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Aquilino Zatti: uma trajetória de vida e uma escola

10 de abril de 2015 6

A família Zatti em meados dos anos 1940: da esquerda para a direita, em pé, os irmãos Idorly, Irady,Valtuir e Avelino. Sentados, Iole, a matriarca Primitiva com o filho Roque no colo, Rudy, o patriarca Aquilino e os irmãos Ione e Edemir. Foto: acervo da escola, divulgação

Pegando carona no aniversário de 43 anos da Escola Escola Estadual de Ensino Fundamental Aquilino Zatti, comemorado neste domingo, 12 de abril, recordamos de parte da trajetória de seu patrono.

Décimo dos 13 filhos do casal Giácomo Zatti e Luiza Fregonezzi Zatti, Aquilino Felisberto Zatti nasceu em 5 de setembro de 1901, em Caxias do Sul. Após cursar o primário incompleto no Colégio Nossa Senhora do Carmo, saiu de casa em 1912, aos 11 anos, para trabalhar como balconista na casa comercial do irmão Fioravante Zatti.

Dois anos depois, em 1914, passou a atuar como padeiro na lendária Confeitaria Rocco, em Porto Alegre. O retorno a Caxias deu-se em 1916. Então com 15 anos, o jovem adquiriu uma carreta, com a qual transportava as mercadorias da então recém-inaugurada viação férrea. Posteriormente, Aquilino estabeleceu-se em Ana Rech, onde dedicou-se ao comércio.

O casamento chegou no final dos anos 1920. Da união com Primitiva Cadorin, em 9 de fevereiro de 1928, nasceram nove filhos: Avelino, Idorly, Irady, Valtuir, Edemir, Rudy, Iole, Ione e Roque (todos na foto acima).

Escola em casa

Durante muito tempo, o patriarca e a família viveram em Vila Oliva, onde não havia escola. Sensibilizado ao ver que seus filhos e as outras crianças não tinham possibilidade de estudar, Aquilino providenciou a instalação de uma sala de aula em sua própria casa – assumindo as despesas e hospedando o professor que lecionaria para os alunos.

A serraria

Em 1946, o empresário fundou a Serraria Aquilino Zatti, no 8º Distrito de Vacaria. Seis anos depois, em 1952, transferiu a indústria extrativa de madeira e pinho para Caxias do Sul.

Eram os primórdios da Madezatti, que nos anos 1960 e 1970 se consolidaria como um dos maiores parques fabris de Caxias do Sul, responsável pelas primeiras casas de madeira industrializadas do país.

Aquilino Zatti faleceu em 28 de abril de 1959, aos 57 anos.

O pioneiro Grupo Escolar da Zona Michielon, nos primórdios dos anos 1960. Foto: acervo Escola Aquilino Zatti, divulgação

No início dos anos 1960, grupo escolar funcionava em um antigo salão de baile, de madeira e adaptado para receber os alunos. Foto: acervo Escola Aquilino Zatti, divulgação

Grupo escolar surgiu em 1960

O antigo Grupo Escolar Aquilino Zatti começou a funcionar em 1960 em um antigo salão de baile, em madeira, adaptado para abrigar os alunos.

Embora em condições precárias, o espaço atendeu a comunidade durante 11 anos, sob o nome Grupo Escolar da Zona Michielon. Já em 7 de outubro de 1969, o terreno pertencente ao senhor José Concer foi declarado de utilidade pública, para fins de desapropriação.

A partir dessa determinação, a diretoraTeresinha Massimino Abidi e o senhor Idorly Zatti – filho de Aquilino e presidente da Madezatti S/A – deram início ao processo de captação de recursos junto ao governo estadual para a construção da nova escola.

O novo prédio da escola, inaugurado em novembro de 1972 pelo governador Euclides Triches. Foto: acervo Escola Aquilino Zatti, divulgação

Inauguração em 1972

O decreto que criou o Grupo Escolar Aquilino Zatti foi assinado em 12 de abril de 1972. O prédio, porém, só foi inaugurado oficialmente em novembro daquele ano, pelo então governador Euclides Triches.

