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Nas curvas do Autódromo de Tarumã em 1973

09 de novembro de 2015 0

Henry Paulo Dias e seu Fusca 38 na Curva do Tala Larga em 1973. Foto: acervo pessoal de Henry Paulo Dias, divulgação

O aniversário de 45 anos do Autódromo Internacional de Tarumã, celebrado oficialmente ontem, é recordado não apenas por centenas de espectadores que prestigiam as provas até hoje, mas por vários pilotos amadores e profisionais que desafiaram suas curvas desde 1970.

O caxiense Henry Paulo Dias, 68 anos, foi um deles e tem registradas em seu acervo fotográfico três passagens pela famosa Curva do Tala Larga. A primeira deu-se com seu Fusca 38 Divisão 3 Cat.1300A, em 1973 (foto acima).

Na segunda (abaixo), o piloto amador participou com o Fusca 19 (Divisão 1 até 1600cc), na Prova Seis Horas de Tarumã, em 1974. Já a terceira ocorreu em uma prova de Divisão Um, em 1975, com seu Dodge 1800 número 38 (mais abaixo). Nessa mesma imagem também aparece o Passat 18, de Carlos Alberto Petry, posteriormente campeão gaúcho de automobilismo.

Clique nas imagens para ampliar.

Foto: acervo pessoal de Henry Paulo Dias, divulgação

Em 1975> Henry Paulo Dias e seu Dpdge 1800. Foto: acervo pessoal de Henry Paulo Dias, divulgação

Os pilotos Paulo Miranda Gonçalves, falecido em 2014, e Henry Paulo Dias. Foto: acervo pessoal de Henry Paulo Dias, divulgação

Referência nacional

Reconhecido como o circuito mais veloz do Brasil, onde “todo piloto gosta de correr”, o Autódromo de Tarumã possui diversas curvas emblemáticas. Porém, a do Tala Larga destaca-se por possuir duas pernas e vir depois da Curva do Laço, em aclive, o que exige grande perícia e sangue-frio dos pilotos.

Pelas suas características, a curva é também o ponto em que se concentra o maior público, onde os assistentes mais vibram e mais torcem. Nos primeiros anos do autódromo, por exemplo, era ali que os torcedores montavam suas barracas e churrasqueiras, e as famílias se reuniam para assistir às provas.

Aristides Bertuol: no tempo das carreteras.

Corrida de carreteras na Festa da Uva de 1961.

Henry Paulo Dias (agachado à esquerda) e Paulo Miranda Gonçalves (em pé, à direita) com a equipe de apoio em uma das provas 12 Horas de Tarumã nos anos 1970. Foto: acervo pessoal de Henry Paulo Dias, divulgação

O início

O Autódromo Internacional de Tarumã foi inaugurado em 8 de novembro de 1975, no município de Viamão, na Grande Porto Alegre.

Antiga ideia de gaúchos aficionados por automobilismo, o local demandou anos de esforços conjuntos de pilotos, amantes do esporte, mecânicos, setor público e empresas, além de jornalistas e radialistas como Pedro Carneiro Pereira.

Pereira faleceu em um acidente no próprio autódromo em 1973, juntamente com o piloto Ivan Iglesias, durante uma corrida valendo pelo campeonato gaúcho.

Em sua homenagem, o antigo ginásio de esportes erguido no Parque dos Macaquinhos em fevereiro de 1975 levou seu nome.

Os 60 anos do Parque dos Macaquinhos.

O acidente que vitimou os pilotos Pedro Carneiro Pereira e Ivan Iglesias em Tarumã, em 1973. Foto: Ricardo Chaves, banco de dados/Agência RBS

Piquet e Fittipaldi

Grandes pilotos brasileiros e estrangeiros participaram de provas em Tarumã. Entre eles Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Pedro Victor De Lamare, Clóvis Moraes e o inglês Graham Hill.

Já os caxienses marcaram seu nome em Tarumã vencendo os campeonatos gaúchos de automobilismo na categoria Opala. Entram aí pilotos como Gentil Sonaglio, Eduardo Freitas e César Matias.

Foto: Porthus Junior, banco de dados/Pioneiro

Henry Paulo Dias com o livro que traça um panorama do automobilismo caxiense ao longo das décadas. Foto: Porthus Junior, banco de dados/Pioneiro

Em livro

Informações desta coluna são uma colaboração do leitor Henry Paulo Dias. Em 2008, Dias lançou o livro Breves Vitórias, Brilhantes Derrotas, em que destaca a história e as curiosidades do automobilismo caxiense e seus personagens.

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