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Recortes da trajetória do comércio caxiense

16 de março de 2015 0

Em 1952: Casa de Especialidades de P. Vetorelli e Filhos, localizada na Av. Júlio. No local eram comercializados embutidos, enlatados, queijos, grãos, vinhos, sucos, salames e uma grande variedade de produtos coloniais. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Integrando a programação alusiva aos 50 anos da Câmara dos Dirigentes Lojistas, a mostra CDL Presente é oportunidade para rememorar – ou redescobrir – estabelecimentos comerciais que marcaram época em Caxias do Sul. Das pioneiras casas de armarinhos e secos & molhados, datadas de 1905, à fundação da entidade 60 anos depois, em 1965, o recorte dessa história compila imagens disponibilizadas pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami e pelo próprio acervo da CDL – entram aí também a evolução da sede, as lideranças, a qualificação dos associados e funcionários do comércio, a relação da CDL com a comunidade e o crescimento dos serviços oferecidos aos lojistas filiados.

São os registros anteriores à metade do século, porém, os que mais chamam a atenção. Entre eles, dois estabelecimentos emblemáticos do trecho da Av. Júlio de Castilhos entre as ruas Dr. Montaury e Visconde de Pelotas: a antiga Loja Americana, de propriedade de Annunccio Ungaretti, e a Livraria Saldanha.

Na foto abaixo, a fachada da Americana destaca os produtos e serviços oferecidos em 1911, entre eles o comércio de fazendas, miudezas, perfumaria, calçados e até sementes de hortaliças. O estabelecimento abrigava ainda a Agência da Loteria do Estado.

Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Loja Americana em 1911: endereço certo para todo tipo de miudezas, tecidos e calçados. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Já na imagem da então Casa Saldanha (abaixo), vemos Henrique Saldanha de Figueiredo e seu filho Henrique Saldanha Filho, o Henriquinho, em meados dos anos 1930.

Repare na vitrine religiosa, que destacava a estatuária sacra e diversos utensílios utilizados nas celebrações litúrgicas, como crucifixos, sinos, cálices, ostensórios, turíbulos e castiçais – muitos deles produzidos pela Metalúrgica Abramo Eberle.

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Endereço clássico: Livraria Saldanha marcou a esquina da Av. Júlio com a Visconde de Pelotas. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Há 50 anos

O Clube dos Dirigentes Lojistas (primeira denominação da entidade) foi fundado em 14 de dezembro de 1965, durante um encontro realizado nas dependência do antigo Hotel Alfred (na esquina das ruas Sinimbu e Marechal Floriano). Desde o surgimento, 30 empresários já passaram pela presidência da entidade, entre eles o pioneiro Isidoro Calcagnotto.

Abaixo, um registro da primeira sede da CDL/SPC, em 1966, onde aparecem Hélio Anibal Martinez, José Luiz da Silva Pinto e Angelo Eberle. O endereço era a Av. Júlio de Castilhos, 1.489, o lado da antiga Loja Zatti Ltda (onde hoje se localiza o banco Itaú).

Clique nas imagens para ampliar.

O CDL em 1966: à direita, Hélio Anibal Martinez, José Luiz da Silva Pinto e Angelo Eberle. Foto: acervo Memorial CDL, divulgação

Exposição até o dia 30

As imagens em cartaz no Shopping São Pelegrino integram o memorial da CDL e fazem parte de um projeto de resgate de sua história, desenvolvido pelo Instituto Memória Histórica e Cultural da UCS, sob a coordenação das professoras Luiza Iotti e Eliana Rela. O público pode conferir a mostra gratuitamente até o dia 30 de março.

Além de imagens do Studio Geremia nos anos 1940 e 1950, a mostra traz registros mais recentes de Aldo Toniazzo, Julio Soares, Luis Chaves, J. Reis, Alencar Turella e do Studio Scalco.

Até dezembro, mês do cinquentenário, as fotos devem circular por diversos outros pontos da cidade.

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