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Um sábado ao redor da Maesa

14 de novembro de 2014 0
Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Funcionários da fundição da Maesa em 1957. Foto: Lídio Provin, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Quem não trabalhou lá, conhece alguém que sim. Quem morou, ou ainda mora, nas redondezas, recorda da movimentação dos trabalhadores, do entrai e sai na fábrica, de tudo o que a metalúrgica significou para Caxias do Sul até meados dos anos 1980. E quem circula pelo bairro Exposição/Lourdes, hoje, logicamente não consegue ficar indiferente à Maesa.

É exatamente essa sensação de pertencimento que o grupo Faço Parte pretende reforçar neste sábado (15). Das 19h às 22h, a pracinha Monteiro Lobato, bem em frente à fábrica 2 do Eberle, promete concentrar entusiastas de tudo que o espaço representou e deve representar daqui para frente – na próxima terça-feira (18), o REPASSE DO COMPLEXO AO MUNICÍPIO deve ser aprovado pela Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.

Que atividades você gostaria que fossem implantadas futuramente na Maesa? Deixe sua opinião AQUI.

Orevil Bellini (ao centro) e Orlando Michelli estão entre os funcionários do Eberle que dão depoimento no filme. Foto: Marcelo Casagrande, divulgação

Orevil Bellini (ao centro) e Orlando Michelli estão entre os funcionários do Eberle que dão depoimento no filme. Foto: Marcelo Casagrande, divulgação

Um filme

O destaque é a exibição ao ar livre do documentário A Honra do Trabalho (2013), uma produção do Grupo Guarda-Pó Verde, formado por alunos do curso de Pós-Graduação em Bens Culturais da Faculdade de Inovação.

Com 37 minutos de duração, o filme é uma emocionante colagem de depoimentos de antigos trabalhadores do Eberle sobre a convivência na metalúrgica desde a década de 1940 – entre eles, Alvis Fiedler, Orlando Michelli e Orevil Bellini.

A programação deste sábado inclui também a projeção de imagens históricas da fábrica. Antecipando um pouco do que vai rolar por lá, destacamos alguns registros disponibilizados pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. Confira abaixo:

Funcionários da seção de plásticos da Metalúrgica Abramo Eberle (Maesa - Fábrica 2) em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Funcionários da seção de plásticos da Metalúrgica Abramo Eberle (Maesa – Fábrica 2) em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Funcionárias da seção de cartonagem, caixas de papelão e acabamento de estojos da Maesa, Metalúrgica Abramo Eberle, em setembro de 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Funcionárias da seção de cartonagem, caixas de papelão e acabamento de estojos da Maesa, Metalúrgica Abramo Eberle, em setembro de 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Registro de visitantes no pátio da  Maesa no final dos anos 1960. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Registro de visitantes no pátio da Maesa no final dos anos 1960. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Em 1970: saída dos trabalhadores da Maesa pela Rua Plácido de Castro, bem em frente à Praça Monteiro Lobato, onde ocorre o encontro deste sábado. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Em 1970: saída dos trabalhadores da Maesa pela Rua Plácido de Castro, bem em frente à Praça Monteiro Lobato, onde ocorre o encontro deste sábado. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Agende-se

A organização sugere ao público trazer cadeiras, chimarrão, fotos antigas e lembranças. Em caso de chuva, o evento será transferido para o Restaurante Curinga (Rua Farrapos, 52), bem ao lado da praça. A Praça Monteiro Lobato, aliás, foi inaugurada há 60 anos, em dezembro de 1954.

O cartaz de divulgação do encontro. Foto: reprodução

O cartaz de divulgação do encontro. Foto: reprodução

Faça parte dessa história

Desde setembro, o grupo Faço Parte Maesa vem se reunindo para discutir, trocar ideias e fomentar a participação pública em relação à ocupação da Maesa. Conforme a jornalista Vera Damian, uma das integrantes, a área merece uma forma de uso que traduza a sua importância para as gerações do passado, do presente e do futuro.

Uma comunidade no Facebook também concentra opiniões. E uma coletânea informal, com as sugestões que as pessoas expressarem no encontro deste sábado, também será organizada.

- Queremos que essas ideias possam ser usadas para o termo de referência que deverá instruir os arquitetos na elaboração do projeto para a área da Maesa – completa Vera.

Veja mais fotos antigas da Maesa clicando AQUI.

Confira imagens da fachada da Maesa clicando AQUI.

Confira a trajetória de Orevil Bellini, desenhista da Eberle e das clássicas facas de gaúcho, clicando AQUI.

Confira a trajetória de Alvis Fiedler, gravador da Eberle, clicando AQUI.

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