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Caxias antiga: quando o trem cortava a cidade...

25 de julho de 2015 5

A área da Estação Férrea de Caxias do Sul em 1975. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A área dos fundos da Estação Férrea em meados dos anos 1980. Foto: Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação.

Pegando carona, literalmente, na matéria especial sobre o trem, trazemos alguns registros do tempo em que o transporte ferroviário encurtava distâncias, promovia o escoamento da produção industrial caxiense e, claro, servia de cartão postal para centenas de partidas e chegadas – desde 1910.

As fotos a seguir destacam a passagem do trem por vários trechos do ramal ferroviário inaugurado em 1910.

Clique nas imagens para ampliar.

A passagem do trem por Forqueta em meados dos anos 1930, na área contígua ao complexo da Cooperativa Vitivinícola Forqueta. Foto: Giacomo Geremia,a cervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O vagão da Viação Férrea do Rio Grande do Sul fazendo o transporte de bordalesas defronte ao Frigorífico Rizzo, no bairro Desvio Rizzo. O logotipo da fachada destacava a filial do negócio pertencente à família de Alexandre, João Nestor e Guilherme Rizzo, cuja sede ficava em Porto Alegre. Foto: Giacomo Geremia,a cervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A gare da Estação Férrea de Nova Vicenza, no centro de Farroupilha, em meados dos anos 1920. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A gare da antiga Estação Férrea de Nova Vicenza no centro de Farroupilha, antes da deterioração. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A Praça da Estação Férrea de Caxias em meados dos anos 1920. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A clássica e única imagem da chegada do trem a Caxias em 1º de junho de 1910, quando a vila foi elevada à categoria de cidade. Foto: Domingos Mancuso,a cervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Levando a própria estrada

O registro da chegada oficial do trem por Domingos Mancuso, em 1910, coroou um trabalho desenvolvido pelo fotógrafo desde que o contrato para a construção da estrada de ferro foi assinado, em 1905.

Mancuso também foi o único fotógrafo a documentar etapas da construção, sendo que uma destacou-se por sua qualidade e significado especial: o trem carregando sua própria estrada.

Conforme o neto Renan Carlos Mancuso, no final da construção, o avô tirou uma fotografia do trem carregando engenheiros, trabalhadores e os trilhos e dormentes dos quilômetros finais da estrada (abaixo).

O trem carregando a sua própria estrada em 1908. Foto: Domingos Mancuso, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os 75 anos da chegada

Abaixo, um registro da Estação Férrea de Caxias do Sul em 1985, por ocasião das comemorações dos 75 anos da cidade de Caxias do Sul e dos 75 anos da chegada do trem, em 1910.

Na foto aparecem, entre outros, Paulo Roberto da Silva, Germano Rigotto, Ermínio Dutra, Vilson Luchese, Guerino Pisoni Neto, Raquel Grazziotin, José Ivo Sartori, Tânia Fochesato, Lisete Ozelame, Fernando Menegatti, Marta Trez, Orilde Trez (esposa do então prefeito Victório Trez) e Glacir dos Santos.

Em 1985: solenidade comemorativa dos 75 anos da Estação Férrea, da chegada do trem e da cidade de Caxias do Sul. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Em 1988

Abaixo, uma vista aérea da Estação lotada de vagões em 1988, quando ainda ocorria o transporte de cargas. À época, o prolongamento da Rua Feijó Júnior, cortando a Olavo Bilac e chegando até a Tronca, ainda nem havia sido cogitado. À esquerda da foto, mais abaixo, o pátio do Colégio Pena de Moraes e, ao lado dele, a área que em breve abrigará a Praça das Feiras.

Com a colaboração do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação.

Bairro São Pelegrino e Centro: a área da Estação Férrea em 1988. Foto: Antonio Galvão, banco de dados/Pioneiro

Comentários (5)

  • Inacio diz: 25 de julho de 2015

    E uma historia melhor que a outra meu caro Rodrigo, tem pessoas que aguardam a cada dia o capitulo da novela das 6 das 7 das 8 das 11 sei la que horário, eu, fico esperando sua reportagem. Estou a algum tempo trabalhando em Fortaleza CE e já mostrei seu trabalho aqui para algumas pessoas e muitos me disseram que saber que tem alguém que guarda suas origens e ter inteligência. Grande abraço e ótimo final de semana

  • carlos diz: 26 de julho de 2015

    Muito triste o que vem acontecendo não somente com nossa cidade mas sim com todo o país. Algo que um dia trouxe progresso e desenvolvimento e agora está assim, sucateado. O pior disso tudo é que não há o menor interesse em reativação. Reclamamos da crise, do transporte deficitário mas não movemos uma palha para mudar a situação.

  • Natália diz: 27 de julho de 2015

    Como estudante de Engenharia Civil estou ciente de que o transporte no Brasil está mais deficiente a cada dia que passa. Vou brigar para que os transportes hidroviários sejam mais utilizados e que ferrovias sejam revitalizadas. Tenho plena consciência de que essa luta não será fácil, pois mesmo que as rodovias atrasem o desenvolvimento do país, muitas empresas ainda lucram bilhões com tais investimentos.

  • Elias Ricardo Poegere diz: 27 de julho de 2015

    A fotografia referente ao Frigorifico Rizzo, não foi tirada em frente ao frigorífico do Desvio Rizzo. Esta fotografia provavelmente é do deposito da empresa, localizado junto a Estação da Férrea, conforme é possível observar na foto: Bairro São Pelegrino e Centro: Foto aérea da Estação Férrea em 1988. Foto: Antonio Galvão.

  • Elias Ricardo Poegere diz: 27 de julho de 2015

    Até a década de 50 do século passado, a empresa A. Rizzo Irmãos & Cia, era proprietária da Granja Sorriso, que produzia os vinhos da marca “Sorriso”. Localizada onde atualmente está localizado o Bairro Colina Sorriso.
    A imagem provavelmente trata do depósito dos vinhos “Sorriso”que ficava na época junto a Estacão Férrea para facilitar o transporte até a capital.

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