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Encontro da família Santini em São Valentim

29 de setembro de 2015 9

Os Santini em 1893: Henriqueta, Emilio, Angelo e Albino (em pé), os pioneiros Angelo e Maria e a nora Constancia Giordani, esposa de Angelo, com o filho Silvio (no colo). Foto: acervo de família, divulgação

As diversas gerações da família Santini têm encontro obrigatório neste final de semana. Para comemorar os 137 anos da chegada dos imigrantes italianos Angelo Santini (1834-1914) e Maria Pallaoro Santini (1835-1913), os descendentes se reúnem domingo (4) em São Valentim da Segunda Légua, onde os Santini se estabeleceram em finais do século 19. E a festa não poderia começar em local melhor: no casarão de pedra construído pela família de Angelo e Maria entre 1892 e 1900.

Em sua sétima edição, o encontro busca reaproximar parentes e recordar de uma trajetória iniciada em 15 de setembro de 1878. Foi quando o casal e seus quatro filhos, Angelo, Emilio, Albino e Enrica Teresa – a caçula Henriqueta –, saíram do porto de Genova a bordo do navio Isabella.

Após 29 dias de viagem, a família chegou ao Rio de Janeiro, de onde deslocou-se para Porto Alegre, São Sebastião do Caí e, finalmente, o antigo Campo dos Bugres. Chegado a Caxias em 9 de novembro de 1878, após um trajeto percorrido parte em carretas parte a pé, o grupo adquiriu terras na Segunda Légua, onde dedicou-se basicamente à agricultura.

Ali também a família começou a crescer. Do casamento de Angelo com Constancia Giordani, em 1889, nasceram 13 filhos. Outros 14 vieram da união do irmão Emilio com Angela Giordani, em 1893 (sim, os dois irmãos casaram com duas irmãs).

Já em 1894, o terceiro irmão, Albino, uniu-se a Tereza Lazzaretti, indo morar em Loreto. Por fim, a caçula Henriqueta casou-se com João Palavro, fixando-se inicialmente em Forromeco e, depois, em Morro Gaúcho – João Palavro, na verdade o imigrante Giovane Palaoro, teve o nome e o sobrenome modificados nos registros quando de sua entrada no Brasil.

Na imagem acima vemos a família em 1893. De pé, da esquerda para direita, estão Henrica Teresa (Henriqueta), Emilio, Angelo e Albino. Sentados, da esquerda para direita, estão o casal Angelo e Maria Pallaoro Santini e Constancia Giordani Santini, esposa de Angelo, com o primogênito Silvio.

Uma placa comemorativa, desenvolvida pelo descendente da família Alvis Santos Fiedler, será afixada no casarão durante a celebração deste domingo. Foto: Horácio Santini, divulgação

Morte na Itália

Conforme pesquisas realizadas pelos senhores Aldo Beber, em Pérgine (Itália), e Carlos Nelson Pallaoro, no Brasil, o casal Angelo e Maria Palaoro Santini teve cinco filhos.

Porém, o primogênito, Silvio Francesco, nasceu em Pérgine em 5 de janeiro de 1865 e faleceu em 7 de julho de 1866 . Os outros quatro emigraram com os pais para o Brasil, decisão tomada após o forte temporal que destruiu as plantações da família na Itália.

A ferraria

Exímio ferreiro durante toda a vida, o filho Albino Santini retornou a São Valentim, onde construiu uma casa para a família, uma oficina e uma cantina. Era a ele que recorriam os colonos que desejavam consertar enxadas, foices e facões usados na agricultura, além de buscar ferraduras para os cavalos e mulas.

Cenário centenário: o casarão onde ocorre a festa deste domingo, em São Valentim. Foto: Horácio Santini, divulgação

O casarão de pedra

Após o casamento com as irmãs Giordani, os irmãos Angelo e Emilio construíram uma casa com sobrado, onde chegaram a morar 32 pessoas. Tempos depois, uma nova casa, em estilo enxaimel, surgiu para abrigar as famílias.

Vendo todo esse crescimento, os pais, Angelo Santini e Maria Pallaoro, decidiram construir (com a participação dos dois filhos) outra residência para uma das famílias, sem saber a qual seria destinada (à de Angelo ou à de Emilio).

Depois de pronta, Angelo (o pai), quebrou um palito de fósforo pela metade e decidiu que a casa nova iria para aquele que tirasse o pedaço menor. A sorte sorriu para Emilio. A divisão, no entanto, não modificou a união entre os integrantes das duas famílias.

É justamente ao redor deste casarão que começa a festa deste domingo.

Casa de pedra vai receber uma placa com o nome dos pioneiros imigrantes. Foto: Horácio Santini, divulgação

A igreja

A família, juntamente com vizinhos, ajudou a construir a igrejinha da localidade, cujo interior foi todo esculpido por Emilio Andrea Santini em estilo gótico alemão.

Muitos religiosos saíram desta família. Um deles, Padre Eugenio Santini, foi o autor da pesquisa genealógica dos descendentes de Angelo e Maria e o grande incentivador do 1º Encontro da Familia Santini, ocorrido em 1978.

Na época, a festa rendeu ampla matéria no Pioneiro e uma crônica do escritor, historiador e jornalista Mário Gardelin.

Clique na imagem a seguir para ampliar e ler o texto original da época.

Foto: Horácio Santini, divulgação

Capela da localidade de São Valentim foi construída pelos Santini e outros moradores da localidade. Foto: Horácio Santini, divulgação

Crônica de Mário Gardelin sobre a família Santini, publicada em 1978. Foto: reprodução/Pioneiro

Atrações do encontro

O encontro tem início às 8h30min, com café da manhã, visita ao casarão, missa, almoço e reunião dançante.

