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Funeral de Abramo Eberle em 1945

12 de janeiro de 2015 1
O adeus em 1945: os filhos Júlio e José Eberle, e o genro Caetano Pettinelli (mais ao fundo), um dos antigos diretores da metalúrgica e casado com Angelina Eberle Pettinelli. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O adeus em 1945: os filhos Júlio e José Eberle (ao centro), e o genro Caetano Pettinelli (mais ao fundo), casado com Angelina Eberle Pettinelli. À direita, o orador Albano Volkmer. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Há 70 anos, em 13 de janeiro de 1945, Caxias do Sul despedia-se de um de seus mais influentes empresários, responsável pela consolidação do município como um pólo metalúrgico de destaque no país até hoje.

O cortejo fúnebre em torno de Abramo Eberle reuniu centenas de parentes, funcionários e amigos, que acompanharam o caixão desde o PALACETE da família (na esquina da Sinimbu com a a Borges de Medeiros, local do velório), até o Cemitério Público Municipal, onde o corpo do visionário imigrante italiano juntou-se aos dos pais, Giuseppe (José) e Luigia (a Gigia Bandera).

Antes de chegar a Catedral, cortejo parou na esquina das ruas Sinimbu e Marquês do Herval. Foto: Mancuso, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Registro do cortejo fúnebre na esquina das ruas Sinimbu e Marquês do Herval. À direita, as antigas Casa Menegassi e Adega Pezzi, hoje Edifício Dona Ercília, ao lado do Bispado. Foto: Mancuso, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O orador Albano Volkmer e o padre Ernesto Brandalise conduziram a cerimônia no Cemitério Público Municipal. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Durante a passagem do esquife pelo portão principal da metalúrgica, funcionários organizados em alas exibiam fitas pretas no braço em sinal de luto. Quando a comitiva parou, o lendário sino da fábrica (a campanela) tocou em homenagem ao fundador. Na sequência, o bispo Dom José Barea, acompanhado de mais quatro sacerdotes, comandou os trabalhos do réquiem na Catedral Diocesana.

Nas fotos deste post, três registros da cerimônia de despedida, conduzida pelo padre Ernesto Brandalise junto ao jazigo da família. Os discursos ficaram a cargo do político Ari Zatti Oliva, representando a prefeitura, e do orador oficial da empresa, doutor Albano Volkmer.

O cortejo fúnebre chegando ao Cemitério Público Municipal. Foto: Giácomo Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O cortejo fúnebre chegando ao Cemitério Público Municipal. Foto: Giácomo Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Momento em que o caixão era baixado no jazigo da família. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: reprodução do jornal O Momento

Há 70 anos: agradecimento dos familiares estampou capa do jornal O Momento em janeiro de 1945. Foto: reprodução do jornal O Momento

Foto: reprodução do jornal O Momento

Texto agradecia também aos médicos Henrique Fracasso e José Brugger, que acompanharam Abramo até o final da vida. Foto: reprodução do jornal O Momento

O imigrante de Monte Magrè

Natural de Monte Magrè, na província italiana de Vicenza, Abramo Eberle (1880-1945) era o segundo dos quatro filhos do casal Giuseppe e Luigia, que desembarcou no Brasil em 1884.

Enquanto o pai atuava na lavoura, o jovem Abramo ajudava a mãe em uma pequena funilaria localizada na Rua Sinimbu. Quando Giuseppe decidiu dedicar-se integralmente ao trabalho na agricultura, Abramo, com apenas 16 anos, adquiriu o negócio.

Tinha início aí a produção das lendárias lamparinas a querosene, um produto de primeira necessidade naqueles tempos sem energia elétrica. O crescimento da produção impulsionou a fabricação de diversos outros itens, como talheres, utensílios de mesa, artigos sacros, lâminas, facas, espadas e motores elétricos – um império que teve seu auge nos anos 1940 e 1950 e que até hoje permanece na memória coletiva de milhares de ex-funcionários e seus descendentes.

Abramo esteve à frente da empresa por quase meio século. Ele faleceu aos 65 anos.

Confira mais fotos antigas da metalúrgica clicando AQUI.

Leia mais sobre a história da torre do relógio clicando AQUI.

Recorde do relógio de ouro concedido aos funcionários com 25 anos de casa clicando AQUI.

Abramo Eberle eternizado no não menos lendário Studio Geremia. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Abramo Eberle eternizado no não menos lendário Studio Geremia. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Luxo no jazigo

No luxuoso jazigo da família também foi sepultada, na década de 1950, a esposa de Abramo, Elisa Venzon Eberle (1884-1954), e posteriormente os filhos e noras. A riqueza em mármore e bronze do espaço, porém, não passou incólume à ação de vândalos e ladrões ao longo das décadas.

Matéria do Pioneiro de março de 2014, sobre insegurança no Cemitério Público Municipal, destacou a depredação do túmulo. Fotos, metais, anjos e ornamentos originais da lápide e da cruz também ficaram apenas na lembrança…

Leia mais sobre a história do Cemitério Público Municipal clicando AQUI.

O jazigo original da família nos anos 1950. Foto: reprodução do livro Documentário Histórico do Município de Caxias do Sul, de Duminiense Paranhos Antunes

O jazigo original da família nos anos 1950. Foto: reprodução do livro “Documentário Histórico do Município de Caxias do Sul”, de Duminiense Paranhos Antunes

Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

O jazigo da família em 2014: anjos que originalmente decoravam a cruz foram roubados. Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Vandalismo e roubo: fotos e metais foram arrancados. Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Jazigo era um dos mais luxuosos do Cemitério Público Municipal. Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Filho Júlio João Eberle e Alda Muratore Eberle também estão enterrados junto a Abramo. Foto: Gabriel Lain, banco de dados/Pioneiro

Comentários (1)

  • ADÃO GILMAR ALVES BRITO diz: 12 de janeiro de 2015

    A FAMÍLIA EBERLE É RESPONSÁVEL PELA IMPLANTAÇÃO DO PRIMEIRO PILAR DA INDUSTRIALIZAÇÃO DE CAXIAS.HOJE A GRANDEZA DE CAXIAS DEVE GRATIDÃO A ESTA FAMÍLIA EMPREENDEDORA. A METALÚRGICA ABRAMO EBERLE, TEVE A PARTICIPAÇÃO COM SUA PRODUÇÃO NO CRESCIMENTO DA CIDADE , MAS TAMBÉM SERVIU DE REFERENCIA, PARA ATRAIR PESSOAS DE OUTROS ESTADOS E CIDADES, E TAMBÉM PARA O GRANDE NÚMERO DE EMPRESAS QUE AQUI EXITEM.
    A HISTÓRIA DESSA FAMÍLIA DEVERA SE MANTIDA SEMPRE VIVA, E ESCRITA EM LETRAS DE OURO. CONSIDERANDO O QUE ELA REPRESENTOU PARA A CIDADE DE CAXIAS. NO DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO. EBERLE QUE SEJA SEMPRE LEMBRADO

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