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Família Rigon e os povoadores da Colônia Caxias

03 de janeiro de 2015 9
Arsenio Rigon e Maria Isotton com os 13 filhos em 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Arsenio Rigon e Maria Isotton com os 13 filhos em um registro de 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

A família de Arsenio Rigon, com a esposa Maria Isotton, filhos, noras e genros, em 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

A família de Arsenio Rigon e Maria Isotton, aqui com os filhos, noras e genros, em outro registro de 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Conforme o livro Povoadores da Colônia Caxias, escrito por Mário Gardelin e pelo frei Rovílio Costa, a família de Arsenio Arcangelo Rigon integrou os primeiros grupos de imigrantes italianos que se estabeleceram em Caxias do Sul. Nascido em Verona, Arsenio Rigon (1868-1946) chegou ao Brasil em 1881, acompanhado pelos pais Maria Giusti e Antonio Rigon e dois irmãos – ele adquiriu um lote no Travessão Carlos Gomes, em São Francisco da Sexta Légua, quitado em 1891.

Rigon casou-se com Maria Isotton – filha de Giovanni Isotton e Maria Olivo –, com quem teve 13 filhos. Na foto acima, datada de 1920, vemos, em pé, os irmãos Antônio, Severina, Amélia, Albina, Guerino e Tranquina. À frente, a partir da esquerda, estão Mário, José e Olivo (junto ao pai), Paulino (no colo da mãe), e Amabile, Marina e João.

A neta Rosalinda Rigon Fontana, 86 anos, filha de Antônio Rigon, associa agradáveis lembranças de sua infância à história de seus ancestrais. Na década de 1930, ela costumava visitar a casa dos avós e se deliciar com uma saborosa sopa de agnoline e com biscoitos caseiros. O avô cultivava parreirais, tinha uma criação de animais e plantava cereais para o sustento da família.

A família de José Rigon, em Antônio Prado, em 1937. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal da família de José Rigon, divulgação

A família de José Rigon em Antônio Prado, em 1937. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal da família de José Rigon, divulgação

Torrefação de café em Antônio Prado

José Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio, teve forte atuação no ramo comercial. Em meados da década de 1930, mudou-se para Antônio Prado, onde instalou uma torrefação de café com a marca São Pedro. Naquela época, Rigon fez o caminho inverso de um fenômeno migratório decorrente de questões econômicas.

Enquanto uma significativa parcela de moradores de Antônio Prado se transferia para Caxias, ele vislumbrou na cidade vizinha uma oportunidade de negócios e fixou residência em definitivo por lá.

Na foto acima, registrada em 1937, vemos José com a esposa, Josefina Mariani, e os filhos Casemiro, Anselmo e o caçula Raul (entre os pais). À frente do casal aparecem Luís, Vinícius, Celina e Talita.

Uma rua central de Antônio Prado é denominada José Rigon.

Galópolis nos anos 1930: José Rigon (ao fundo, com o cigarro) auxilia a carnear um porco durante um almoço da família Basso. Foto: acervo pessoal de Égide Basso, divulgação

Galópolis nos anos 1930: José Rigon (ao fundo, com o cigarro) auxilia a carnear um porco durante um almoço da família Basso. Foto: acervo pessoal de Égide Basso, divulgação

Produtor de uvas finas, Antônio Rigon foi premiado na Festa da Uva de 1933. Foto: acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Produtor de uvas finas, Antônio Rigon foi premiado na Festa da Uva de 1933. Foto: acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Festa da Uva em 1933

Antônio Rigon (1893-1970), outro dos sete filhos homens de Arsenio, exerceu a função de chefe do posto dos Correios em Galópolis, atividade desenvolvida posteriormente pelos filhos Marciano e Osvaldo. Paralelamente, ele também dedicava-se à fruticultura. Em seu pomar, destacavam-se macieiras, marmeleiros, ameixeiras e laranjeiras. Já na viticultura, produziu espécies de uvas finas.