Mais informações no perfil do grupo no Facebook, 7º Encontro da Família Santini, ou pelo e-mail encontrofamiliasantini@gmail.com.

Fones de contato

* (54) 9692.1770, com Horácio
* (54) 9977.3575, com Milton
* (54) 9628.0704, com Roberto
* (54) 8123.0261, com Carlos

Foto: reprodução/convite

Foto: reprodução/convite

Comentários (9)

  • Maria Raquel Santini Franco diz: 29 de setembro de 2015

    Ótimo texto, resume com propriedade a saga da Família Santini quando de sua chegada ao Brasil. É muito importante que todos os seus descendentes conheçam esta história para valorizar cada dia mais estas pessoas que com sua garra e vontade de vencer, permitiram que aqui estivéssemos.

  • Márcia Flávia Santini PIcarelli diz: 1 de outubro de 2015

    É com imenso orgulho e carinho que reverencio os meus bisavós paternos, Ângelo e Maria e filhos e em especial meu avô Albino e avó Terezinha Lazzaretti Santini. Os considero de uma têmpera forte e invejável por terem tido a coragem de ir em busca de uma vida melhor em terra estranha. Sabemos que tudo foi construído com imenso sacrifício, fé e abnegação com relação ao futuro incerto que Deus lhes aguardava. Eles sempre nos servirão de parâmetro moral e exemplo de vida. Guardo sempre com profundo amor as saudades que meu meu amado pai, Mario Santini, me deixou. Tratava-se de um homem de elevada postura moral e um exemplo de chefe de família, amoroso e protetor e que se caracterizava por passar muita segurança a todos os seus familiares. Foi uma honra ser sua filha!
    Márcia Flávia Santini Picarelli
    Brasília/DF

  • Marco Aurélio Bastos Santini diz: 2 de outubro de 2015

    Sinto-me honrado, orgulhoso e feliz de fazer parte dessa raiz hereditária, formada por homens e mulheres abnegados em busca da paz, da justiça e de uma vida digna para os seus! Meu Bisavo Angelo, um verdadeiro herói, abandona a sua pátria numa viagem rumo ao desconhecido com a mulher e 3 filhos,sendo um deles o meu Avo Albino que com sua tenacidade e maestria da arte de ferreiro criou 14 filhos/as junto da casa que construiu em Sao Valentim, onde tive a oportunidade e um prazer indescritível de lá estar por diversas ocasiões junto com meu saudoso e amado Pai, Mário Santini!
    Tive a honra de participar da festa dos 100 anos da Família em 1978 e, por ocasião desse novo encontro, já coroado de exito e de júbilo, só poderei estar presente em pensamento e em orações pelos nossos entes queridos, pois a distancia física e os afazeres me impedem de comparecer!
    Meus efusivos cumprimentos a todos os organizadores desse belíssimo evento, que nos faz a todos ainda mais orgulhosos de nossas origens!

  • Flávia Santini Picarelli diz: 3 de outubro de 2015

    Maravilhosas lembranças de nossas origens! Tenho muito orgulho de ser Santini. É muito importante preservarmos a divulgação da história e tradições de nossa família. Hoje, a Família Santini tem descendentes distribuídos pelo país, e meu núcleo familiar, é um exemplo disto. Parabéns aos organizadores! Parabéns Família Santini!
    Flávia Santini Picarelli
    Brasília/DF

  • Edson Luiz Santini diz: 21 de dezembro de 2015

    Prezados, não tenho certeza se somos parentes. Meu avô, Severino Santini, nasceu em Garibaldi, se não me engano, no ano de 1898. Infelizmente tenho muito poucas informações sobre ele e sobre a minha família paterna.
    Sei o nome de alguns irmãos dele:
    - Adolfo Santini, era pintor e morreu muito jovem numa viagem de navio à Europa;
    - Carmela Santini, viveu por muitos anos em Curitiba.
    Meu avô se casou em 1928 com Avelina Palavre.
    Gostaria muito se alguém pudesse me dar alguma informação se temos algum parentesco.

  • Hilário Zortea Filho diz: 18 de janeiro de 2016

    Prezado Edson Luiz Santini,
    Li seu comentário de 21/12/2015. Não encontrei parentesco com a família de Ângelo Santini e Maria Palauro, que vieram para o Brasil em 1878. Contudo, creio que somos parentes, pois assim como você, sou descendente de Abdon Santini e Giovanna Riguelli, que vieram para o Brasil em 1885, com cinco filhos, entre eles LEONARDO SANTINI.
    Leonardo casou-se com ANNA COLPO e tiveram 10 filhos, entre os quais seu avô, Severino Santini e minha avó, Clementina Santini. Caso seja de seu interesse, ficarei feliz em passar-lhe mais informações pelo meu email hzortea@hotmail.com.

  • Ana Claudia Santini Lopes diz: 26 de janeiro de 2016

    Oi, linda história. Gostaria de saber se somos parente, se me “encaixo” na arvore? Estou atras de minhas origens. Agurado retorno

  • ANTONIO CARLOS DA COSTA SANTINI diz: 3 de agosto de 2016

    estou fazendo minha arvore genealógica no genoom onde consta meus descente e família, faltando algun dados, desde o meu tataravo abdon santini ate hoje, se houver interesse gostaria de sua colaboração para completar os registros
    grato antonio carlos

  • jorge lima diz: 11 de agosto de 2016

    amigos, sou descendente de uma santini, minha tetra avó de nome esterina santini, que por algum motivo, viveu em guapé-mg de onde minha familia mais recente, se mudou para pratapolis, tambem em mg.gostaria de saber se algum de voces tem alguma informaçao a respeito dessa migração(se houve)estou no inicio de busca pela minha descendencia e agradeceria por alguma informção.

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