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Setor de gravação da Maesa em 1958

18 de novembro de 2014 6
Foto: Vera Damian, divulgação

Alvis Fiedler (ao centro) e Roque Grazziotin (à direita), além de moradores e antigos trabalhadores da Maesa, compareceram ao encontro do grupo Faço Parte Maesa. Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian

Ex-funcionário do Eberle, Alvis Fiedler levou ao encontro de sábado uma réplica das portas que ajudou a construir, na década de 1950. Foto: Vera Damian

O encontro promovido pelo grupo Faço Parte Maesa, no último sábado, serviu para vislumbrar o futuro do espaço e, ao mesmo tempo, conhecer histórias de trabalhadores que passaram pela fábrica na década de 1950.

Alvis Fiedler, 83 anos, foi um deles. Gravador da metalúrgica entre os anos 1950 e 1960, ele integrou o grupo responsável pela confecção das portas da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré de Belém do Pará.

As obras tiveram início com a porta central, em 1953. O trabalho em bronze fundido agradou tanto que, quatro anos depois, em 1957, a direção do templo encomendou as duas portas laterais. Finalizadas em 1959, elas ficaram expostas durante um mês no prédio da Maesa.

A foto abaixo destaca as duas portas e alguns dos trabalhadores da seção de gravação. Ao fundo, Paulo Marzotto e Adair Sachett. Na sequência, à frente, Antônio Vaz, Aldo Marzotto e Alvis Santos Fiedler; Rui Raabe, Pedro Longhi e Sadi Zampieri. Na primeira fila (sentados), Francisco Chiarello, Hugo Seidl e o professor Rati.

As portas expostas na Maesa em 1959. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

As portas expostas na Maesa em 1959. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

As antigas portas

Passados quase 60 anos, seu Fiedler recordou de todo esse trabalho e levou uma réplica em miniatura feita por ele e guardada em casa até hoje. Amigo de vários funcionários da Maesa naqueles tempos, o aposentado também auxiliou na identificação do grupo da foto abaixo, formado por trabalhadores da seção de mecânica, talheres, gravação e forja em 1958.

Na fila da frente, sentados, aparecem o chefe da seção de gravação, Leonoro Dal Monte (ao centro). Ao lado dele, à esquerda, Humberto Storchi. E à direita, Ruben Porto. O time é completado por Abílio Fiedler, Edemor Rossi, Darcy Lampert, Darcy Facchin, Nelson Boni, Lindomar Lorandi, Umberto Bertassi, Gedoz, Buffon, Ari Cornutti (na última fila, o terceiro da direita para a esquerda) e Antonio Rodrigues Paim.

Trabalhadores da seção de mecânica, talheres, gravação e forja em 1958. Na fila da frente, sentados, o chefe da seção de gravação, Leonoro Dal Pont (ao centro). Ao lado dele, à esquerda, Humberto Storchi. E à direita, Ruben Porto. O time é completado por Abílio Fiedler, Edemor Rossi, Darcy Lampert, Darcy Facchin, Nelson Boni, Gedoz, Buffon e Antonio Rodrigues Paim. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

À  frente, sentados, o chefe da seção de gravação, Leonoro Dal Monte (ao centro). Ao lado dele, à esquerda, Humberto Storchi. E à direita, Ruben Porto. O time é completado por Abílio Fiedler, Edemor Rossi, Darcy Lampert, Darcy Facchin, Nelson Boni, Humberto Bertassi, Lindomar Lorandi, Gedoz, Buffon, Ari Cornutti e Antonio Rodrigues Paim. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Alvis Fiedler.

Alvis Fiedler ajuda a identificar os antigos colegas e  funcionários da Maesa, em 1958. Foto: Rodrigo Lopes, Agência RBS

Memória oral

Além de dar depoimento no filme A Honra do Trabalho, exibido sábado, Alvis Santos Fiedler será um dos próximos entrevistados do Banco de Memória Oral, iniciativa do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami que coleta depoimentos e relatos de antigos moradores. Atualmente, o banco conta com mais de 900 entrevistas.

Leia mais sobre o Banco de Memória Oral clicando AQUI.

Foto: Vera Damian, divulgação

A exibição do filme A Honra do Trabalho, sobre o Eberle, foi uma das atrações do último sábado. Foto: Vera Damian, divulgação

Relatos e objetos

Talheres, lamparinas, facas e diversos outros objetos produzidos na antiga Maesa foram levados pelos participantes do encontro. Sugestões sobre as possíveis ocupações do complexo também foram deixadas em uma das cercas da Praça Monteiro Lobato (ao lado).

Conforme Vera Mari Damian, uma das integrantes do coletivo Faço Parte Maesa, uma espécie de coletânea informal com esses relatos será organizada.

– Queremos que essas ideias possam ser usadas para o termo de referência que deverá instruir os arquitetos na elaboração do projeto para a área – completa Vera.

O projeto que autoriza a doação pelo Estado ao município está apto para ser votado nesta terça (18) na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.

Leia mais sobre a votação AQUI.

Foto: Vera Damian, divulgação

Sugestões para a ocupação da Maesa foram deixadas na Praça Monteiro Lobato. Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian, divulgação

Objetos produzindos na metalúrgica foram levados pelos participantes. Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian, divulgação

Antigos objetos produzidos na Maesa. Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian, divulgação

Filme levou dezenas de pessoas até a Praça Monteiro Lobato, ao lado da Maesa. Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian, divulgação

Lembranças de outros tempos. Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian, divulgação

Foto: Vera Damian, divulgação

Comentários (6)

  • Grasiela Lorandi diz: 18 de novembro de 2014

    Bom dia,
    Na foto do setor de gravação da Maesa, tem também o meu avô, Lindomar Lorandi

  • Cristina diz: 18 de novembro de 2014

    Olá, Rodrigo! O terceiro da direita para a esquerda, na última fileira (de pé), é Ari Cornutti, funcionário que trabalhou muitos anos no Eberle.

  • Cine como le gusta diz: 18 de novembro de 2014

    E que lugar bacana para um cinema ao ar livre. Pessoas interessadas em relembrar a história. Arquivo Histórico Municipal indo até o público. Grupo, Faço Parte, mobilizando e reativando a memória coletiva. Isso é cultura!

    Que venham outras exibições!

  • Andressa Dal Monte diz: 18 de novembro de 2014

    Olá Rodrigo, o chefe da seção de gravação ( ao centro da foto), não é Leonoro Dal Pont, e sim LEONORO DAL MONTE, meu avô. Obrigada.
    Andressa Dal Monte

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