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Imigração alemã: encontro da família Knob/Knopp

21 de outubro de 2015 2
O casamento de Margarida Knopp (filha de Johann Mathias Knopp) com João Rockenbach. Eles tiveram nove filhos. Foto: acervo família Knob, divulgação

O casamento de Margarida Knopp (filha de Johann Mathias Knopp) com João Rockenbach. Eles tiveram nove filhos. Foto: acervo família Knob, divulgação

O tradicional Alles Gut (tudo bem) provavelmente será a expressão mais ouvida neste sábado e domingo, durante o X Encontro Internacional da Família Knob. É quando os descendentes comemoram uma trajetória iniciada pelo imigrante alemão Johann Mathias Knopp por volta da década de 1820.

Conforme informações disponibilizadas pela família, Mathias veio para o Brasil em busca de melhores oportunidades devido à crise que afetava a Alemanha por volta de 1828/29 – na época, o Primeiro Reinado, comandado por Dom Pedro I, buscava famílias para colonização e solteiros para proteger seu governo.

Após sair da Alemanha em 1828 e permanecer no Rio de Janeiro por sete semanas, o alemão aportou no Rio Grande do Sul, mais especificamente em São Leopoldo, em março de 1829.

Estabelecido em São José do Hortêncio, por volta de 1842 Knopp casou com Ana Maria Schmitz, vinda da Alemanha com outro grupo de germânicos. Da união nasceram 10 filhos, que se espalharam pelos municípios de Cerro Largo, São José do Hortêncio, Bom Princípio, Estrela, Poço da Antas, Alto Feliz, Picada Café e São Vendelino, no Rio Grande do Sul, além de Peritiba (SC).

É da ramificação surgida a partir da união de Felippe Knob (filho de Pedro Knopp e neto de Johann Mathias) com Mathilde Klein, em 7 de junho de 1916, que a família, pouco a pouco, deu início a um novo ciclo migratório.

Em Caxias, os descendentes de Felippe e Mathilde começaram a chegar por volta de 1945. Dessa leva fizeram parte os irmãos Ana Flora, João Edvino, Miguel Silfredo, Osmilda, Pedro Arlindo, Arlindo Claudino, José Egídio, Maria e Helmut Aloísio – vários deles passaram a atuar na antiga Industrial Madeireira, nas sessões de escultura e marcenaria, ou em fábricas de móveis próprias.

Clique nas imagens para ampliar.

João Knopp, a esposa Maria Flach e parte dos 11 filhos do casal. Foto: acervo família Knob, divulgação

José Knopp e a esposa Maria Zimmer tiveram oito filhos. Foto: acervo família Knob, divulgação

Cristiano Knopp e sua esposa Helena Flach tiveram 10 filhos. Foto: acervo família Knob, divulgação

O casamento de Mathias Knopp com Elisabetha Dresch. Casal teve 12 filhos. Foto: acervo família Knob, divulgação

A grafia

Conforme informações contidas no livro Árvore Genealógica Família Knob, o nome Knob/Knopp é um dos mais antigos entre as famílias alemãs.

Suas variantes incluem Knoop, Knoep, Knap e Knobe, entre dezenas de outras.

A Orquestra dos Knob por volta de 1938, com os músicos Benno, Marcos, José, Silfredo, Arlindo, Edvino e Claudino Knob. Foto: acervo família Knob, divulgação

A Orquestra dos Knob

Fiéis à tradição alemã, os Knob formaram uma orquestra para animar kerbs comunitários, ordenações religiosas e casamentos. Surgida em 1938, a banda era composta pelo maestro Benno Knob (na flauta) e pelos músicos Marcos Knob (baixo), José Knob (trompa), Silfredo Knob (pistom), Arlindo Knob (trombone), Edvino Knob (trompa) e Claudino Knob (chocalho), além de outros que iam sendo integrados com as novas formações.

Deslocando-se a cavalo ou de bicicleta, a trupe cumpria agenda em salões de Forqueta Baixa, Tirol, Arroio do Ouro, Alto Feliz, São Miguel do Bridi e Bom Princípio. Detalhe: o ingresso dos bailes só era cobrado dos homens que dançavam. Devidamente aprumados com fatiotas, gravatas e chapéus de feltro, eles recebiam uma fita, que era afixada no casaco com um alfinete para a identificação.

Porém, um dos momentos mais aguardados pela ala masculina era o “Dama Tua”, quando as mulheres convidavam os homens para “riscar” o salão.

O repertório? Valsas, marchas, dobrados, tangos e sambas, que animavam os casais até o sol raiar – sim, os frequentadores deixavam os bailes quase ao clarear do dia para não ter de voltar para casa percorrendo estradas escuras.

Foto: reprodução/Pioneiro

Foto: reprodução/Pioneiro

Programação

No sábado, o encontro inclui recepção aos parentes no Salão Nossa Senhora do Carmo, no bairro Panazzolo, visita à cidade e jantar. O domingo reserva acolhida no Salão da Igreja Imaculada Conceição (Capuchinhos), missa e almoço festivo.

Mais informações pelos fones (54) 3213.2765 e (54) 8401.2765, com Mara Kahler, ou 3419.6343 e 9115.6924, com Marlene Knob Carbonera.

Também na página www. encontroknob2015.blogspot.com.br e pelo Facebook X Encontro da Família Knob e Descendentes.

Foto: reprodução/Pioneiro

Tradição desde 1997

Os Knob e seus descendentes promovem encontros desde 1997, sempre a cada dois anos. Na estreia, foi lançado um livro com a árvore genealógica da família. Cerca de 1,3 mil pessoas compareceram, vindas de diversas cidades do Brasil e da Alemanha.

Para o encontro deste domingo está prevista a visita de uma comitiva da Alemanha, além de convidados da Austrália, México, Paraguai e Uruguai.

Também haverá o lançamento da segunda edição do livro.

Comentários (2)

  • INACIO SANTINI diz: 21 de outubro de 2015

    Tradicional família do bairro Panazzolo merecem uma grande festa comemorem muito pois são momentos de grande emoção que valem a pena ser vividos, grande abraço a todos

  • Paulo Roberto knopp diz: 20 de março de 2016

    Moro no Rio de Janeiro e gostaria de participar do próximo encontro.

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