Conforme o relatório da terceira edição da Festa da Uva, presidida por Celeste Gobbato, em 1933, Antônio Rigon (foto acima) obteve o segundo lugar na classe das castas européias. Entre outras ações de relevância comunitária, fez a doação de uma fração de sua propriedade para construir o cemitério de Galópolis e ajudou os filhos a constituir uma fábrica de sabão, detentora das marcas Atômico e Caxias Super Fino.

Uma rua no bairro Salgado Filho leva seu nome.

Anúncio publicado em 24 de dezembro de 1948 trazia votos de Feliz Natal de Marciano Stefano Rigo, filho de Antônio Rigon e diretor da fábrica de sabão. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Anúncio publicado pelo Pioneiro em 24 de dezembro de 1948 trazia votos de Feliz Natal de Marciano Stefano Rigon, filho de Antônio Rigon e idealizador da fábrica de sabão. Foto: reprodução/Pioneiro

Guerino Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, com a esposa Angela Daniel Rigon, em uma clássica foto de estúdio em 1920. Foto: Julio Calegari, acervo de família, divulgação

Guerino Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, com a esposa Angela Daniel Rigon, em uma clássica foto de estúdio em 1920. Foto: Julio Calegari, acervo de família, divulgação

A padaria de padaria de João Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, na década de 1950, em Galópolis; Foto: Sisto Muner, acervo de família, divulgação

A padaria de João Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, na década de 1950, em Galópolis. Foto: Sisto Muner, acervo de família, divulgação

Informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

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Você possui fotos antigas de família ou está organizando algum encontro de gerações? Envie informações para o e-mail rodrigo.lopes@pioneiro.com, com data, um breve histórico, local onde foram feitas as imagens, nome do fotógrafo e um fone de contato.

Comentários (9)

  • Silvano Antonio Castilhos diz: 3 de janeiro de 2015

    Sempre gostei e gosto de ver, ler sobre pessoas que vieram para esta região e hoje somos o que somos, inspirando-nos em gente como estas.

    Parabéns por esta divulgação

    Silvano Castilhos e Família

  • luciane diz: 4 de janeiro de 2015

    Sou uma Rigon e é sempre bom encontrar documentários que venha trazer mais informações da minha geração….
    Muito Feliz por isso.

  • daniel rech diz: 3 de maio de 2015

    Adoravel o Blog
    melhor ainda ver parte de sua família, que nem conhecia, sendo retratado
    ficamos gratos
    Ao Primo Roni Rigon e a vc Rodrigo Lopes

  • Celso Rigon diz: 4 de maio de 2015

    Gostaria de ser cidadão italiano pois procuro meus bisavós que vieram para o Brasil como faço para obter informações e o que eu preciso?obrigado!

  • marcio batista diz: 13 de junho de 2015

    ola ..estou tentando buscar informações sobre os Rigon , pois o nome de solteira de minha mãe era Maria aparecida rigon pavão , ela perdeu o Rigon ao casar :s porém continua sendo uma Rigon, O nome da Mãe dela era ..Aloisa Rigon Pavão , porém o Pavão erdou de meu avo , mas são do interior de SP ..E nao tenho mais informações :s

  • Aline Carvalho Rigon diz: 24 de agosto de 2015

    Olá! Sou uma Rigon tbm e tenho muuuuitos Rigon’s na minha família, mas quanto mais melhor, gostaria de saber mais sobre nossos parentes distantes!

  • ORIVALDO RIGON diz: 9 de dezembro de 2015

    MUITO BOA A PUBLICAÇÃO. INCLUSIVE MEU PAI É ANTONIO RIGON, FILHO DE REMIGIO RIGON, COM TIO EM NOME DE JOSÉ RIGON. POR QUE SERÁ?HAHAHA. O QUE SEI É QUE VIERAM DA REGIÃO DE VIDEIRA NA ITÁLIA MAS MEU PAI NÃO TEM MUITA INFORMAÇÃO E NEM LEMBRA MUITO VISTO QUE ELE É 1937. MAS TÁ LÁ FORTINHO AINDA.

  • Jordan diz: 10 de novembro de 2016

    Muito interessante a história de nossa família. Existem diversas ramificações dos Rigon, Antônio Prado, Nova Prata e Caxias do Sul.
    Parabéns pela iniciativa.
    Abraço a todos

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