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Lanifício Gianella na Festa da Uva de 1965

06 de junho de 2015 0

Corso alegórico na Sinimbu: o carro do Lanifício Gianella com seus clássicos cobertores e peças de vestuário. Foto: Hildo Boff, acervo pessoal de Ricardo Boff, divulgação

No ano em que o Lanifício Gianella completaria um século, recordamos da participação da empresa na Festa da Uva de 50 anos atrás. No corso alegórico de 1965, os famosos cobertores, casacos e sobretudos da marca dominavam o carro que fazia uma homenagem aos viticultores da região – e, logicamente, ao cinquentenário de sua fundação.

Tomado de figurantes, o veículo era adornado ainda por um enorme novelo de lã – uma alusão à grife Fios Vovó –, por um barril e diversos garrafões da Vinícola Aliança (foto acima) A imagem destaca ainda o prédio do antigo Hotel Bella Vista, na esquina das ruas Sinimbu e Marquês do Herval (ao fundo), e o Edifício Dona Ercília sendo construído.

Carro de número 23, o Gianella veio na sequência de outro ícone da fiação e tecelagem caxienses: a Kalil Sehbe Indústria do Vestuário S/A, produtora dos artigos vendidos nas Lojas Alfred.

Assinado pelo mestre Darwin Gazzana, o veículo 22, denominado “A Evolução da Moda Através dos Tempos”, trazia casais vestindo a indumentária dos anos de 1875, 1900, 1920 e 1945, além de uma nonna costurando em uma máquina manual (abaxo. A imagem destaca ainda parte do prédio do antigo Hotel Menegotto, na Rua Marquês do Herval, demolido em meados dos anos 1980.

Leia mais sobre a história do Lanifício Gianella clicando AQUI.

Em 1965: carro alegórico da Indústria do Vestuário Kalil Sehbe, criado por Darwin Gazzana, fez uma viagem pela indumentária desde 1875. Foto: Hildo Boff, acervo pessoal de Ricardo Boff, divulgação

O corso alegórico

Composto de 48 veículos, o corso alegórico de 50 anos atrás era supervisionado por Jorge Sehbe (presidente), Doviglio Gianella, Heitor Curra Filho e Reinaldo de Carli, além de contar com a colaboração de Elyr Ramos Rodrigues (diretora da Escola Superior de Belas Artes de Caxias do Sul), Nair Menegotto Hoffmann, Julio Cesar Andreazza e Mário Fedrizzi na concepção dos carros.

Tudo sob a coordenação do diretor Isaac Menegotto.

Foto: Hildo Boff, acervo pessoal de Ricardo Boff, divulgação

Silvia Celli (ao alto) e as princesas no belíssimo carro desenvolvido pelo artista plástico e designer Darwin Gazzana. Foto: Hildo Boff, acervo pessoal de Ricardo Boff, divulgação

Quinteto de soberanas

Em 1965, a festa teve como soberanas Silvia Celli (rainha), Clara Maria Nesi, Ana Maria Botelho, Maria Paula Pezzi Portela e Martha Campos De Carli (as quatro princesas).

Os desfiles contaram ainda com os Dragões da Independência, a Banda Marcial do Colégio Nossa Senhora do Carmo, a Banda Escocesa do Colégio São Carlos e a secular Banda Santa Cecília, de Nova Pádua, além de diversos outros conjuntos musicais típicos.

Colaboração

As imagens desta página foram disponibilizadas pelo leitor Ricardo Boff, a partir do acervo de slides do pai, o fotógrafo Hildo Boff.

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