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Ainda sobre a Plácido de Castro...

16 de janeiro de 2015 2
Foto: Porthus Junior

Foto: Porthus Junior

Muitas pedras vão rolar (quiçá, não) até a definição do futuro da Rua Plácido de Castro e a polêmica em torno do asfaltamento ou manutenção do pavimento original.

Na manhã desta sexta, a prefeitura contestou a liminar da Justiça que proíbe temporariamente a intervenção na via. A partir de agora, cabe ao Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) avaliar a importância do trecho no contexto dos prédios e sítios que abriga (Maesa, Senai, Emílio Meyer e Praça Monteiro Lobato).

Nessa disputa, os argumentos da prefeitura, baseando-se no entorno asfáltico de prédios tombados como o Arquivo Histórico (na Júlio) e o Museu (na Visconde), mostram-se frágeis. Museu e Arquivo estão localizados em vias centrais, com intenso fluxo de veículos, ônibus de linha e demandas totalmente adequadas ao asfalto.


O entorno da Maesa está em outro patamar. Localiza-se em um bairro residencial, que cresceu exatamente em torno da instalação da fábrica, lá nos primórdios de 1948. A rua original é, portanto, patrimônio de toda aquela área, está intrinsecamente ligada ao passado do lugar.


Não se critica aqui o Carnaval na Plácido, nem qualquer outra manifestação cultural no entorno da Maesa. O que mais tem causado revolta na população é a insistência da administração em asfaltar uma rua que, comprovadamente, não carece de asfaltamento algum – o trecho de paralelepípedos é dos melhores.


Mais: uma promessa afobada feita à organização do Carnaval, sem a devida consulta à comissão criada para discutir os rumos da Maesa e às secretarias da própria prefeitura, acabou colocando, inadvertidamente, os foliões como vilões da história.


Eles não exigem a Plácido, eles pedem asfalto. Tanto que existem diversos outros pontos da cidade, como a Perimetral Norte, que poderiam receber os passistas. Segundo os carnavalescos, salto alto não combina com paralelepípedo, mas como argumentou uma integrante de escola, “se for preciso, para sair Carnaval eu sambo até de pé no chão.”


Caso o Compahc aprove o asfalto, a decisão esbarra ainda na questão da drenagem e escoamento, já alertada por especialistas, e em uma série de outros senões, que vão desde questões ambientais, aquecimento, maior absorção de calor, até o aceleramento do trânsito defronte a uma escola. Sem falar na qualidade de uma obra feita a toque de caixa a menos de um mês dos desfiles.
Questões para as quais a prefeitura parece ter simplesmente virado as costas.

Uma lástima!

Comentários (2)

  • Adriano Richardi diz: 16 de janeiro de 2015

    Disse tudo. Bem colocado os pontos de vistas.

  • Claudio diz: 16 de janeiro de 2015

    Deviam arrancar o asfalto na treze de maio, que passa nos fundos da maesa. Também na sinumbu em frente a catedral, que foi onde Caxias começou. Quem sabe arrancar o asfalto da br 116 em são romedio, onde os primeiros imigrantes chegaram. Deviam também arrancar o asfalto na frente da minha casa, e deixar a rua como era em 1850, ao não passaria nenhum carro, não teria barulho, e ninguém inventaria de fazer carnaval ali.

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