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Família Andreazza celebra as origens nos Pavilhões da Festa da Uva

11 de novembro de 2014 4
Registro das bodas de ouro de Giuseppe Andreazza e Ana Poloneatto (ao centro), defronte ao casarão erguido na localidade de Nossa Senhora da Saúde, em 1903. Foto: acervo família Andreazza, divulgação

Registro das bodas de ouro de Giuseppe Andreazza e Ana Poloneatto (ao centro), defronte ao casarão erguido na localidade de Nossa Senhora da Saúde, em 1903. Foto: acervo família Andreazza, divulgação

Dando sequência aos encontros de família que ocorrem no final de semana, destacamos a comemoração dupla que os Andreazza promovem neste sábado e domingo, nos pavilhões da Festa da Uva. No sábado, haverá missa na igreja junto às réplicas e filó à noite. O domingo reserva almoço, celebração religiosa, relatos de família e jogos típicos.

A trajetória da família Andreazza no Brasil remete a dezembro de 1878, quando o “Capo de La Famiglia” Giuseppe Sebastiano Andreazza, então com 46 anos, e a mulher Ana Poloneatto, 44, deixaram a Europa. Saindo do porto francês de Le Havre a bordo do vapor Ville de Santos, o casal, acompanhado dos oito filhos e mais seis integrantes da família, chegou ao antigo Campo dos Bugres em 19 de janeiro de 1879, quatro anos após o início do processo de imigração, em 1875.

O clã ocupou inicialmente o lote número 37 do Travessão Thompson Flores, na nona légua. Documentos coletados pela família, porém, destacam que o patriarca, bastante visionário para a época, teria comprado vários outros. As terras adquiridas por ele localizavam-se um pouco além dos atuais Pavilhões, próximo a Igreja Nossa Senhora da Saúde – ao lado da linha de pinheiros que acompanham a Rota do Sol em direção ao viaduto.

Pinheiros que, conforme consta no livro Família Andreazza no Rio Grande do Sul, de Romeu Andreazza, teriam sido plantados por ele na divisa de sua “terra nostra”.

Um ramo dos Andreazza em 1935: o casal Constante Andreazza e Regina (ao centro, sentados); Aurélia e Joaquim, com Alcides no colo (à esquerda); Alice e Marina (à direita). Em pé estão Aristides, Abilio Eleutério, Antonio, Arcizio, Zita e Regina. No chão, Mário, Romeu, Leonora a Amábile. Foto: acervo família Andreazza, divulgação

Um ramo dos Andreazza em 1935: o casal Constante Andreazza e Regina (ao centro, sentados); Aurélia e Joaquim, com Alcides no colo (à esquerda); Alice e Marina (à direita). Em pé estão Aristides, Abilio Eleutério, Antonio, Arcizio, Zita e Regina. No chão, Mário, Romeu, Leonora a Amábile. Foto: acervo família Andreazza, divulgação

Epopeia

Ao todo, dezesseis Andreazza, naturais da província de Treviso, chegaram ao Brasil em 1878. Antes de se fixar na Serra, o grupo desembarcou no Porto do Rio de Janeiro, em 29 de dezembro daquele ano.

Além dos oito filhos, Pietro Domenico (23 anos), Sebastiano (22), Vittore Leone (20), Regina (17), Davide Paolo (15), Maria Carolina (14), Giuseppina Corona (11) e Francesco Domenico (dois), emigraram para o Brasil a cunhada de Giuseppe, a viúva Emiglia Tereza (63 anos), os sobrinhos órfãos Inocente Pietro (10) e Francesca Anna (sete), e seu irmão Angelo (49 anos), então viúvo, com os dois filhos, Ângela (21) e Constante (sete anos).

Na imagem acima, de 1935, vemos Constante e Regina (ao centro, sentados); Aurélia e Joaquim, com Alcides no colo (à esquerda); Alice e Marina (à direita). Em pé estão Aristides, Abilio Eleutério, Antonio, Arcizio, Zita e Regina. No chão, Mário, Romeu, Leonora a Amábile.

