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Clube Aliança, uma tradição de Bento Gonçalves

25 de abril de 2015 0

A fachada do prédio, na Rua Marechal Deodoro, em meados dos anos 1960, com o antigo cinema no térreo. Foto: acervo Clube Aliança, divulgação

Fundado por membros de famílias tradicionais de Bento Gonçalves, o Clube Aliança é até hoje chamado por muitos de “O Aristocrático” – assim como o “vizinho” Juvenil, em Caxias do Sul.

Um dos exemplos da importância da entidade foi a recepção a personalidades ilustres que visitaram a cidade. Em antigas edições da Fenavinho, por exemplo, o Aliança recebeu os presidentes da República Ernesto Geisel e Artur da Costa e Silva.

Prestes a completar 110 anos, em 2016, a entidade segue como uma referência da cidade, apesar de bastante distante da badalação social dos anos 1950, 1960 e 1970.

A antiga sede, em 1911. Foto: acervo Clube Aliança, divulgação

O surgimento

A entidade foi inaugurada oficialmente em 22 de julho de 1906, porém o prédio atual, na Rua Marechal Deodoro, surgiu apenas nos anos 1940. São dessa época alguns dos registros deste post.

Na foto a seguir, o grande baile de gala, por ocasião da inauguração da nova sede social, em 1946, e detalhes de seu luxuoso interior.

O baile de gala da ianuguração da nova sede, em 1946. Foto: acervo Clube Aliança, divulgação

O luxuoso interior do clube. Foto: acervo Clube Aliança, divulgação

O salão de baile. Foto: acervo Clube Aliança, divulgação

Cantor Jair Rodrigues, no auge da fama, anima os salões do Clube Aliança, no final dos anos 1960. Foto: acervo Clube Aliança, divulgação

Agitos em 1961

Na imagem abaixo, uma apresentação do Conjunto Melódico Arpège em 1961, no Clube Aliança. Da esquerda para a direita vemos Renato Michelin (baixo), Carlos Alberto Farina – “Griso” (bateria), Daltro Antunes de Abreu (acordeão), Aymoré Flores (pandeiro), Fausto Michelin (piano) e Gilberto Valduga (guitarra).

O Conjunto Melódico Arpège em ação, em 1961. Foto: Foto Planalto, acervo pessoal de Daltro de Abreu, divulgação

A urna do centenário

Na inauguração do Clube, em 1906, os sócios tiveram uma idéia: rechearam uma urna de zinco com vários objetos que retratavam a sociedade da época, além de cópias dos documentos de fundação da entidade. A caixa só seria aberta no centenário do clube, o que acabou não ocorrendo.

Ninguém sabe do paradeiro da urna, que teria sido enterrada. A única certeza é que ela está em algum lugar nas fundações do prédio, inaugurado em 1946, onde está a atual sede.

O conteúdo da caixa

Segundo registros, os seguintes objetos foram depositados por sócios:

* Duas cédulas de 500 réis
* Uma medalha datada de 1881
* 25 moedas de cobre, três de níquel, três de prata
* Selos postais
* Cartões de visita
* Uma garrafa de vinho
* Fotografias da época
* Ata de fundação do clube

Parte das informações desta coluna integrou a matéria publicada originalmente em 2006, por ocasião do centenário do clube.

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