de escrever e uma coleção de 200 livros do acervo pessoal. Seu lema espiritual se resumia da seguinte na seguinte frase: A nossa vitória é a fé!

Conforme relato do Pioneiro, o bispo morreu devido a complicações cardíacas, no Hospital Pompéia, casa de saúde que ajudou a construir. Ele tinha 58 anos.

Parte dessa trajetória pode ser conferida no Museu Diocesano Dom José Barea, inaugurado dia 23 e localizado no subsolo do Bispado, ao lado da Catedral.

Agende-se

O Museu Diocesano Dom José Barea está aberto à visitação pública de quarta a sexta, das 14h às 18h. Agendamentos de escolas e grupos podem ser feitos pelo e-mail museudomjosebarea@gmail.com. Mais informações pelo telefone (54) 3025.2896.

Leia mais sobre os bispos de Caxias do Sul clicando AQUI.

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