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Luigi Petrocchi e a educação na antiga colônia Dona Isabel

28 de setembro de 2015 0

Em 1889: Luigi Petrocchi (à direita) com o primo Leopoldo Gianni e o tio Mettelo Gianni (ao centro). Foto: acervo de família, divulgação

O professor italiano Luigi Petrocchi desenvolveu importante papel nas antigas colônias italianas, principalmente na área da educação. Subsidiado pelo governo de seu país, Petrocchi morou e serviu de agente consular na região de Bento Gonçalves, antiga colônia Dona Isabel, entre os anos de 1901 e 1912. Porém, mesmo tratado como autoridade maior da Itália na região, despertou algumas suspeitas.

Conforme relatado pelo historiador Rovílio Costa no livro As Colônias Italianas Dona Isabel e Conde d’Eu, “quando, em 1901, foi fundada a Escola Petrocchi, na vila de Bento Gonçalves, alguns procuraram obstacularizá-la de todas as maneiras, porque suspeitavam que nos auxílios que o governo italiano lhe garantira supunham esconder-se alguns fins políticos ocultos. Afirmavam que a existência de escolas italianas no Brasil era um grande empecilho para a formação e afirmação da nacionalidade brasileira. Duvidavam que a nacionalidade e a soberania brasileira não viessem a ser abaladas pelo ensinamento da história e de línguas estrangeiras ministrados aos filhos de colonos italianos. Para eles, não se deveria estudar nada além da língua portuguesa”.

Com o passar dos anos e o avanço dos ensinamentos, porém, a comunidade passou a ver o espaço com menos temor. “Ninguém mais tentou opor-se à escola italiana, quando se percebeu que ela não era um foco de política hostil, mas um local onde se ensinava a amar a pátria de origem e a de adoção”, descreveu Costa no livro.

Lugi Petrocchi. Foto: acervo de família, divulgação

Registros de família

Conforme informações contidas no blog da família, Luigi Petrocchi nasceu em Pistóia, região da Toscana, na Itália, e chegou ao Brasil com a esposa Augusta e os três filhos, Fiorino, Francisco e Mario, a bordo do navio Principessa Mafalda.

Além de agente consular em Bento Gonçalves, ele foi vice-cônsul em Florianópolis (Santa Catarina) e cônsul em Vitória, no Espírito Santo. Após o retorno à Itália, atuou como reitor no Conservatório de Pistóia, vindo a falecer em 1938.

Parte dessa história é recordada pelo bisneto Denilson José Petrocchi, que disponibilizou a imagem de abertura deste post. Trata-se de um registro de 1889, ainda em Pistóia, na Itália. Petrocchi (à direita) aparece junto ao tio, o general Mettelo Gianni (ao centro), e ao primo, o coronel Leopoldo Gianni.

A família de Mario Petrocchi (à direita, sentado)), aviador que pilotou durante a Primeira Guerra Mundial. Foto: acervo de família, divulgação

O filho Mario

Um dos três filhos de Luigi, Mario Petrocchi (1892-1976) morou em Bento Gonçalves com os pais até se transferir para Vitória, no Espírito Santo.

Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, o ex-piloto da Aeronáutica Italiana retornou a seu país para defender a pátria. Na volta, uniu-se a Tereza Busatto Petrocchi, com quem teve os filhos Mario, Augusta e Fiorino.

Na imagem acima vemos Fiorino entre os pais (à frente). Atrás estão os irmãos Mario e Augusta, casada com Theobaldo Trancoso e mãe de Julita e Mario.

Na internet

Mais informações sobre os Petrocchi no blog familiapetrocchi.blogspot.com.br.

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