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Bomboniére Maratá na Av. Júlio em 1943

14 de agosto de 2015 7

Os proprietários Abílio e Ordália (sentados à direita) com os filhos Odelir (a menina de vestido poá), Élvio e Guimarães Francisco da Silva (atrás do balcão) Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Surgida originalmente como um bar, a Bomboniére Maratá marcou época no trecho da Av. Júlio de Castilhos entre as ruas Visconde de Pelotas e Dr. Montaury. Propriedade do casal Abílio e Ordália da Silva, o negócio abriu em 1941, logo após a chegada da família a Caxias – o nome, inclusive, fazia referência à localidade de Maratá, então distrito da cidade de Montenegro, terra-natal dos Silva.

Instalado no térreo do casarão da família Braghirolli, onde por anos funcionou a alfaiataria do imigrante Rodolfo Braghirolli, o lugar reinaugurou em 1943, consolidando-se como ponto de encontro dos frequentadores da área central. Oferecia um mix de cafés, sucos, saladas de frutas, doces e, logicamente, os sorvetes produzidos por seu Abílio.

Aliás, era função de um dos filhos dele, o então garoto Guimarães Francisco da Silva, auxiliar a bater a mistura gelada que faria o deleite da clientela. Aos 83 anos, Guimarães (o seu Guima) recentemente doou esse rico acervo fotográfico ao Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Graças a essa iniciativa é possível retomar não apenas histórias de família como recordar do cotidiano e de alguns personagens da bucólica Caxias do Sul dos anos 1940.

Na imagem acima, por exemplo, vemos seu Abílio (de terno claro, sentado à direita), dona Ordália (ao lado dele, de vestido listrado), Argélia Manfredini (irmã de Ordália, de óculos, sentada) e a menina Odelir Silva Nora (filha de Ordália e Abílio, de vestido poá). Atrás do balcão aparecem os outros dois filhos: Élvio Francisco da Silva (à esquerda) e Guimarães Francisco da Silva (de óculos, ao lado da caixa registradora), então com 11 anos.

Na mesa à esquerda, o gerente do café, sr. João, com sua família. Mais atrás, à direita, os garçons. A partir da frente estão Cassiano, Clóvis, Osvaldo, um não identificado e o maître Paraguai (com a toalha no braço, próximo ao telefone).

A Bomboniére Maratá funcionou até 1949.

Clique nas imagens para ampliar.

A Bomboniére Maratá em 1943, um badalado ponto de encontro na Av. Júlio de Castilhos. Foto: Mancuso Caxias, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Ponto de encontro

Na imagem acima, também de meados dos anos 1940, vemos a Maratá “fervendo”.

Entre outros, identificamos o professor Plentz (à esquerda, à frente, com o copo na mão), o jovem Milton Rossarola (atrás dele, de chapéu e bigode), Athos Horn (à esquerda, levando o copo à boca), Sérgio Ramos, Herbert Brugger, João Dib Neto, o sr. Viezzer (ecônomo do Clube Juvenil, de chapéu preto), o empresário do ramo joalheiro Júlio Beretta (de cigarro na boca, mais à direita, ao fundo), Nedi Menegotto (de quepe, sentado mais ao fundo, à direita), Fred Fleck (bem ao centro, sentado, com o lenço no bolso do terno) e o sr. Pezzi.

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Joalheria Beretta, uma tradição da Av. Júlio de Castilhos.

O casal proprietário da Maratá, Ordália e Abílio, junto ao chafariz da antiga Praça Rui Barbosa, com o Juvenil ao fundo (à esquerda). Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os vizinhos

As fotografias deste post foram tiradas pelos vizinhos Giacomo e Ulysses, cujo lendário Studio Geremia situava-se bem ao lado da bomboniére.

No andar superior, localizava-se outro endereço icônico da Av. Júlio: a residência da pianista e professora de música Dyna Braghirolli.

Recorde da Vila Braghirolli clicando AQUI.

Studio Geremia, parceiro da coluna Memória.

A fachada da Bomboniére Maratá ainda quando sediava a Alfaiataria de Rodolfo Braghirolli, por volta de 1910. Foto: reprodução de cartão-postal, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Trajetória

Além de ter a infância atrelada à Bomboniére Maratá, seu Guimarães é nome reconhecido na área da arquitetura e da engenharia na cidade.

Ex-presidente da SEAAQ, foi professor por 40 anos na Universidade de Caxias do Sul, onde dirigiu o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia.

Também atuou por 13 anos, de 1959 a 1972, como professor de desenho no Colégio Nossa Senhora do Carmo.

O Científico do Carmo em 1965.

O arquiteto Guimarães Francisco da Silva, o seu Guima, em 2010, quando foi homenageado pela Associação Sala de Arquitetos. Foto: Mariselda Nora, acervo pessoal, divulgação

Comentários (7)

  • Nara G Valentim diz: 14 de agosto de 2015

    Bom dia Rodrigo!

    Excelente matéria e saudosa lembrança para alguns acima dos 70 anos. Com certeza ao verem essas imagens ficaram felizes. Parabéns pelo trabalho!

    abraço!
    Nara

  • Bruna Fedrizzi diz: 14 de agosto de 2015

    Boa tarde Rodrigo!

    Parabéns pela matéria. Fiquei muito feliz ao ver minha família (donos da Bomboniére Maratá) nas fotos e relembrar da história, muitas vezes contada pelo meu avô Élvio Francisco da Silva.

    Adorei.

  • Simone Rosado diz: 14 de agosto de 2015

    Maravilhosa matéria Rodrigo.
    Orgulho de ver contado o pioneirismo e o sucesso da Bomboniére Maratá que ao longo da sua atividade proporcionou a tantas pessoas momentos de muitas alegrias e muitos encontros. Orgulho de ver meu pai Elvio, tios, avós fazendo parte da histórica de Caxias .
    Parabéns família Silva!!!

  • René Rossi diz: 14 de agosto de 2015

    Tive o prazer de iniciar a minha vida profissional trabalhando com o Seu Guima, além de ter sido seu aluno no Colégio do Carmo e na UCS. Que bom conhecer esta história de uma pessoa tão especial. Abração!

  • Marcio Vargas diz: 15 de agosto de 2015

    Muito bom Rodrigo, novamente.
    Obrigado pelo seu trabalho neste blog

    Abs

  • Geraldo Fedrizzi diz: 16 de agosto de 2015

    Cumprimentos Rodrigo. Mais uma preciosidade que buscas no passado. O Guima é uma pessoa que mereceria uma matéria focada em sua pessoa, pelo que fez, faz e pela sua personalidade despreendida.

  • Rachel Nora Brandalise diz: 24 de outubro de 2015

    Tenho recebido todo dia um toque para rever esta coluna.Obrigado Rodrigo por proporcionar a muitos caxienses reviver momentos felizes nesta bomboniere.

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