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Primórdios da BR-116 nos anos 1950

10 de janeiro de 2015 6
Foto: Studio Geremia, divulgação

Uma praticamente deserta Av. Júlio de Castilhos, com a BR-116 ao fundo e os casarões de madeira do DNER à direita. Foto: Studio Geremia, divulgação

A construção da Estrada BR-116 sinalizou uma nova era no modelo de transportes no Brasil e marcou o conjunto de grandes projetos do presidente Getúlio Vargas (1882-1954). Entre tantos destaques na imprensa, a magnitude da rodovia mereceu registro pelo jornalista Duminiense Paranhos Antunes, no livro Documentário Histórico do Município de Caxias do Sul – obra lançada em 1950 por ocasião do 75º aniversário da colonização italiana no Rio Grande do Sul.

No âmbito técnico, Duminiense salientou que a a estrada tinha uma dimensão nacional e cruzava 84 quilômetros no município caxiense, ligando o Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro. Já na divisa com Nova Petrópolis, foi erguida uma monumental ponte sobre o rio Caí, com 142 metros de comprimento.

Inaugurada em 9 de novembro de 1941, a então Estrada Federal Getúlio Vargas era zelada pelo Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER). Na foto acima percebe-se a recém-construída Praça Vestibular, no entroncamento com a Av. Júlio de Castilhos, acesso principal à cidade.

Ao fundo, à direita, localizava-se o complexo operacional do DNER, únicos prédios então construídos no atual e populoso bairro de Lourdes. Atualmente, na área do extinto DNER está sendo instalada uma das estações de transbordo do município

Quanta diferença, não?

Foto: acervo pessoal de Romeu Rossi, divulgação

A Praça Vestibular, com o recém-inaugurado busto de Abramo Eberle (ao centro) e a Av. Júlio de Castilhos. Foto: acervo pessoal de Romeu Rossi, divulgação

A BR-116 e o Monumento ao Imigrante no início dos anos 1960. Foto: acervo  Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A BR-116 e o Monumento ao Imigrante no início dos anos 1960. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, divulgação

A Av. Júlio, o pórtico em homenagem a Getúlio Vargas e a então Estrada Federal Getúlio Vargas, embrião da BR-116, em meados dos anos 1950. Foto: Studio Geremia, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A Estrada Federal Getúlio Vargas no trecho de Galópolis, em meados da década de 1940. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Homenagem a Abramo Eberle

A entrada de Caxias do Sul, no entroncamento com a Estrada Federal, foi desenhada para facilitar o acesso de veículos e servir com um belo cartão de visitas. Em abril de 1946, era instalado um dos primeiros atrativos do lugar: o busto em bronze do empresário Abramo Eberle, inaugurado por ocasião do cinquentenário da metalúrgica – surgida em 1896.

Foto: Studio Geremia, divulgação

Inauguração do busto de Abramo Eberle, em 1946, marcou os 50 anos do início das atividades da metalúrgica, em 1896. Foto: Studio Geremia, divulgação

Na foto acima, uma multidão de admiradores e amigos assiste ao descerramento da imagem. Na foto abaixo, diante do busto, vemos os antigos diretores da metalúrgica Odino Sartori, Américo Garbin e Humberto Bassanesi, atrás, e Henrique Michielin, José Eberle (filho de Abramo) e Zulmir Fabris, à frente.

Foto: Studio Geremia, divulgação

“Abramo” e seus diretores: Odino Sartori, Américo Garbin e Humberto Bassanesi (atrás) e Henrique Michielin, José Eberle e Zulmir Fabris (à frente). Foto: Studio Geremia, divulgação

Busto de Getúlio Vargas

Na década seguinte, a área recebeu dois outros ícones. Em fevereiro de 1954, no terreno defronte à então denominada Praça Vestibular Abramo Eberle, foi inaugurado o Monumento Nacional ao Imigrante, com a presença de Getúlio Vargas.

Já em agosto de 1955, um ano após o suicídio de Vargas, foi instalado o busto em sua homenagem – uma gratidão dos caxienses ao político que tanto colaborou para o desenvolvimento da região.

Confira imagens de Getúlio Vargas inaugurando o Monumento ao Imigrante clicando AQUI.

Foto: Studio Geremia, divulgação

Pórtico em homenagem a Getúlio Vargas, desenvolvido pelo mestre canteiro José Zambon nos anos 1940. Foto: Studio Geremia, divulgação

Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

O pórtico em abril de 2008: busto de Getúlio Vargas foi coberto em protesto pela liberdade dos presos políticos na Argentina. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Comentários (6)

  • Geraldo Fedrizzi diz: 10 de janeiro de 2015

    Parabéns ao jornalista por mais uma matéria ilustrativa da história e da arquitetura de Caxias. É um serviço merecedor da gratidão dos caxienses natos e adotivos e que trás recordações aqueles que como eu, eram crianças nos anos cinquenta

  • Adão M. Gonçalves diz: 10 de janeiro de 2015

    Meus parabéns ao teu trabalho jornalístico, que eu julgo como de suma importância para preservarmos as nossas origens.

  • Giovani Bettiol diz: 11 de janeiro de 2015

    Gostaria também de acrescentar que essas reportagens não encantam somente quem viveu nessa época. Eu sou caxiense, tenho 30 anos e gosto muito de ver essas imagens antigas que contam a história de Caxias. Acho muito importante o trabalho realizado por este jornalista. Parabéns!

  • Vinícius Gatelli diz: 19 de maio de 2015

    Parabéns mais uma vez Rodrigo!
    Pessoas como você nos fazem sertir honrados com a história da nossa querida Caxias do Sul. És um excelente profissional e que não mede esforços para que conheçamos a linda história dessa cidade que é exemplo para o RS e para o Brasil. Grande abraço queridão!

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