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Trabalho, a resposta do imigrante

01 de maio de 2015 0

Confraternização de funcionários da Vinícola Luiz Antunes e suas famílias, pela passagem do Dia do Trabalho, em 1939. Repare nas caixas de bebida da cantina servindo de suporte para os bancos. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Logo na abertura da publicação A Arte do Trabalho, a historiadora e pesquisadora Vania Merlotti Herédia ratifica um traço que sempre esteve intrinsecamente ligado ao ideário da região de colonização italiana no Rio Grande do Sul, a partir de 1875. Algo que os pioneiros imigrantes trouxeram na bagagem de outras terras, uma identidade forjada na experiência de um passado em que os senhores tinham terras e os servos, apenas o trabalho.

“Essa característica que os classifica e os elege com um povo trabalhador esteve sempre presente na história desta região. O valor à terra e à propriedade privada foi, para os imigrantes que se estabeleceram no berço da colonização italiana, no Sul do país, o elemento que os diferenciou daqueles que permaneceram na pátria.”

Neste Dia do Trabalho reproduzimos no post algumas fotos que contextualizam essa faceta ao longo de praticamente um século. O breve recorte desta página vai ao encontro do que também afirma o historiador Juventino Dal Bó, curador das imagens e autor de um dos textos do prefácio:

“Já foi dito que a fotografia guarda um parentesco com a morte, pois registra um momento que já passou. Mas também transporta-nos ao cenário onde o evento se realizou e nos aproxima do olhar, do gesto interrompido, da vida que pulsava naquele momento. Portanto, essas imagens querem nos aproximar da dignidade e do respeito à obra dos que nos precederam.”

Clique nas imagens para ampliar.

Construção do Clube Juvenil, a partir do projeto do arquiteto Silvio Toigo, em 1927. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Romulo Rossa, funcionário da Metalúrgica Abramo Eberle, em 1945, durante a gravação de uma peça para o Congresso Eucarístico Diocesano de 1948. Foto: Ótica Masson, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Obras de rebaixamento da Rua Coronel Flores, próximo à Estação Férrea, entre 1934 e 1935. Ao centro, a residência da família Bedin, preservada até hoje. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Padaria Moderna, de propriedade do empresário Paulo Lohmann, localizada na Rua Pinheiro Machado, quase esquina com a Garibaldi, em meados dos anos 1930. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Padaria Moderna, de propriedade do empresário Paulo Lohmann, localizada na Rua Pinheiro Machado, quase esquina com a Garibaldi, em meados dos anos 1930. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Trabalhadores nos vinhedos de uva Seibel da Vinícola Luiz Antunes, em meados da década de 1930. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Formandos de uma escola de datilografia em 1928. Sentados, da esquerda para a direita, vemos o poeta e advogado Olmiro de Azevedo e o empresário Abramo Eberle. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Serraria no interior do município na década de 1940. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Metalúrgica Gazola: a seção de embalagem de material bélico destinado ao Exército Nacional, em 1943. Foto: Giacomo Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Doviglio Gianella e os operários defronte ao Lanifício Gianella, no bairro Santa Catarina, em meados da década de 1940. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Obras de pavimentação e retirada do bebedouro de animais para a ampliação do Largo de São Pelegrino, no início dos anos 1940. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Produção a mil: trabalhadores da seção de polimento e esmerilhação de lâminas da Metalúrgica Abramo Eberle em 1945. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Restaurante Quitandinha, de propriedade do senhor Rangel, localizado na Av. Júlio de Castilhos, entre a Visconde de Pelotas e a Dr. Montaury. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Tanoeiros da Cia. Brasileira de Vinhos, na década de 1930. Foto: Giacomo Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Alfaiataria de Rodolpho Tizato, localizada na Terceira Légua, em 1925. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Obras de rebaixamento na Rua Dr. Montaury, entre 1930 e 1935. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O livro

O álbum A Arte do Trabalho é uma publicação da Editora Belas Letras, com edição da Três Tempos Assessoria e financiamento do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A obra taz ainda textos da historiadora Tania Tonet e do escritor e colunista do Pioneiro Marcos Fernando Kirst.

Todas as imagens foram cedidas pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. Ainda não foi definida data de lançamento oficial da obra.

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