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As antigas guaritas salva-vidas do Litoral Norte

09 de janeiro de 2015 0
Foto: banco de dados, Agência RBS

Torre dos salva-vidas de Tramandaí, no início dos anos 1970. Foto: banco de dados, Agência RBS

Neste verão, em torno de mil salva-vidas estão se revezando nas guaritas do Litoral Norte, cuidando dos banhistas – uma atividade cuja tradição, no Rio Grande do Sul, já atravessa mais de sete décadas.

Nesse tempo, os postos de observação destinados aos guardiões da vida na praia mudaram bastante – no tempo e no lugar. Hoje, as casinhas são padronizadas e singelas, mas houve um tempo em que cada praia tinha sua arquitetura própria: ora mais simples, em madeira, ora mais sofisticada.

Foto: acervo pessoal de Aires Lopes de Oliveira, divulgação

Torres em 1958: guarita com inspiração americana destacava-se na orla da Praia Grande. Foto: acervo pessoal de Aires Lopes de Oliveira, divulgação

Na glamourosa Torres dos anos 1950, por exemplo, a grande quantidade de banhistas levou à construção, em 1953, de uma torre salva-vidas em estilo norte-americano, uma influência direta do pós-guerra.

Na foto acima, um registro aéreo da Praia Grande em 1958, destacando o posto de observação e as lendárias faixas de sombreiros e bancos fixos.

Foto: acervo pessoal de Aires Lopes de Oliveira, divulgação

A torre dos salva-vidas, a Avenida Beira-Mar e uma ainda bucólica Praia Grande, no final dos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Aires Lopes de Oliveira, divulgação

Foto: acervo pessoal de Madalena Martins, divulgação

Outros tempos: a Avenida Beira-Mar e a guarita no fim da década de 1950. Foto: acervo pessoal de Madalena Martins, divulgação

Foto: acervo pessoal de Aires Lopes de Oliveira, divulgação

Cenário paradisíaco: a Praia Grande em 1958, com seus sombreiros e bancos fixos. Foto: acervo pessoal de Aires Lopes de Oliveira, divulgação

Foto: banco de dados, Agência RBS

A Praia Grande e a clássica guarita de Torres em meados dos anos 1960. Foto: banco de dados, Agência RBS

Estruturas de concreto também marcaram época em Tramandaí e Capão da Canoa. Na Capão dos anos 1960, aliás, o relógio da guarita, patrocinado pelos Fogões Geral, era operado manualmente pelos salva-vidas.

Foto: banco de dados, Agência RBS

Estilo Jetsons: a guarita com design futurista de Capão da Canoa nos anos 1960/70. Foto: banco de dados, Agência RBS

Foto: banco de dados, Agência RBS

Capão da Canoa: relógio junto à guarita era operado manualmente pelos salva-vidas. Foto: banco de dados, Agência RBS

Foto: banco de dados, Agência RBS

Em 1944: o salva-vidas Manoel Albino de Castro Filho. Foto: banco de dados, Agência RBS

O pioneiro Manoel

Um dos primeiros a ocupar uma dessas guaritas foi o homem da foto acima, tirada em Capão da Canoa em 1944. A convite da prefeitura de Osório, em 1936, Manoel Albino de Castro Filho começou um período de mais de três décadas realizando salvamentos em praias como Santa Terezinha, Tramandaí e Capão da Canoa.

Neto de marinheiro e irmão de outros sete salva-vidas, ele viveu muitas aventuras. Em uma ocasião, por exemplo, teve de usar uma corda para salvar nove pessoas – e outras quatro logo em seguida – de uma só vez. Devido à intensa exposição ao sol durante os anos de trabalho, acabou perdendo a visão no olho esquerdo.

Todas essas histórias foram contadas originalmente à reportagem do jornal Zero Hora, em matéria publicada em março de 1991, quando Manoel já estava aposentado e morando nos arredores de Capão da Canoa.

Foto: banco de dados, Agência RBS

Manoel de Castro Filho, três décadas de atuação junto à orla gaúcha. Foto: banco de dados, Agência RBS

O conteúdo deste post foi publicado originalmente na coluna Almanaque Gaúcho, do colega Ricardo Chaves, de Zero Hora.

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