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Memórias de Santa Lúcia do Piaí em livro

27 de novembro de 2014 2
Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Um pouco da história – e das memórias – do distrito de Santa Lúcia do Piaí agora estão eternizadas em livro. A obra Retratos: Santa Lúcia do Piaí, registros, organizada pelas professoras da Universidade de Caxias do Sul Luiza Horn Iotti e Eliana Rela, tem lançamento nesta quinta-feira (27) à noite, a partir das 19h30min, na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul.

Mesclando depoimentos de moradores, textos e imagens, a publicação é fruto de um trabalho desenvolvido pela equipe do Instituto Memória Histórica e Cultural (IMHC) da UCS desde 2013. Além de Luiza e Eliana, os textos são assinados por Anthony Beux Tessari, Cristiane Sebem Damo, Mégui Dal’Bó, Sandra Barella e Valdir dos Santos. Já as imagens levam o crédito do professor Aldo Toniazzo.

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

A seguir, confira alguns trechos da narrativa, que eterniza aspectos sociais, comportamentais, religiosos e do cotidiano da localidade. O lançamento é da Editora da Universidade de Caxias do Sul (Educs).

Trechos do livro

As escolas rurais eram simples, geralmente uma casinha de madeira com uma única sala de aula para atender todos os alunos. As turmas de 1ª a 4ª série eram atendidas pela mesma professora ou professor. Estes geralmente chegavam às escolas a cavalo, vindos da vila de Santa Lúcia do Piaí. Muitas crianças não conseguiam concluir seus estudos básicos, e se dividiam entre as atividades na roça, as atividades domésticas e os estudos. [...]

“Nós ia na escola, largava as onze e meia, chegava em casa ia pra roça trazer pasto pros animal. Comecei com nove anos ir na aula. Primeiro ano comecei, no segundo ano fui só uma semana.” (Rômulo Antônio Muraro, 6 dez. 2013).

A grande presença de imigrantes ou descendentes de imigrantes italianos e alemães fazia com que as aulas fossem ministradas no idioma ou dialeto predominantemente falado na localidade.

“A minha primeira aula foi em alemão. Eu tenho o quarto ano só, porque naquele tempo não tinha mais, tinha só até o quarto ano. Aí, depois, era em português.” (Anna Schumann Scheifler, 5 mar. 2014).

Uso coletivo do moinho

Os moinhos coloniais, movidos pela força da água, se localizavam perto de rios e eram utilizados pelos diversos colonos da região para a moagem do trigo e do milho [...].

“[...] às vezes tu chegava lá tinha duas ou três moagem na tua frente, daí era por ordem de chegada, pra não ter que fazer outra viagem no outro dia eu esperava, [...] a gente levava quase uma hora para ir até o moinho, a cavalo.” (Fredolina Natália Ecker Alves, 21 fev. 2014).

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, IMHC/UCS, divulgação

O IMHC

Saiba mais sobre o trabalho desenvolvido pelo Instituto Memória Histórica e Cultural pelo site www.ucs.br, no link Pesquisa e Inovação/Institutos.

Foto: Aldo Toniazzo, reprodução da capa do livro, divulgação

Foto: Aldo Toniazzo, reprodução da capa do livro, divulgação

Agende-se

* O que: lançamento do livro Retratos: Santa Lúcia do Piaí, registros
* Quando: nesta quinta (dia 27), às 19h30min, na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul
* O livro: estará disponível para venda na hora e também a partir de sexta-feira, por R$ 38. Contatos pelo telefone (54) 9999.0980, na Associação dos Moradores de Santa Lúcia do Piaí, ou pelo e-mail slpiai@hotmail.com.

Comentários (2)

  • Nilceia Bissani diz: 27 de novembro de 2014

    Bom dia! Conheci o moinho Verona, que à cerca de dois anos foi queimado, por um vândalo qualquer que não teria a menor noção do seu significado.

  • Gilberto Cita diz: 6 de novembro de 2016

    Parabéns pelo trabalho. Meu lado paterno tem toda sua origens na própria Santa Lúcia do Piaí. Todos os anos foram de uma depredação sem precedentes. Uma séie de questões mal resolvidas levou a um desenvolvimentismo e industrialismo que virou as costas para as origens, o passado a história e ambiente natural. Que quando não esquecidos, deixados à margem, foram destruídos ou depredados. Agora resta a nós que somos o presente dessas gerações, investigar esse passado e resgatar o muito pouco que sobrou para que as próximas gerações tenham memória e um sentido maior para suas vidas.

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