Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Eberle: a trajetória de Joaquim Barasuol

17 de setembro de 2015 1

Joaquim Barasuol em 1968, quando completou 35 anos de Eberle. Dois anos depois, em 1970, ele se aposentou. Foto: acervo família Barasuol, divulgação

Atuante na Metalúrgica Abramo Eberle entre 1933 e 1970, o eletricista Joaquim Barasuol tem sua história recordada a partir de fotos disponibilizadas pela família.

Natural de Ijuí, ele nasceu em 11 de janeiro de 1911 e chegou a Caxias do Sul aos 20 anos, em 1931, para prestar o serviço militar no antigo 9º Batalhão de Caçadores (atual 3º Grupo de Artilharia Antiaérea). Dois anos depois, em 1933, ingressava na Metalúrgica Abramo Eberle, onde trabalharia ininterruptamente pelos 37 anos seguintes.

Uma breve folheada em antigas edições do Boletim Eberle ajuda a reviver um pouco mais dessa trajetória. Em janeiro de 1958, quando Barasuol e os colegas Olimpio De Stefani (chefe da seção de faturas), Francisco Rasia (porteiro), Tereza Zanol (seção de limagem de artigos e chapas) e Willibaldo Schwantes completaram o jubileu de prata, o boletim destacou a homenagem.

Chefe da seção de máquinas (Usina e Força), Barasuol foi saudado pelo então diretor do departamento pessoal, Agostinho Fochesato, e pelo diretores Júlio João Eberle, Caetano Pettinelli e Oscar Martini. Foi quando recebeu o distintivo e o relógio de ouro alusivos aos 25 anos de préstimos na fábrica, além de um álbum com as assinaturas dos chefes e colegas de serviço.

Clique na imagem para ampliar e ler o texto original da época.

Eberle: um relógio de ouro no jubileu de prata.

Boletim Eberle de 1958 destacou o jubileu de prata. Foto: reprodução

Aniversário em 1958

Também em 1958 a metalúrgica fundada em 1896 chegava aos 62 anos. É dessa comemoração a foto oficial abaixo, em que Joaquim aparece junto a diretores e colegas no clássico salão da diretoria, no último andar do prédio central – ele é o segundo a partir da esquerda, na terceira fila.

Na imagem identificamos ainda nomes como Caetano Pettinelli (sentado ao centro), Virgílio Mosele, Ildefonso Eberle, Agostinho Fochesato, Oddino Sartori, Miguel Beux, Adelino Beux, Zulmir Renosto, Nerval Sambaquy, Silvio Zampieri, Pedro Longhi e Francisco Chiarello.

Com a colaboração de Alvis Santos Fiedler e Anthony Beux Tessari.

Clique na imagem abaixo para ampliar.

Salão de Honra em 1958: Joaquim Barasuol integrou a foto oficial que destacou os 62 anos de fundação da Metalúrgica Abramo Eberle. Foto: acervo família Barasuol, divulgação

Tempos de guerra

Abaixo, um registro dos primeiros tempos de seu Joaquim (ao centro) na fábrica. Os outros dois senhores provavelmente eram representantes dos motores/geradores italianos da marca Franco Tosi, vistos ao fundo e utilizados para suprir a energia elétrica da empresa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Com a colaboração de Luis Victório Garbin.

Eberle em 1948: proibido falar italiano.

As cores e as horas do relógio do Eberle.

Tempos de guerra: Barasuol (ao centro) e possíveis representantes de motores e geradores italianos em 1939/1940. Foto: acervo família Barasuol, divulgação

Casamento em 1932

Após concluir o serviço militar, Joaquim casou com Irene Consalter Barasuol. Foi na véspera do Natal de 1932, 24 de dezembro, na Igreja de São Pedro e São Paulo, na 3ª Légua. Já em 2 de janeiro de 1933, apenas 10 dias após o casamento, ele foi admitido no Eberle.

Seu Joaquim e dona Irene tiveram cinco filhos: Dervile, Valdir, Vasco, Julia Teresa e Maria Elisa. A família é completada por oito netos e nove bisnetos.

Joaquim Barasuol faleceu em 15 de agosto de 1998, aos 87 anos.

Eberle: o jubileu de prata e ouro de Honório Marotto.

Jubileu de prata de Joaquim Barasuol também foi notícia no Pioneiro de janeiro de 1958. Foto: reprodução

Em livro

Parte das informações desta coluna foi disponibilizada pela neta Cristiane Barasuol Flores, co-autora do livro The Barazzuol Family Around the World (A Família Barasuol pelo Mundo).

A obra está sendo escrita com a colaboração de outros descendentes dos Barazzuol/ Barasuol que hoje vivem no Brasil, na Argentina e no Canadá. A família original partiu da Itália em 1891 – eles viviam em Ceneda, hoje Vittório Veneto, na região do Vêneto.

Atualmente, a edição do livro está a cargo de Bill Barazzuol, historiador canadense especialista em Egiptologia. Toda essa trajetória estará disponível online em dezembro.

Comentários (1)

  • Bianca Lanzarin diz: 17 de setembro de 2015

    Fantástico o resgate da história dessa linda família!!!! Com orgulho guardarei as lembranças para que minhas filhas, bisnetas do Sr. Joaquim possam apreciar com carinho.

Envie seu Comentário