Já em 1974 surgia a Biblioteca Vovó Primitiva, em homenagem à esposa do patrono, dona Primitiva Zatti.

Novo nome

Em dezembro de 2000, a instituição recebeu o atual nome, Escola Estadual de Ensino Fundamental Aquilino Zatti.

O prédio da escola atualmente; Foto: acervo Escola Aquilino Zatti, divulgação

Comentários (6)

  • Sergio Roberto Nass diz: 10 de abril de 2015

    Prezado Rodrigo.
    Realmente esse foi um belo resgate da história de Caxias do Sul . O sr.Zatti além de um grande empreendedor , colaborou com a formação da cidade ,o que deveria servir de exemplo para os empresários atuais pois vejo instituições de ensino com nome de família dos mesmos em condições precárias . Nos 16 anos que moro nessa cidade sempre ouvi comentários sobre a importância da Madezatti , meus parabéns.

  • Maria Helena Muratore diz: 10 de abril de 2015

    Parabéns pelos históricos de Famílias tradicionais de Caxias. A família Zatti
    destacou-se nos campos da indústria , economia , educação . É um resgate dos
    que engrandeceram a nossa bela Cidade de Caxias do Sul .

  • Adauto Celso Sambaquy diz: 10 de abril de 2015

    Maravilhosa história desta família querida. Minha colega de Faculdade de Ciências Econômicas de Caxias do Sul, a queridíssima Iole. Meu colega de curso de contabilidade o fabuloso Rudy. Os meus amigos Edemir e Roque que jogavam futebol no campinho do Balneário De Lazzer no final das tardes. Da Madezati eu tenho uma linda faca que me foi presentada quando ainda residia em Caxias. Quem me entregou foi o Victor José Faccioni, marido da Iole. Quanta saudade de um tempo maravilhoso, que, infelizmente, não volta mais.

  • Roque Cassini diz: 10 de abril de 2015

    Estudei no Grupo Escolar da Zona Michielon e, depois, no “Aquilino”. Que saudade!
    Muito obrigado!

  • IVANESSA diz: 11 de abril de 2015

    Fiquei emocionada ,escola Aquilino Zatti, fez parte de minha história,minhas irmãs estudaram la eu e meu filho mais velho.
    Parabéns !!!!

  • Raul Oliveira diz: 14 de abril de 2015

    Puxa vida, quanta saudade. Eu, praticamente vizinhava com a família Zatti. Minha casa era no meio da quadra e na esquina, lá estava a casa enorme da família Zatti, com uma área que tomada toda a frente da casa. Lá no fundo, de onde tinha uma vista privilegiada lá estava a figura de Aquilino Zatti e seu chimarrão. Dona Primitiva, a matriarca, sempre com sua bondade, simplicidade. Conhecia toda a família, mas com alguns a amizade era mais intensa. Com o Rudy, jogávamos e brincávamos a vontade. A ione e a Iole eram amigas da minha minha mulher, e através da Iole, mais tarde conhecemos Victor Faccioni. Eu estudei piano, uns tempos, com a profe irmã do nosso amigo comum Ruy Dalla Santa. Volta e meia a aula era interrompida, para que a Profe desse um ” oi” ao seu namorado, depois noivo e mais tarde marido, Idorly Zatti que estava à porta. Mas com Edemir tínhamos em comum o Colégio Na. Sa. do Carmo. Íamos, quase diariamente com o carro do meu pai, ou, na maioria das vezes com o carro dos Zatti. Um vez, na falta de carro o Edemir me deu carona num caminhão. Isso mesmo, fomos ao Colégio de caminhão. Que bons tempos. Enquanto isso isso a MadeZatti tornava-se a potência que crescia sob o comando dos Zatti, e toda e qualquer homenagem que possa ser feita à esta Empresa,será a homenagem, mais certa e justa que ela possa merecer. A Escola Estadual de Ensino Fundamental é algo merecido, que jamais será esquecida. Velhos tempos, boas memórias.

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