A programação do final de semana nos Pavilhões. Foto: reprodução

A programação do final de semana nos Pavilhões. Foto: reprodução

Variações do nome

O 8º Encontro da Família Andreazza incluirá descendentes com algumas variações do nome: entre elas, Andreassa, Andreassi e Andreazzi. Saiba mais e confira mais fotos antigas no site www.familiaandreazza.com.br.

Há uma série de outras variantes (Andreozzo, Andreasi, Andreatta, Andrei, Andreola, Andreotti, entre outros). Todos, porém, seriam derivados do grego Ándreas, nome de André, apóstolo irmão de Pedro. Foi “latinizado” como Andreas, fixado no italiano Andrea e transformado em Andreazza.

Os Andreazza da comissão organizadora: na fila de trás, a partir da esquerda, Armando, Rosa, Carmem, Lucrécia, Nestor, Vitor e Sergio. Sentadas, na fila do meio, Susana, Mariângela, Rosa Lia, Marisa, Vera e Julieta. Sentados, Jaime, Danrte, Valdir, Mauro e Nestor. Foto: acervo pessoal, divulgação

Os Andreazza da comissão organizadora: na fila de trás, a partir da esquerda, Armando, Rosa, Carmem, Lucrécia, Nestor, Vitor, Sergio, Teresinha, Hugo e Jaime . Sentadas, na fila do meio, Susana, Mariângela, Rosa Lia, Marisa, Vera e Julieta. Sentados, Jaime, Dante, Valdir, Mauro e Nestor. Foto: acervo pessoal, divulgação

Ingressos e reservas

Os ingressos para o almoço e as atividades do final de semana podem ser obtidos pelos fones (54) 9971.6882, com Armando Andreazza, e (54) 9603.4373, com Rosa Andreazza.

Também pelos e-mails armando.andreazza@gmail.com e contato@encontroandreazza.com.br. A confraternização deve reunir descendentes vindos de cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro, além da Itália.

Em breve

Um dos comércios mais tradicionais de Caxias, o Bazar e Ferragem Andreazza, localizado na Rua Moreira César, entre a Pinheiro e a Júlio de Castilhos, está diretamente ligado à saga da família desde o início do século passado.

Mas isso é assunto para uma próxima coluna…

Outros encontros

No dia 15 também ocorre um encontro de descendentes da família Vedana. Leia maias AQUI.

Comentários (4)

  • Rosa Lia diz: 11 de novembro de 2014

    Parabéns pela matéria, mas, ainda temos muito para conhecer a respeito da família.
    São lindas histórias que não podem ficar no esquecimento.
    Obrigado Rodrigo!

  • ARMANDO ANDREAZZA diz: 11 de novembro de 2014

    Rodrigo!
    A reportagem de hoje publicada na “MEMÓRIA”, é digna de altos elogios pois conseguiu atingir TOTALMENTE os objetivos que se propoz: divulgar e bem, com singela e clareza os ” 136 anos da epopeia dos Andreazza. Jornalismo se faz com “muito bons jornalistas” que é o caso de Rodrigo Lopes. Parabéns ao Pioneira pela iniciativa da coluna Memória e ao jornalista Rodrigo Lopes que a produz. Abraços

  • Alex Oliveira diz: 12 de novembro de 2014

    Sou casado com uma Andreazza aqui em porto alegre, só que de uma ramificação que fincou morada no vale do ITAJAÍ em Santa Catarina, nos municípios de Rio dos Cedros e Timbó, perto de Pomerode, Inadaial e Rio do Sul. Acredito que tb sejam parentes…
    Abraços Fraternos

    Alex Oliveira e Márcia Andreazza

  • Malêva Maria Andreazza diz: 16 de novembro de 2014

    Rodrigo!
    Na segunda foto publicada está o meu pai quando adolescente que consta com o nome de Arcizio (em italiano) e Atílio (no português). Não tinha conhecimento desta foto e como ele faleceu quando eu era bebê, não tínhamos muitas fotos dele. Assim fiquei emocionada vendo o meu pai que não pude conhecer e nem conviver com ele, junto com meus avós Joaquim e Aurélia e minha bisavó Regina! Muito grata lembrança. Abraço e Obrigada.

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