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Encontro da família Segalla em São Braz

17 de outubro de 2015 0

O casal Luiz (Luigi) Segalla e Lucinda Nicoletti Segalla com os filhos em meados dos anos 1940. Em pé estão os irmãos Luiza, Severina, Victório, Angelina e Lourena. Sentados, os gêmeos Luiz e Paulo. Foto: acervo de família, divulgação

Este sábado (17) é de confraternização para os descendentes do pioneiro imigrante italiano Luigi Segalla, que aportou no Brasil aos sete anos, em 1877, na companhia dos pais, Valentin Segalla e Luiza Silvestri, e dos irmãos José e Virgínia. Um almoço de confraternização em São Braz deve reunir parentes oriundos de Caxias, Rio de Janeiro e São Paulo, além de outros bem mais distantes, chegados dos Estados Unidos e da Inglaterra.

Natural da localidade de Sovizzo, na província de Vicenza, Luigi (no Brasil, Luiz) começou a trabalhar com apenas 12 anos, aprendendo o ofício de pedreiro na então vila de São Sebastião do Caí – é atribuído a ele o reboco, o acabamento e o piso de mosaicos da Catedral Diocesana, além de várias capelas e igrejas da região.

Casado por duas vezes, Luigi teve um total de 18 filhos, incluidos aí os seis que faleceram pouco após o nascimento. Da união com Maria Tessari nasceram Ermelinda, Tereza, Antonio, Laura e Elena. Após a morte da primeira esposa, Luigi uniu-se a Lucinda Nicoletti, com quem teve outros sete: Severina, Luiza, Victorio, Angelina, Luiz, Paulo e Lourena.

Única viva, a caçula Lourena Segalla Seidl, 91 anos, foi a responsável por incluir as memórias da família em livro. Lançado em 2003, Histórias da Rua das Cabritas traça um rico perfil da trajetória dos Segalla desde a saída da Itália, o cotidiano nos primórdios do século 20 e o crescimento do clã ao longo das décadas, perpassando quase todo o século 20.

Clique nas imagens para ampliar.

O aniversário de 70 anos da matriarca Lucinda Nicoletti Segalla, em 1958, na sede do Grêmio Esportivo Flamengo. Lucinda aparece com os filhos Paulo, Severina, Victório, Angelina, Luiza e Lourena, além das quatro enteadas (Laura, Tereza, Ermelinda e Elena). Foto: acervo de família, divulgação

O clã

Pela árvore genealógica elaborada pela família, Luigi e suas duas esposas tiveram 12 filhos, que posteriormente geraram 43 netos, 90 bisnetos, 89 trinetos e 11 tataranetos.

A lista de netos inclui nomes como o do empresário Paulo Bellini (filho de Ermelinda Segalla e Alberto Bellini) e o do escultor Bruno Segalla (filho de Antonio Segalla e Maria Panarotto).

Os filhos de Lugi Segalla e Maria Tessari (primeiro casamento)

* Ermelinda (casada com Alberto Bellini)
* Tereza (casada com Luiz Buzatti)
* Antonio (casado com com Maria Panarotto)
* Laura (casada com Jacintho Vial)
* Elena (casada com Francisco Zambon)

Os filhos de Luigi Segalla e Lucinda Nicoletti (segundo casamento)

* Severina (casada com Alcebíades Pegorini)
* Luiza (casada com Alcides Leonardi)
* Victorio (casado com Iradi Rodrigues)
* Angelina (casada com Egydio Prataviera)
* Luiz (casado com Jandira Ramos)
* Paulo (casado com Flavia Lohmann)
* Lourena (casada com Danilo Seidl)

Os netos de Luiz e Lucinda no início dos anos 1950: Luis Carlos e Isabel (ao fundo), Roberto, Luis Paulo, Celso, Sergio e Marília (na fila do meio). À frente, a partir da esquerda, Ivete, Vera Maria, Carlos, Flavio, Beatriz (de perfil) e Paulo. Foto: Studio Geremia, acervo de família, divulgação

“Luiz, não me deixe”

A trajetória da família remonta ao ano de 1877, quando Luigi, o filho do meio, ficaria na Itália fazendo companhia à avó, muito idosa para viajar.

Conforme relato contido no livro Histórias da Rua das Cabritas, quando o pequeno viu os pais embarcarem no porto de Gênova, correu para juntar-se a eles, justo no momento em que retiravam a prancha do navio. Viajante clandestino, o garoto só seria “descoberto” após três semanas em alto-mar.

Conforme relatado pela filha Lourena no livro, o pai sempre lembrava da avó lhe chamando, sozinha, na beira do cais:

“Gigio, no’stá lacciarme (Luiz, não me deixe).

Lourena Segalla Seidl, 91 anos, filha caçula de Luiz e Lucinda e autora do livro “História da Rua das Cabritas”. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

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Informações desta coluna são uma colaboração de Raul Segalla e Marília Leonardi Corso.

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