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Praça Dante Alighieri em outros tempos

21 de março de 2015 5

Há 45 anos: a Júlio e parte da praça em 1969, durante a Festa da Uva. Foto: reprodução de cartão-postal Brasil Turístico – A Pérola das Colônias, divulgação

A revitalização da área central, tema da reportagem especial do final de semana, está diretamente ligada ao entorno da praça. Afinal, é nos arredores dela e nos quarteirões próximos que basicamente tudo acontecia até meados dos anos 1970.

As várias imagens deste post traduzem bem a ocupação do Centro de Caxias ao longo das décadas. Acima, um registro da Praça Dante Alighieri em 1969, captado a partir da Rua Dr. Montaury, no período da Festa Nacional da Uva. Ainda denominada de Ruy Barbosa, a praça recebeu decoração alusiva à celebração, como réplicas de enormes garrafões de vinho dispostas pelas alamedas – estratégia de marketing das vinícolas da época.

Distante 10 anos do calçadão – que surgiria apenas em 1979 –, a Av. Júlio de Castilhos ainda era cenário para o vaivém, a trabalho e lazer, de Fuscas, Kombis, Decavês, Aerowillys, Simcas, Gordines e até as lendárias “Rurais”. Na imagem vemos ainda espaços responsáveis por atrair milhares de pessoas ao Centro nos finais de semana, como o Cine Central e o Cine Guarany, vizinhos do badalado Bar Pastelão e da Bomboniére Cairo (localizada ao lado do não menos badalado Clube Juvenil).

Clique nas imagens para ampliar.

O calçadão em 1993. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro/30-9-1993

O calçadão

Acima, o calçadão em 1993, com o Cine Central – já sediando o Bingo do Recreio da Juventude – e o passeio público, que abrigava ainda um parquinho e um minipalco para apresentações artísticas. A área de convivência foi suprimida em 2004, quando voltou a receber a passagem de veículos.

Abaixo, o trecho captado do mesmo ângulo, só que 40 anos antes, em 1955. Na época, o coletivo da Empresa Santos de Transportes fazia o trajeto do Monumento ao Imigrante até o bairro Rio Branco pela Av. Júlio e, a partir de São Pelegrino, pela Av. Rio Branco.

Confira mais fotos e um vídeo raro da Praça Dante em 1957 clicando AQUI.

Década de 1950: coletivo urbano cortava a cidade passando pela Av. Júlio. Foto: Reno Mancuso, acervo Renan Carlos Mancuso, divulgação

Declínio

Foi por volta do final dos anos 1950 que teve início um movimento, literalmente, sem volta. E que, conforme avaliação da diretora de Memória e Patrimônio Cultural, Liliana Henrichs, impacta na realidade do Centro até hoje.

– No passado, até o início dos anos 1960, sempre existiu o comércio na parte inferior (dos prédios) e a moradia dos comerciantes na superior. Com o modelo de desenvolvimento da época, o milagre econômico e o incentivo para se construir prédios, começou uma descaracterização muito forte. Durante um tempo, o Centro serviu como ponto de convivência, apesar de as famílias irem se afastando (por se mudarem para outros bairros). A partir da metade dos anos 1980, o Centro passou a ser só um local de passagem – avalia Liliana.

Cenário bucólico e irreconhecível: a praça Dante Alighieri em meados da década de 1940. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Comentários (5)

  • Dirceu Soares diz: 21 de março de 2015

    Sensacional. Muito legal rever minha amada Caxias, desse jeito. Cumprimentos, Rodrigo Lopes e Pioneiro.

  • vilson curzel diz: 21 de março de 2015

    Fantastico lembranças que me deicham muito saudoso parabems Rodrigo Lopes e Pioneiro

  • Catia diz: 21 de março de 2015

    Que tristeza ver como nosso centro não foi conservado, aqueles prédios antigos deveriam ter sido conservados, como o Poder Executivo não sabe fazer Cultura e disso Turismo.

  • audren diz: 22 de março de 2015

    Parece uma Caxias que nem existiu comparando com a bagunca e pessima administracao de hoje.
    Pergunto: o que mais esse pessimo Prefeito Alceu, vai destruir da cultura caxiense.
    Ha um tempo atras se andava pelas ruas de Caxias e encontravamos pessoas conhecidas, hoje so se ve pessoas de fora. Acabou a identidade caxiense. Que lastima

  • jorge diz: 22 de março de 2015

    Concordo com a Audren. Nossa cidade está perdendo sua identidade, seu estilo próprio, sua personalidade. A lei orgânica que regulamenta a publicidade das lojas está com pouca adesão, inclusive pela prefeitura (antigo Baralhos Pinguim na Moreira com sua enorme placa), o emaranhado de fios nos postes da cidade, nossas calçadas em pedaços, ambulantes, drogados… Infelizmente quem conheceu nossa cidade de 20, 30 anos atrás sente uma dor no peito em ver tanto descaso.

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