Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

140 anos de imigração italiana: encontro da família Caldart

17 de abril de 2015 4

Alberto Caldart, a esposa Angela Demoliner, os filhos e a matriarca Marina (a senhora à direita). Foto: acervo de família, divulgação

O final de semana de 25 e 26 de abril será de festa para a família Caldart. Pela primeira vez, o encontro dos descendentes ocorre na Serra, em Flores da Cunha, após edições em Chapecó, Fraiburgo e Camboriú (Santa Catarina), Cascavel (Paraná) e Erechim.

Conforme informações disponibilizadas pela organização, a história dos Caldart no Brasil remete ao ano de 1883, quando Domenico Pellegrino Caldart, 33 anos, e a esposa Marina Adriana Pitt, 31, chegaram à região com os filhos Virginia e Ricardo. Inicialmente, a família instalou-se no lote de número 13 da 16ª Légua, Travessão Martins, na época Colônia de São Sebastião do Caí – mais tarde Nova Trento e, a partir de 1935, Flores da Cunha.

O grupo “aumentou” no ano seguinte, em 1884, quando os irmãos de Domenico, Francesco Caldart e Luigia Caldart Mioranza, então já casada com Pietro Mioranza, também desembarcaram no país. Francesco, que depois uniu-se em matrimônio com Angelica Barp, instalou-se no lote de número 16, assim como Luigia e Pietro.

A família cresce

Por aqui, Domenico e Marina tiveram mais oito filhos: Alberto, Virgilio, Flora, Ida, Augusto, Carlo, Antonio e Alvise. Destes, quatro (Alberto, Virgilio, Flora e Ida) permaneceram em Flores da Cunha. Alberto casou-se com Angela Demoliner; Virgílio, com Páscoa Detofoli; Flora, com Eustáquio Mezomo; e Ida, com João “Chepo”, provavelmente Tieppo – Ida e João posteriormente foram morar em Veranópolis.

Os outros quatro irmãos saíram em busca das “terras novas”, migrando para localidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, como Paiol Grande (hoje Erechim), Chapecó e Joaçaba.

Na imagem acima, a família de Alberto Caldart (um dos filhos de Domenico e Marina) em meados dos anos 1920. Da esquerda para a direita vemos a filha Adélia, a esposa Angela Demoliner, as filhas Maria (no colo) e Gloria (que após tornar-se religiosa viria a se chamar Irmã Benjamina), o próprio Alberto, o filho José, a matriarca Marina Adriana Pitt e o filho Orlando.

Clique nas imagens para ampliar.

O pioneiro casal Domenico e Marina em uma foto registrada ainda em Belluno, na Itália. Foto: acervo de família, divulgação

O pioneiro casal Domenico e Marina em uma foto registrada ainda em Belluno, na Itália. Foto: acervo de família, divulgação

Os três irmãos

Após 25 anos no Brasil, Domenico faleceu em 15 de maio de 1908, aos 57 anos. O pioneiro imigrante Caldart foi enterrado no primeiro cemitério demarcado na Comunidade de São Martinho. Ele teria sido construído há mais ou menos 130 anos, permanecendo preservado até hoje, com as característica originais – sob os cuidados do neto de Domenico, Domingos Caldart e a família.

O mausoléu de pedra, com a identificação do falecido e as mensagem esculpidas no túmulo, permanece intacto. Já a esposa Marina, ao ficar viúva, casou-se com o também viúvo Celeste Demoliner.

Francesco, que chegou ao Brasil em 1884, com 35 anos, faleceu em 22 de fevereiro de 1919 e foi enterrado no cemitério da mesma comunidade. Mais tarde, suas terras foram vendidas para Bartolomeu Balvedi. Todos os filhos de Francesco migraram para as “terras novas”. Atualmente, há descendentes morando em Caxias, Flores (na Capela São Paulino) e em várias regiões do norte do Estado, em Santa Catarina e no Paraná.

Por fim, Luigia Caldart, que chegou ao Brasil com 26 anos, está enterrada no cemitério do Travessão Alfredo Chaves.

Domenico Pellegrino Caldart e Marina Adriana Pitt. Foto: acervo de família, divulgação

Os pais

Os três imigrantes Caldart eram filhos de Alvise Caldart e Catterine Bortoluzzi, que residiam em Maràs, Sospirolo, na província de Belluno. Alvise e Catterine perma-neceram na Itália com os demais filhos.

Tradição em conjunto

Foram os descendentes dos filhos de Domenico e Francesco – residentes em Erechim e em cidades de Santa Catarina – que deram início aos encontros da família Caldart. Na 9ª edição da festa, em Fraiburgo (SC), foram localizados os Caldart de Flores da Cunha. Desde então, a celebração é realizada em conjunto.

O encontro de 25 e 26 de abril ganha um ingrediente extra: vai ocorrer, pela primeira vez, onde “tudo começou”. Conforme a organização, será uma oportunidade para complementar a árvore genealógica e possibilitar que participantes se localizem na sua descendência e estreitem laços de parentesco.

Informações desta coluna são uma colaboração do leitor Alex Eberle.

Em Belluno: Igreja San Bartolomeo, em Maràs, Sospirolo, o ponto de partida dos Caldart. Foto: divulgação

Em Belluno: Igreja San Bartolomeo, em Maràs, Sospirolo, o ponto de partida dos Caldart. Foto: divulgação

Programação da XVI Festa da Família Caldart

Sábado, dia 25

* Acolhida aos visitantes, apreciação e complementação da árvore genealógica, exibição do curta-metragem “Imigrantes”, jantar e apresentações artísticas.

Domingo, dia 26

* Alvorada festiva, visita aos cemitérios de São Martinho (Travessão Martins) e Travessão Alfredo Chaves, missa, almoço de confraternização e apresentações artísticas.

Onde: comunidade São Martinho, Travessão Martins, em Flores da Cunha

Informações: Fátima Caldart (54) 3292.2078 e Antonio (54) 3297.5032.

Comentários (4)

  • ROSANE CALDART diz: 22 de abril de 2015

    A reportagem, relativa já ao nono encontro da família Caldart reporta à cidade donde
    meus bisavós são originários, Sospirolo, Belluno, todavia meu bisavô se chamava Bortolo,portanto deve ter sido primo destes ancestrais, parentes somos, mas não pela
    linha de meu bisavô e avô João Caldart que nasceu em 1900 já no Brasil.
    Vamos tentar esclarecer isto no encontro de sábado, pois o domingo não tratará deste assunto.Parte de minha família e de meu tio Vili estará presente no domingo.Tentarei ir no sábado para ver se poderemos estar nesta árvore ginealógica.

  • Celia rizzo diz: 25 de julho de 2015

    Olá tudo bem!!minha mãe e neta do alvise calfdart ela se chama hoje Terezinha rizzo que reside no estado do Paraná em francisco Beltrão. .

  • Maria fontoura diz: 29 de julho de 2015

    oi sou maria caldart filha de domingos caldart q é filho do ricce de caldart que risido em pato branco parana

  • Nadia Demoliner diz: 2 de fevereiro de 2016

    Prezados, sou tataraneta de Celeste Demoliner, que casou-se com Marina Caldart, após ela ter ficado viúva de Domenico. Preciso muito da certidão de casamento do Celeste, para obter a minha cidadania italiana, poderiam por gentileza enviar-me uma copia ou informar em que região eles teriam se casado? muito obrigada. Nadia

Envie seu Comentário