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Bodas de manjerona: uma trajetória iniciada em 1942

13 de outubro de 2015 3

Carlos Candido Finimundi e Ellide Genoepha Marolli na véspera do casamento, em 1942. Foto: acervo de família, divulgação

A coluna desta terça bate um recorde. Publica a história de casamento mais longeva: 73 anos de união. Neste caso, as bodas de manjerona de Carlos Candido Finimundi, 94 anos, e Ellide Genoepha Marolli Finimundi, 96.

A badalação em torno da data teve início ainda ontem, com o lançamento do livro Carlos Candido Finimundi – O Legado de um Jovem de 94 anos, e segue hoje (13), dia exato do matrimônio.

Toda essa história remete ao início da década de 1940, quando o jovem Carlos, recém-saído do serviço militar prestado em São Leopoldo, conheceu dona Ellide. O casamento veio logo na sequência, em 13 de outubro de 1942, seguido do nascimento dos seis filhos: Wanda, Maria Elisa, Helena Beatriz, Carlos Alberto, Hélius Carlos e Cândida Cristina  – que posteriormente lhes deram 16 netos e 10 bisnetos.

A vida em família mesclou-se ao espírito empreendedor do descendente de imigrantes. Após estabelecer-se em Caxias e adquirir experiência nas metalúrgicas Abramo Eberle e Gazola & Travi, Finimundi fundava, em 1º de março de 1945, a Dambroz S.A, cujo aniversário, de 70 anos, também foi celebrado em 2015.

Conforme os amigos e familiares, seu Carlos é o empresário do ramo metalúrgico mais velho e na ativa em Caxias do Sul e no Rio Grande do Sul.

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O casal Carlos Candido e Ellide Finimundi em um antigo encontro de família. Foto: acervo pessoal, divulgação

A chegada em 1879

Há 136 anos chegava ao Brasil o primeiro representante dos Finimundi. O patriarca italiano Candido Finimundi nasceu em 27 de novembro de 1858 na cidade de Fadalto Val La Piscina, província de Treviso, e casou-se com Clara Mattana, nascida em 22 de julho de 1855.

O casal aportou em 7 de julho de 1879 no Rio de Janeiro, de onde deslocou-se para o Rio Grande do Sul. Após chegarem de barco a São Sebastião do Caí, os imigrantes subiram a Serra a pé durante cinco dias, seguindo as trilhas abertas pelos tropeiros.

Regularizados pela Comissão de Terras, os Finimundi e dezenas de outras famílias estabeleceram-se na Colônia Caxias, na localidade que mais tarde ficaria conhecida por Forqueta Baixa. Lá criaram os 10 filhos, parte deles nascida na Itália, parte no Brasil: Francesco, Caetano, Candido, João, Pedro, Jose, Maria, Rosa, Albina e Ana.

Após o casamento com Joanna Smaniotto em 19 de maio de 1921, o filho Pedro Finimundi teve oito descendentes: o primogênito Carlos Candido, seguido por Vilma, Liria, Geni, Ivone, Antonio, Normelio e mais um menino, falecido logo ao nascer.

Clique nas imagens para ampliar.

O clã Finimundi em um registro de 1927, com os pais, filhos e netos. Foto: acervo de família, divulgação

O clã em 1927

Acima, três gerações do clã Finimundi em 1927. O casal pioneiro Candido e Clara (sentado ao centro) aparece com os filhos e parte dos netos.

O filho Pedro Finimundi (pai de Carlos) aparece no alto em pé. Já Carlos Candido Finimundi é o quarto menino sentado no chão, da direita para a esquerda.

Informações desta coluna são uma colaboração de Carla Bordin, neta de seu Carlos.

Carlos Candido Finimundi em março de 2015, quando a Dambroz celebrou seus 70 anos de fundação. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Cidadão Caxiense

Nascido em Riozinho, Carlos Candido Finimundi foi reconhecido como Cidadão Caxiense pela Câmara de Vereadores em setembro de 2006.

A bênção especial, concedida pelo bispo Dom Alessandro Ruffinoni. Foto: acervo de família, divulgação

Livro mapeou a trajetória do neto de imigrantes italianos. Foto: reprodução

Livro lançado nesta segunda, dia 12, mapeia a trajetória do neto de imigrantes italianos. Foto: reprodução

Comentários (3)

  • carla bordin diz: 13 de outubro de 2015

    Parabéns Rodrigo por divulgar esse momento. Realmente esse casal tem uma historia muito bonita para ser compartilhada. São muitos anos de união, de trabalho e mesmo com a idade deles, eles continuam surpreendendo…isso nos motiva pra seguir em frente.

    Um abraço,

    carla

  • Romildo Scottá diz: 13 de outubro de 2015

    Esta é a segunda reportagem ou informação divulgada pelo Pioneiro de Bodas de Mangerona, uma vez que em Junho na coluna do Ciro Fabres, o mesmo relatava os 73 anos de casamento de Ernesto Fausto Scottá e Jema Deitos Scottá, de Arroio Canoas, Barão, portanto, exstem casamentos com mais tempo.

  • Heloisa Gimenis Palavro diz: 13 de outubro de 2015

    Parabéns ao casal, linda história, linda homenagem.
    Meu marido é neto da D.Vilma, irmã do Sr.Carlos, os ramos não param de se ampliar e continuam contanto a trajetória dessa gente guerreira, que veio desbravar nossa terra.

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