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140 anos de imigração: registros de uma nova vida

22 de janeiro de 2015 4
Foto: acervo pessoal, divulgação

Giacomo e Vitalina Mondadori e os 11 filhos, nos primórdios do século passado. Foto: acervo pessoal, divulgação

Em 2015, quando se comemoram os 140 anos da imigração italiana no Estado, ganham ainda mais evidência as lembranças das famílias sobre a chegada de seus antepassados à região, em finais do Século 19.

Os milhares de imigrantes que aportaram no Brasil a partir de 1875 eram registrados, um a um, em um grande livro, contendo várias colunas. Nelas, eram anotados, da esquerda para a direita, número de registro, nome do imigrante, idade, estado civil, nacionalidade, dia e mês que saíra do Rio de Janeiro, dia e mês que chegara ao Rio Grande do Sul, dia e mês que seguira para a colônia, nome do navio em que viera para esta província e destino que tomara dentro do Rio Grande do Sul.

Foto: Pércio de Moraes Branco, divulgação

O “Livros dos Immigrantes”, raridada guardada no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Foto: Pércio de Moraes Branco, divulgação

Foto: Pércio de Moraes Branco, divulgação

Foto: Pércio de Moraes Branco, divulgação

Foto: Pércio de Moraes Branco, divulgação

Os Mondadori no livro de registros de 1888. Foto: Pércio de Moraes Branco, divulgação

As fotos deste post mostram o Livro da Estatística dos Immigrantes que Entraram na Provincia do Rio Grande do Sul durante o Anno de 1888 e Seguiram às Localidades a que se Destinaram, arquivado no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Nele se vê, entre informações de inúmeras outras famílias, que os primeiros Mondadori que vieram para o Brasil foram ali registrados sob números 837 a 843 (detalhes acima).

Eram eles Maria Mondadori, viúva, com os filhos Calixto Emílio e Giacomo. Calixto Emílio trouxe a esposa, Giuseppa, e os dois filhos Romulo e Umberto. Giacomo trouxe também a esposa, Vitalina, e o filho deles, Primo, mas este só nasceria três meses depois, tornando-se o primeiro brasileiro da família.

Em Antônio Prado

Os Mondadori partiram do Rio de Janeiro a bordo do paquete Rio Negro, em 11 de janeiro de 1888. Chegaram ao Rio Grande do Sul dia 19 do mesmo mês e, dia 21, seguiram em direção a Colônia Caxias.

Por aqui, estabeleceram-se onde mais tarde seria o município de Antônio Prado. Na cidade serrana eles também fundariam a casa de comércio Mondadori & Irmão Ltda.

As imagens a seguir foram enviadas por Pedro Ivan Mondadori de Oliveira, bisneto de Giacomo Mondadori e neto de Pedro Mondadori.

Em 1912: o armazém de Giacomo Mondadori em Antonio Prado. Foto: acervo pessoal de Pedro Ivan de Oliveira Mondadori, divulgação

Em 1912: o armazém de Giacomo Mondadori em Antonio Prado. Foto: acervo pessoal de Pedro Ivan de Oliveira Mondadori, divulgação

A família de Pedro Mondadori. Foto: acervo pessoal de Pedro Ivan de Oliveira Mondadori, divulgação

A família de Pedro Mondadori e Aurelia Lunardi Mondadori na década de 1930. Foto: acervo pessoal de Pedro Ivan de Oliveira Mondadori, divulgação

Em 1968: registro das bodas de ouro de Pedro Mondadori e Aurelia Lunardi Mondadori e das bodas de prata de Hugo Giacomo e Julieta Michelon Mondadori. O local é a Rua Ernesto Alves, 2.173, onde atualmente se encontra o Norton Hotel. Foto: acervo pessoal de Pedro Ivan de Oliveira Mondadori, divulgação

Em Sananduva

Os Mondadori espalharam-se também por várias regiões do Estado. Na foto abaixo vemos o antigo Hotel Mondadori (a casa mais clara ao fundo), em Sananduva. Em primeiro plano está Rovílio, filho de Primo Mondadori (um dos proprietários do hotel ao longo dos anos), com o filho mais velho, Primo Mondadori Neto.

Foto: arquivo pessoal, divulgação

Foto: arquivo pessoal, divulgação

Foto: arquivo pessoal, divulgação

Em Sananduva: Rovílio Mondadori, filho de Primo Mondadori, com o filho Primo Mondadori Neto. Foto: arquivo pessoal, divulgação

As informações desta página foram publicadas originalmente na coluna Almanaque Gaúcho, do colega Ricardo Chaves, em Zero Hora.

Participe

Você possui fotos antigas de seus antepassados na região? Envie informações para o e-mail rodrigo.lopes@pioneiro.com, com nome, data aproximada das imagens, identificação das pessoas que aparecem, um breve histórico da família e um telefone de contato.

Comentários (4)

  • Pedro Ivan Mondadori de Oliveira diz: 22 de janeiro de 2015

    Legal, muito obrigado pela publicação, devo ter centenas dessas e de outras fotos históricas, vou digitalizar e vou passar a você.

  • Caroline Mondadori diz: 23 de janeiro de 2015

    Bela matéria, também possuo fotos desse período e também de Moisés Mondadori, pioneiro na gravação de discos no Rio Grande do Sul.

  • Gilcenara de Oliveira diz: 29 de janeiro de 2015

    Sou neta do casal Aurélia Mondadori e Pedro Mondadori, atualmente moro em Fortaleza, sou natural de Caxias do Sul. Muito bom estas publicações, resgatar essas memórias é fundamental para que as gerações futuras tenham compreensão do legado que esta gente nos deixou. Gostaria de corroborar e acrescentar aos comentários da Caroline Mondadori, que Moisés Mondadori, não foi pioneiro na gravação de discos no Rio Grande do Sul, mas no Brasil, segundo o historiador Miguel Ângelo de Azevedo, ou Nireiz de Azevedo, diretor do MIS, Museu de Imagem e do Som de Fortaleza, o qual lançou um livro onde relata a verdadeira história do música do Brasil, entre outras, como a história de Luiz Gonzaga(2011).

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