Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Maria Della Costa: tempos de glamour

27 de janeiro de 2015 0

Glamour atemporal: Maria Della Costa no final dos anos 1940. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

A morte da atriz Maria Della Costa no final de semana ainda mobiliza homenagens. Dos arquivos da Agência RBS, separamos alguns registros antológicos de uma das atrizes mais belas da dramaturgia brasileira entre os anos 1940 e 1960.

Nascida em Flores da Cunha em 1926, a protagonista da primeira peça de Bertolt Brecht montada no Brasil (A Alma Boa de Setsuan) – e que encenou textos de dramaturgos do quilate de García Lorca, Sartre, Nelson Rodrigues e Plínio Marcos – foi batizada com o pomposo nome de Gentile Maria Della Costa Marchioro.

Por causa da incrível beleza, foi lançada como modelo ainda aos 14 anos, em Porto Alegre, pelo jornalista Justino Martins, da Revista do Globo – logo na sequência, ela deixaria o Sul.

Detentora do título de primeira “manequim” do Brasil e ex-show-girl do Cassino Copacabana, Maria Della Costa estreou nos palcos em 1944 a convite de Bibi Ferreira, fazendo uma ponta na peça A Moreninha. Era o início de uma trajetória que, 10 anos depois, renderia um dos mais importantes frutos. Em 1954, aos 28 anos, a atriz fundava em São Paulo o Teatro Maria Della Costa (TMDC), com projeto arquitetônico dos mestres Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

Foi onde montou espetáculos consagrados, sob a tutela dos diretores italianos Gianni Ratto e Ruggero Jacobbi. Entre eles O Canto da Cotovia, de Jean Anouihl, e Depois da Queda, de Arthur Miller, quando dividiu a cena com Paulo Autran.

Na imagem abaixo, um clássico registro “à moda Hollywood” da atriz defronte ao seu teatro, à época da peça Armadilha para um Homem Só, de Robert Thomas, em 1960.

Hollywood é aqui: a atriz defronte ao seu teatro, à época da peça “Armadilha para um Homem Só”, de Robert Thomas, em 1960. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Maria Della Costa e seu segundo marido, o diretor Sandro Polloni, que ajudou-a a construir o teatro em 1954. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Cena de “Areião”, filme dirigido por Camilo Mastrocinque em 1952. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Musa em imagens

Abaixo, uma foto promocional da montagem de O Canto da Cotovia, que marcou a estreia do Teatro Maria Della Costa em 28 de outubro de 1954. Com os cabelos curtos e negros para encarnar Joana D’ Arc, a atriz foi imortalizada também em uma escultura de Victor Brecheret.

Escultura, aliás, seria o adjetivo ideal para várias imagens deste post, não?

A atriz como Joana D’Arc em “O Canto da Cotovia”, peça que inaugurou o Teatro Maria Della Costa em 28 outubro de 1954. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Retorno a Porto Alegre: Maria Della Costa e o assédio dos fãs em 1960. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Maria Della Costa recebendo os cumprimentos da então primeira-dama do RS, Neuza Brizola, em 1960. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Peles e glamour na revista O Cruzeiro. Foto: acervo pessoal, divulgação

Em 1959: a atriz em ação como mulata dos morros cariocas na montagem “Gimba – O Presidente dos Valentes”, escrita por Gianfrancesco Guarnieri e dirigida por Flávio Rangel. Foto: acervo pessoal cedido ao Arquivo do Estado de São Paulo e publicado no livro “Maria Della Costa”, da Coleção Aplauso, divulgação

Hippie chic: Maria Della Costa no final dos anos 1960. Foto: Paulo Garcez, reprodução do livro “A Arte do Encontro”, divulgação

Na Rede Globo em 1978: Maria Della Costa, Mauro Mendonça e Ilka Soares em cena da novela “Te Contei?” Foto: banco de dados/Agência RBS, divulgação

Capa da Revista do Globo

Morando em Porto Alegre no início da década de 1940, Maria Della Costa também estampou uma capa da lendária Revista do Globo, na edição de 10 de abril de 1943, quando tinha 17 anos.

Foto: reprodução

Foto: reprodução

Próximo ato

Em breve deve ser lançado o último trabalho de Maria Della Costa, o filme 1964, de Wladimir Castro, baseado em conto homônimo de Arnaldo Jabor. Gravado em 2009, ele está sendo finalizado.

Outro projeto é um documentário sobre a artista com cenas que sobraram dessas filmagens e imagens de arquivo.

A atriz em 2007, à época do lançamento do livro “Maria Della Costa – Seu Teatro, Sua Vida”. Foto: Adriana Franciosi, banco de dados/Agência RBS/3-12-2007

A diva em 2007, em Porto Alegre, durante uma de suas últimas viagens ao sul do Brasil. Foto: Adriana Franciosi, banco de dados/Agência RBS/3-12-2007

Envie seu Comentário