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Venda a granel: ontem, hoje, sempre...

04 de abril de 2015 1

Na Av. Júlio de Castilhos: o clássico Mercadinho do Povo, de propriedade de Attilio Mariani & Irmão, que abastecia a Caxias do Sul de 1933. Foto: Julio Calegari, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A reportagem especial deste final de semana sobre o consumo a granel motiva a lembrança de alguns clássicos estabelecimentos comerciais de Caxias do Sul. Em um tempo em que o consumidor ainda não era bombardeado por milhares de opções embaladas nos supermercados, as antigas fruteiras, armazéns e secos & molhados eram a alternativa para abastecer cozinhas e despensas.

Entram aí ícones como a Casa de Negócios de Vicente Rovea (hoje sede do Arquivo Histórico Municipal), o antigo Bazar Andreazza (na esquina da Moreira César com a Pinheiro Machado) e a Casa de Especialidades de P. Vetorelli e Filhos, localizada na Av. Júlio de Castilhos.

Em sacos, barris, caixotes, bacias ou panelões, quase tudo nesses locais era oferecido na quantidade que o cliente desejasse: sal, açúcar, café, feijão, farinha, arroz, erva-mate, chás, ervas… E, melhor ainda, tudo “a caderno”.

Clique nas imagens para ampliar.

Inauguração do Mercado Público Municipal, em 11 de janeiro de 1968. Na imagem aparecem o então bispo auxiliar Dom Cândido Maria Bampi e o prefeito de Caxias Hermes João Webber conferindo as opções das 36 bancas do espaço, localizado na esquina das ruas Vinte de Setembro e Marechal Floriano (hoje Postão 24h). Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Inauguração do Mercado Público Municipal, em 11 de janeiro de 1968. O então bispo auxiliar Dom Cândido Maria Bampi e o prefeito de Caxias Hermes João Webber conferem as opções das 36 bancas do espaço, localizado na esquina das ruas Vinte de Setembro e Marechal Floriano (hoje Postão 24h). Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O antigo Mercado Fadanelli, que fez história na esquina das ruas Feijó Júnior e Bento Gonçalves, no bairro São Pelegrino. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

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Você é a favor da instalação de um Mercado Público com venda de produtos a granel na Maesa? Opine.

Lembranças do Bazar Andreazza

Em depoimento ao Banco de Memória do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami em 19 de junho de 1990, Anaíde Chiaradia Andreazza (in memoriam), esposa do comerciante Luiz Andreazza e nascida em 26 de outubro de 1900, recordou do comércio da família nos primórdios de Caxias do Sul.

(…) Os tropeiros vinham dos Campos de Cima da Serra e traziam queijo, açúcar mascavo, cachaça, charque. Nós comprávamos os produtos deles e eles levavam o açúcar, o sal, o arroz, a farinha… E tinham aqueles que traziam as boiadas para os matadouros. Vinham da estrada Conselheiro Dantas e passavam na Pinheiro Machado. Nós tínhamos que fechar todas as portas. Um dia entrou um boi na loja. Foi aquela correria pro boi não derrubar a exposição dos tecidos que tinha e as louças… E pra segurar o boi foi um transtorno dentro da loja. Afinal de contas, se conseguiu botar pra rua e se fechou a porta até eles passarem.

Das antigas

Em que antigos mercados você comprava a granel? Deixe suas lembranças.

Comentários (1)

  • Cátia diz: 4 de abril de 2015

    Você é a favor da instalação de um Mercado Público com venda de produtos a granel na Maesa? Opine.

    Se os governantes(políticos) de Caxias do Sul, pensarem no povo e no turismo que o Mercado vai gerar, já devia ser feito prá ontem. Deve ter um pavilhão para artesanato(não camelo).

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