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Caxias do Sul pelas crônicas do Velho Laranjeira

12 de maio de 2015 1


Personalidade de destaque na comunidade caxiense ao longo de boa parte do século 20, o advogado e jornalista Heráclito Limeira é lembrado até hoje pelo pseudônimo “Velho Laranjeira”, que costumava usar em textos publicados na imprensa.

Titular da coluna “Crônica da Cidade”, Limeira transitava entre a política e a área jurídica, além de comentar atualidades do Estado e do Brasil, em periódicos como A Época, Pioneiro (a partir de 1948), Correio do Povo e A Nação, esses dois últimos em Porto Alegre.

Foi na capital gaúcha, aliás, que Limeira nasceu, em 1898. Após passagens por diversos veículos com foco na abordagem esportiva, Limeira chegou a Caxias em 1932, onde passou a atuar como advogado. Logica-mente, foi convidado a dar sequência aos escritos em jornais – inicialmente para A Época, depois colaborando com O Momento, de Emílio Fonini.

Na sequência vieram textos para outras publicações, como o Jornal da Mocidade, o Caxias Magazine e até o Informativo do Grupo Alfred. Não por acaso, Limeira foi o fundador e primeiro presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Caxias do Sul. E escrevia, segundo suas próprias palavras, “por amor a arte” – muitas vezes, não recebendo qualquer remuneração para tal.

Foto: Studio Beux, acervo pessoal, divulgação

Em 1964: Heráclito Limeira (à direita, de óculos) durante uma homenagem ao jornalista Luiz Napolitano (de tipoia). Foto: Studio Beux, acervo pessoal, divulgação

Em 1964

Na imagem acima, Limeira (o segundo à direita, de óculos) participa de uma homenagem ao radialista Luiz Napolitano (de tipoia), em 1964.

A partir da esquerda vemos o secretário da prefeitura Mario Crosa; o homenageado; o ex-prefeito Hermes João Weber; o vereador Alfredo José De Bortoli; o general Jacintho Maria de Godoy (presidente da Câmara Municipal) e o empresário João Issler (de perfil).

Clique nas imagens para ampliar.

Em 1947: Heráclito Limeira (ao centro, na fila de trás) com o time do bolão do Juvenil. Foto: Giacomo Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Bolão do Juvenil em 1947

A atuação de Heráclito Limeira extrapolava segmentos. Membro honorário de entidades tão diversas como a Academia Caxiense de Letras e a Associação Caxiense de Apicultores, o advogado e jornalista integrou ainda a Equipe Gaúcha de Bolão, pertencente ao Clube Juvenil.

É dessa fase a imagem acima, captada em 1947. Na fila da frente, da esquerda para a direita, vemos Alfredo Juchen, José D’Arrigo, Guilherme Rizzo, José Cosner, Julio João Eberle e Américo Ribeiro Mendes. Na fila de trás estão David D’ Agostini, Ettore Lazzarotto, Ari Zatti Oliva, Heráclito Limeira, o senhor Vagliatti, João Cosner, Rizzieri Serafini e José Sassi.

Em 1983: Limeira recebe o “Troféu Caxias 108″. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Homenagem em 1983

Entre tantas homenagens e distinções, Heráclito Limeira recebeu, em 1961, o Diploma de Fazendeiro de Honra, do CTG Paixão Cortes. Já em 1969 foi agraciado com a Menção Honrosa da OAB Seção RS – Subseção Caxias, pela Eficiência Profissional e Dedicação e Direito à Causa da Justiça.

A forte atuação comunitária, porém, foi reconhecida bem antes. Em 1959, o prefeito Bernardino Conte concedeu ao advogado o Título de Cidadão Caxiense. Nova láurea chegou em 1983, quando o prefeito Mansueto Serafini entregou-lhe a Medalha Caxias do Sul – acima, um flagrante da cerimônia de entrega do Troféu Caxias 108, com Heráclito, a esposa Lídia Limeira e o diretor do Pioneiro, Bernardino Conte (à esquerda).

Heráclito Limeira faleceu em Porto Alegre, aos 91 anos.


As crônicas

Na imagem a seguir, crônica de Heráclito Limeira datada de junho de 1955 lamentava a morte do médico Félix Spinatto.

Doação a UCS

Um acervo de aproximadamente 1.310 títulos (cerca de 1.800 exemplares) relativos às áreas de Direito e da Literatura foi doado à Universidade de Caxias do Sul pela família do advogado.

Em meio à Coleção Heráclito Limeira merecem destaque as obras Apontamentos sobre o Processo Criminal Brasileiro, publicada pela Empreza Nacional do Diário no Rio de Janeiro em 1857, e a Constituição Política do Império do Brasil: Seguida do Acto Addicional, também publicada no Rio de Janeiro em 1863, por Eduardo & Henrique Laemmert.

Comentários (1)

  • Adauto Celso Sambaquy diz: 12 de maio de 2015

    Maravilhosa homenagem a este homem público, que sempre tinha uma palavra de aconselhamento, de coragem, de imensa e fascinante vontade de viver. Era irmão de meu tio Hostílio Limeira, marido de minha tia mais idosa. Muitas vezes o visitei, e dele, sempre recebi bons conselhos. Era um poeta, que escrevia em forma de crônicas os acontecimentos de nossa amada Caxias do Sul.

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