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Reservistas da classe de 1943 celebram em Bento Gonçalves

02 de dezembro de 2014 6
a classe de 1943 durante a cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional em junho de 1962, defronte à prefeitura de Bento Gonçalves. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

A classe de 1943 durante a cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional em junho de 1962, defronte à prefeitura de Bento Gonçalves. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Os 52 anos de prestação do serviço militar dos reservistas da classe de 1943 serão comemorados com uma ampla programação nesta sexta-feira (5), em Bento Gonçalves. Além de celebrar a amizade e as noções de cidadania forjadas há mais de cinco décadas, os reservistas prometem recordar da construção de um dos ícones do Vale do Rio das Antas – boa parte do grupo que incorporou em 1962 no então 1º Batalhão Ferroviário atuou nos trabalhos da Ferrovia Tronco Principal Sul, responsável por ligar o Rio Grande do Sul a São Paulo.

As imagens deste post destacam um pouco daqueles tempos. Na foto acima, a classe de 1943 durante a cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional em junho de 1962, defronte à prefeitura de Bento Gonçalves. À frente, em fila indiana, vemos os cabos Visentin, Rampazzo, Perizzolo, Salvaro (hoje General da Reserva do Exército), Mioranza e Freitas.

O grupo em 1962, com  os cabos Perizollo, Galafassi, Meister (agachados) e Visentin (em pé). Foto: acervo pessoal, divulgação

O grupo em 1962, com os cabos Perizollo, Galafassi, Meister (agachados) e Visentin (em pé). Foto: acervo pessoal, divulgação

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Os cabos Visentin, Meister e Perizollo em 1962. Foto: acervo pessoal de Dolmires Visentin Lunardi, divulgação

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Os soldados Puerari, Arno e Menegotto, os cabos Visentin e Galafassi e o soldado Jerônimo. Foto: acervo pessoal de Dolmires Visentin Lunardi, divulgação

A partir das 18h desta sexta-feira (5), os reservistas serão recebidos pelo Tenente Coronel Alexander Ferreira, atual comandante do 6º Batalhão de Comunicações.

A programação de formatura do pelotão dos reservistas inclui canto do hino nacional, toque de silêncio em homenagem aos colegas falecidos, arriamento da bandeira nacional, desfile em continência ao comandante do batalhão e jantar no rancho das unidades.

São esperados cerca de 110 ex-reservistas, vindos de cidades como Bento, Flores da Cunha, Antônio Prado, São Francisco de Paula, Farroupilha e Garibaldi. Os encontros da classe de 1943 costumam ocorrer anualmente, sempre na primeira sexta-feira de cada mês.

Na foto abaixo, um grupo de militares no eixo da ponte sobre o Rio das Antas, na divisa entre Bento e Veranópolis. A partir da esquerda estão os sargentos Melero, Teofanes, Davenir, Dirceu, Campos, Lotar e Balduíno.

Foto: acervo pessoal

Sargentos na ponte do Rio das Antas. Foto: acervo pessoal de Dolmires Visentin Lunardi, divulgação

A ferrovia

Conforme Dolmires Visentin Lunardi, 71 anos, um dos reservistas e organizadores do encontro, o itinerário da ferrovia foi fundamental para o progresso e crescimento não só da região, mas do país, pois facilitou a circulação e o escoamento da produção industrial, agrícola e comercial – a ferrovia atravessa uma das regiões de topografia mais acidentada do Estado, o Vale do Rio das Antas, incluindo aí as cidades de Bento Gonçalves, Veranópolis e Roca Sales.

