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Cine Ópera: para recordar e lamentar

25 de maio de 2015 0
Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A fachada do Ópera no final dos anos 1960. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Desde dezembro de 1994 ele não faz mais parte da paisagem urbana, mas na memória de gerações e gerações de cinéfilos o Cine Ópera segue firme e forte.

O mais emblemático de todos os cinemas de Caxias volta ao centro das atenções hoje e amanhã, durante mais duas exibições gratuitas do documentário Cine Ópera – Memória e Identidade. Elas ocorrem a partir das 19h30min, na Sala Ulysses Geremia, do Centro de Cultura Ordovás.

Mesclando ironia, humor e crítica, o diretor Robinson Cabral optou por incluir um personagem fictício, o vice-cônsul da Itália em Caxias, Massimo Menarosto, para conduzir a trama – na verdade, uma ópera trágica, dividida em sete atos, além de prólogo e epílogo.

Entram aí os primórdios do Cine Theatro Apollo, nos anos 1920, a reforma e renomeação do cinema para Ópera nos anos 1950, o auge verificado nos anos 1960 e, logicamente, o processo de decadência e o jogo de empurra-empurra de responsabilidades verificado a partir do final dos anos 1980 – na foto abaixo, o emblemático Abraço ao Ópera, em 3 de setembro de 1991.

Veja mais fotos do Abraço ao Ópera clicando AQUI.

Você sabe qual filme inaugurou o Ópera, em 1952? Clique AQUI.

Movimento pela preservação: o Abraço ao Ópera em 3 de setembro de 1991. Foto: Gilmar Gomes, banco de dados/Pioneiro

Subversão

Em relação ao formato, o diretor optou por usar imagens de filmes clássicos que ocuparam a telona do Ópera em algum momento de sua trajetória, subvertendo os diálogos nas legendas. Personagens como Tarzan e Flash Gordon, por exemplo, narram a história de forma leve, coloquial e bem-humorada.

O longa também traz oito entrevistas: dos jornalistas André Costantin, Dinarte Albuquerque Filho, Ivanete Marzzaro e Marlei Ferreira; dos arquitetos Carlos Alberto Sartor e Nelson Vasquez; e dos historiadores Marcelo Caon e Maria Beatriz Pinheiro Machado.

Leia mais sobre o cinema clicando AQUI.

Clique nas imagens para ampliar.


Agende-se

O quê: documentário Cine Ópera – Memória e Identidade
Quando: nesta segunda (25) e terça-feira (26), às 19h30min
Onde: Sala de Cinema Ulysses Geremia, do Centro de Cultura Ordovás
Quanto: entrada franca

O clássico logotipo em 1993, um ano antes de o prédio virar cinzas. Foto: Antonio Galvão, banco de dados/Pioneiro

Imagens da cidade

Outro documento precioso sobre a história do cinema data de 1992, dois anos antes do fatídico incêndio: é o folheto/cartaz Cine Ópera – Vamos Deixar que Nossa História Fique só na Lembrança?

Parte integrante do projeto Imagens da Cidade, desenvolvido pelos professores da UCS Juventino Dal Bó, Luiza Iotti e Maurício Moraes, o material era alusivo às comemorações dos 25 anos da Universidade.

Vale recordar abaixo de alguns depoimentos publicados há 23 anos. E lamentar por nada disso ter surtido o efeito desejado…

Os depoimentos

“Você já imaginou Milão sem o Scala, o Rio sem o Teatro Municipal, Porto Alegre sem o Theatro São Pedro? Não dá para imaginar, eles fazem parte da personalidade dessas cidades. Também não dá para imaginar Caxias sem o Ópera, e pela mesma razão.”
José Clemente Pozenato (professor e escritor)

“Preservar o Ópera significa, definitivamente, a afirmação de nossa própria história e de nossa saúde social. Houve um tempo em que preservar um objeto ou uma edificação antiga na nossa região não conferia êxito social. Hoje, preservar o Ópera representa e define a posição privilegiada que os caxienses conquistaram. Poderão, enfim, com seu sucesso, legitimar a sua herança”.
Cleodes Piazza Julio Ribeiro (professora e pesquisadora)

“O Ópera foi o espaço artístico da cidade que nascia. Com a morte do Ópera, a cidade vai encerrar o principal capítulo da história de sua arte”.
Loraine Slomp Giron (professora e pesquisadora)

A última sessão em 3 de janeiro de 1993. Foto: Carla Pauletti, banco de dados/Pioneiro

A última sessão em 3 de janeiro de 1993. Foto: Carla Pauletti, banco de dados/Pioneiro

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