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Identificamos o guardião da chave da Igreja São Pelegrino em 1953

19 de agosto de 2015 1

Em 1953: Paulo Gilberto Bratti, sobrinho-neto do padre Eugênio Giordani, participou da solenidade de inauguração da Igreja São Pelegrino. Foto: Studio Geremia, acervo Casa de Memória São Pelegrino, divulgação

Em 2 de agosto de 1953, data da inauguração da Igreja São Pelegrino, o menino da foto acima ganhou uma incumbência: entregar a chave para que a primeira-dama, Neda Ungaretti Triches, abrisse a antiga porta de madeira do templo.

Entre milhares de fotos que compõem o acervo Casa de Memória, essa ganhou uma identificação especial: o guardião da chave de São Pelegrino. Porém, por décadas o nome do menino de cinco anos permaneceu uma incógnita entre os funcionários da paróquia.

O mistério acabou nesta terça (18), poucos antes do início da solenidade da Honraria Especial Aldo Locatelli: 100 anos de História e Legado. Em uma conversa informal com o pároco Leonardo Inácio Pereira, o “garoto” casualmente identificou-se. Trata-se do empresário aposentado Paulo Gilberto Bratti, 68 anos, sobrinho-neto do padre Eugênio Giordani e atual morador de Encantado, também a terra natal de Giordani.

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Terça-feira na igreja

Bratti acompanhava o primo Ampere Giordani, sobrinho mais velho do padre Eugênio Giordani (1910-1985), uma das cinco personalidades escolhidas para receber a honraria concedida pela Câmara de Vereadores.

O “menino” já conhecia a imagem da infância, inclusive possui uma cópia em casa até hoje. Mas foi em 2008, quando visitou o antigo espaço da Casa de Memória, que se viu “ampliado” – o registro do Studio Geremia integra o enorme painel com as fotos da inauguração do templo.

- Lembro que falei: “o que eu estou fazendo aqui?”.

Na época, ninguém deu muita importância, e a foto do painel seguiu sem a identificação do garoto nas legendas – até o acaso nortear a revelação da última terça.

-  Após conversarmos rapidamente, padre Leonardo disse: “não vão embora sem falar comigo antes”.

O guardião das chaves agora tinha nome e sobrenome.

A inauguração em 2 de agosto de 1953. Foto: acervo Casa de Memória São Pelegrino, divulgação

Em 1953

Nascido em Encantado, em 1947, o pequeno Paulo Gilberto Bratti visitava Caxias regularmente no início dos anos 1950 para tratar de um problema de saúde.

Acompanhado da tia Alice Bertozzi, hoje com 97 anos, o garoto costumava hospedar-se na antiga casa paroquial, onde outra tia, Iracema Bertozzi (irmã de Alice), auxiliava o padre Giordani nas tarefas diárias. Uma dessas temporadas coincidiu com a inauguração da igreja, em 2 de agosto de 1953.

- Eu estava lá e acabei participando – conta, aos risos.

Paulo Gilberto Bratti na Igreja São Pelegrino, que ajudou a inaugurar em 1953, quando tinha cinco anos. Foto: Leonardo Inácio Pereira, divulgação

Em 1953: comunidade do bairro e da cidade lotaram as escadarias e arredores para a abertura. Foto: acervo Casa de Memória São Pelegrino, divulgação

Ligação com São Pelegrino

Morando por cerca de 12 anos na Casa Paroquial, o garoto logicamente teve a infância e juventude atreladas ao bairro São Pelegrino. Estudou na antiga sede do Colégio La Salle e, posteriormente, no Carmo e na antiga Faculdade de Economia, onde formou-se em 1970.

O casamento, em 17 de julho de 1976, obviamente ocorreu na igreja que ajudou a inaugurar, em 1953.

- Morava do lado, na Casa Paroquial, mas cheguei depois da noiva – gargalha.

Após a união com Maria Salete (in memoriam), os Bratti passaram a morar no Mato Grosso do Sul, onde nasceram os filhos Rafael e Clarissa. O retorno a Encantado deu-se em 2007, onde seu Paulo reside até hoje.

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Comentários (1)

  • Rosane Caldart diz: 20 de agosto de 2015

    Incrível o quê a informática e o esforço de um jornalista da memória é capaz de trilhar. Parabéns Rodrigo Lopes!

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