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Eberle Centro prestes a sair do papel

04 de novembro de 2014 0
Foto: Maicon Damasceno, banco de dados/Pioneiro

Esquina da Sinimbu com a Borges, atualmente um terreno vazio, deve receber um prédio envidraçado, nivelado com a torre do relógio. Foto: Maicon Damasceno, banco de dados/Pioneiro

Está prevista para a sessão desta terça-feira (4) da Câmara de Vereadores a segunda discussão e votação final do projeto de lei complementar que permite ao município autorizar interferências na estrutura da Fábrica 1 da Metalúrgica Abramo Eberle, na Rua Sinimbu.

Se receber o aval dos vereadores, a prefeitura poderá aprovar e licenciar a demolição e construção de novas edificações e elementos arquitetônicos no complexo.

Entrariam aí uma torre de vidro a ser erguida na esquina das ruas Sinimbu e Borges de Medeiros, cuja altura estaria nivelada com o topo do relógio, e um edifício-garagem no interior do conjunto, respeitando a mesma altura. Ambos constam do projeto aprovado pelos integrantes do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc).

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Ícones arquitetônicos que remetem à história do prédio, como a famosa piteira, serão mantidos. Prédios de borda pela Sinimbu, Borges de Medeiros e Os Dezoito do Forte terão suas fachadas originais recuperadas. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Como a ideia é transformar o espaço em um amplo centro de lazer, gastronomia, cultura, comércio e serviços adequados às demandas atuais, uma nova perspectiva do imóvel foi desenvolvida.

Com base nos conceitos do retrofit, quando busca-se aumentar a vida útil de imóveis antigos por meio da incorporação de modernas tecnologias, o projeto da empresa Rossi Arquitetura e Urbanismo propôs a reformulação/alteração e a demolição de alguns espaços internos, sem impacto na fachada pela Sinimbu e nas edificações de borda pela Borges de Medeiros e Os Dezoito do Forte.

O complexo, com destaque para o edifício da Sinimbu, um autêntico exemplar da arquitetura art déco, é tombado pelo Patrimônio Histórico do município desde 2006.

– Essas demolições visam suprimir algumas partes, porém não desconfiguram o conjunto – argumenta o arquiteto Celestino Rossi.

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Dois ícones do terraço: o relógio, inaugurado em 1955, e a réplica  da casinha que deu origem ao império de Abramo Eberle. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

O projeto propõe ainda restaurar a fachada principal, recuperando alguns elementos históricos – entre eles a restituição de cinco janelas originais no quinto pavimento e o acesso central ao pátio interno.

Esses elementos estão presentes e foram construídos de acordo com o projeto do arquiteto Silvio Toigo, baseado nas plantas originais do arquiteto José Franz Lutzemberg – e obedeceram às alterações propostas por Toigo ao longo do tempo.

Logicamente, toda a memória da metalúrgica também estará contemplada, mas o formato e as ideias para esse importante atrativo ainda estão sendo afinados.

Confira mais fotos antigas do Eberle clicando AQUI.

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Casinha de madeira é um dos símbolos mais conhecidos do prédio. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Limpeza geral

Desde junho de 2013, o prédio passou por um processo de limpeza. Além da retirada de centenas de quilos de entulhos e caliça de todos os cinco andares, foram realizadas intervenções para conter vazamentos de água no telhado e infiltrações nas paredes.

A população de pombos e os quilos de fezes e penas que praticamente dominavam o último andar também foram controlados.

Após a saída da Faculdade de Inovação, apenas a loja Estação dos Brinquedos segue como locatária no prédio. O estacionamento é administrado pelo proprietário da área.

Foto: Maicon Damasceno, banco de dados/Pioneiro

Vista captada a partir do pátio central, que deve abrigar uma grande área de convivência. Foto: Maicon Damasceno, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

O interior do prédio tomado de entulhos, em 2013, antes do início da limpeza. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

O antigo anfiteatro, localizado no último pavimento. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

O último andar, misto de depósito de sujeira e esconderijo de pombos do Centro. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Vista dos prédios internos, que deverão ser suprimidos. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Números

O complexo do Eberle abrange a maior parte do quarteirão envolvendo as ruas Sinimbu, Borges de Medeiros, Os Dezoito do Forte e Marquês do Herval – o terreno é de 8.164,98m², e a área construída soma 20.086m². As novas edificações propostas resultariam em um total de  42.170 m².

O Eberle em 2013

Em junho de 2013, o futuro do prédio da Metalúrgica Abramo Eberle foi tema de uma reportagem especial do caderno Dialeto. À época, nossa equipe teve acesso exclusivo ao interior do complexo e antecipou parte do que deve acontecer a partir de agora.

Confira a matéria completa clicando nos links abaixo:

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17015340.pdf

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17015342.pdf

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17015343.pdf

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17015344.pdf

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17015346.pdf

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17015347.pdf

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