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Há 20 anos: filmagens de 'O Quatrilho' movimentam Antônio Prado

11 de abril de 2015 1

Há 20 anos: Alexandre Paternost (ao centro) durante as filmagens no centro histórico de Antônio Prado, em 1995. Foto: Porthus Junior, banco de dados/Pioneiro

Tema do concurso que vai escolher o trio de soberanas de Antônio Prado, neste sábado (11), os 20 anos do filme O Quatrilho voltam à lembrança. Aliás, para boa parte da comunidade pradense, nunca saíram.

No dia 1º de março de 1995, centenas de curiosos acompanharam as gravações da sequência em que Angelo Gardone (Alexandre Paternost) chegava à Caxias de 1910, procurando abrigo na Pensão dos Viajantes, de propriedade de Rocco (José Lewgoy).

Sob a direção de Fábio Barreto (na foto ao alto, de bigode e boina), a externa necessitou de quilos e quilos de terra, espalhada em trechos do calçamento da Avenida Valdomiro Bocchese e nos arredores da praça central.

Fábio Barreto dirige o filme em uma Antônio Prado coberta de terra. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Cidade de Antônio Prado reproduziu a Caxias do Sul de 1910. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Gravações movimentaram a cidade e alteraram a rotina dos moradores em 1995. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

No Pioneiro de 1995

Reportagem do Pioneiro de 4 e 5 de março de 1995 destacou aquele “cenário alterado” de 20 anos atrás:

“Os acessos de ruas trancados, o aterro nos locais das tomadas e a maquiagem cenográfica na fachada das residências, erguidas principalmente na orla da Avenida Valdomiro Bocchese e adjacências da Praça Garibaldi, subverteram a pacata rotina da cidadezinha de 11 mil habitantes.”

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Centro histórico foi coberto de terra para as filmagens, em março de 1995. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

A cavalo: Alexandre Paternost, o Angelo Gardone, durante as gravações em 1995. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Centenas de figurantes locais participaram das gravações. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Figurantes locais em meio às gravações, em março de 1995. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Figurantes locais

Além de Lewgoy e Paternost, participaram das gravações o ator Claudio Mamberti (intérprete do negociante Batiston) e cerca de 100 figurantes locais. Os “artistas” da cidade apareceram em cavalos, carroças ou caminhando pela rua no momento em que Gardone procurava pela pensão e dirigia-se à antiga intendência de Caxias em busca de terras.

O ator Alexandre Paternost também contracenou com atores do Grupo Míseri Coloni, entre eles Arcângelo Zorzi Neto (o Maneco), Pedro Parenti, Nadir Tonus e Hugo Lorensatti.

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Alexandre Paternost contracenou com o veterano José Lewgoy. Foto: Fernanda Davoglio, banco de dados/Pioneiro, 1/03/1995

Em 1995: o diretor Fábio Barreto e o escritor José Clemente Pozenato. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

As gravações

Em 49 dias de gravações pela Serra, O Quatrilho mobilizou municípios como Caxias do Sul, Farroupilha, Carlos Barbosa, Bento Gonçalves, Antonio Prado, Flores da Cunha e Garibaldi.

Leia mais sobre as gravações do filme em Caxias do Sul clicando AQUI.

Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Herança

A transformação da cidade em uma “legítima” vila italiana dos primórdios do Século 20 obrigou a produção a retirar parte dos postes de luz e da fiação elétrica do centro histórico. Pode-se dizer que uma das heranças de O Quatrilho foi a contribuição para um visual “mais limpo”, com o cabeamento subterrâneo auxiliando na valorização da história de seus habitantes.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o centro histório de Antônio Prado é considerado o mais importante conjunto arquitetônico urbano da colonização italiana no Brasil.

Foto: prefeitura de Antônio Prado, divulgação

Foto: prefeitura de Antônio Prado, divulgação

No Cine Imperial

Concorrente ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, O Quatrilho teve pré-estreia em 21 de agosto de 1995, no extinto Cine Imperial.

Leia mais sobre a história do antigo Cine Imperial clicando AQUI.

Comentários (1)

  • jose diz: 11 de abril de 2015

    Excelente filme e de um grande escritor de nossa terra, sem contar o cenário. Parabéns a cidade de Antonio Prado pela preservação de nossa cultura que completa este ano 140 anos de imigração italiana.

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