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Registro da construção do túnel em Y no encontro do Tronco Principal Sul com o ramal Bento Gonçalves/Jaboticaba. Foto: acervo pessoal de Dolmires Visentin Lunardi, divulgação

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Ponte sobre o Rio das Antas, na divisa entre Bento Gonçalves e Veranópolis. Foto Parise/Veranópolis, divulgação

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Uma vista aérea da Serra e da ponte. Foto: Foto Parise/Veranópolis, divulgação

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O viaduto 9 em obras. Foto: Foto Parise/Veranópolis, divulgação

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Ponte sobre o Rio das Antas, na divisa entre Bento Gonçalves e Veranópolis. Foto: acervo pessoal de Dolmires Visentin Lunardi, divulgação

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Desfile de soldados no Km 2. Foto: acervo pessoal de Dolmires Visentin Lunardi, divulgação

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Sargentos e suas famílias junto ao viaduto nº 9, em 1959. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Até 1976

O 1º Batalhão Ferroviário permaneceu em Bento de 1943 a 1971, quando foi substituído pelo 3° Batalhão de Comunicações do Exército, que ocupou provisoriamente o local até 1976.

A partir daí, o quartel ganhou o nome de 6º Batalhão de Comunicações.

Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Soldados chegando na Cia de Equipamentos e Engenharia Veríssimo de Matos, em junho de 1962. À direita, sentado, p soldado Cembranel. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Desfile de soldados no Km 2/ 2ª Cia de Engenharia e Construção Ferroviária. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Escritório técnico e de projetos executados por militares engenheiros do 1º Batalhão Ferroviário. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Foto: acervo

A sede da Cia de Comando e Serviços em meados dos anos 1960. Foto: acervo 1º Batalhão Ferroviário, divulgação

Comentários (6)

  • Paulo Roberto Guimarães diz: 2 de dezembro de 2014

    Passei por esta região no domingo passado. Meu pai e meu tio serviram nesta unidade mais ou menos nesta época. Já entreguei algumas fotos para o acervo. Tenho um carinho muito grande por todas estas informações do nosso EB. Fui Oficial Temporário-1º Ten por mais de 9 anos e convivi com o Cel Real que foi comandante de companhia na época do Batalhão Ferroviario..A tristeza é muito grande em ver que todo este trabalho está em grande parte abandonado pela incompetência de nossos governantes. Qual país deste planeta não gostaria de ter este território gigante ? Com certeza em outro país toda esta estrutura estaria a serviço do progresso e do lazer. Quantas vezes quando criança lá do Belvedere via o trem passando lá embaixo do lado do rio. Quanta saudades…… Parabens a estes valorosos militares que agora mais uma vez se reunem para lembrar do passado e confraternizar com seus irmãos de farda. Felicidades . Abraços de um artilheiro.

  • Marcio Vargas diz: 2 de dezembro de 2014

    Rodrigo!!!
    Parabéns pela postagem. O TPS (tronco principal sul) tem milhares de historias e registros fotográficos. O Bento-gonçalvense Roque Coser tem um acervo gigantesco de fotos e documentos, incluindo os projetos originais da ferrovia. Em tempo, a foto numero 09 é do viaduto 9 e não da ponte do rio das antas.

    Paulo,
    Trabalho na UHE Monte Claro que fica ao lado da ponte do TPS sobre o rio das antas. Atualmente o TPS esta concedido para a ALL que mantem tanto a linha quanto os tuneis e pontes em perfeitas condições. Hoje passam por aqui de 6 a 8 composições todos os dias. Transportam containers e combustível em sua maioria.

    Abs.

  • Roque Coser diz: 2 de dezembro de 2014

    Muito boa a matéria Rodrigo Lopes. Agradecemos de coração pela abertura dada em sua coluna, e ficamos a disposição para futuras matérias. Grande abraço

  • clodoveu lisboa borges diz: 16 de outubro de 2015

    Parabéns pela iniciativa. Esquecemos que em cada momento da vida se faz história, vocês registraram momentos fundamentais de suas vidas para a vossa história em particular, para a história da Engenharia Militar em geral. Fraterno abraço.

  • Maria Rosane Schorr Magayevski diz: 7 de janeiro de 2016

    Muito interessante seu trabalho!! Parabéns!! Gosto muito da história de nossos antepassados.
    Faço a genealogia das famílias{Schorr, Magajeski(jewski, yevski,ieski) e Weiand} .
    Qualquer coisa me procura no email.
    Abraço, Rosane

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