Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Uma estrada para lembrar de Candida Zaupa Dall'Alba

26 de novembro de 2015 0

Candida Zaupa Dall’ Alba e Giovanni Dall’ Alba. Foto: acervo de família, reprodução

Os 140 anos de imigração italiana na região dialogam com os 130 da chegada dos primeiros representantes dos Dall’Alba a Ana Rech, em 1885. E uma parte da trajetória da família ganhou reconhecimento público no início do mês, quando a Câmara de Vereadores de Flores da Cunha aprovou o projeto dando o nome de Estrada Candida Zaupa Dall’Alba a uma via na localidade de São Valentin, no Travessão Claro.

Filha de Giacomo Zaupa e Maria Bressan, Candida nasceu em Torreselle, na província italiana de Padova, em 1883. Com pouco mais de oito anos, em 1891, partiu com pais e irmãos rumo ao Brasil, mais especificamente ao Travessão Henrique D’Ávila, na então 8ª Légua de Caxias do Sul, divisa com São Valentin.

Após o casamento com o também imigrante Giovanni Dall’Alba, em 15 de junho de 1900, Candida centrou-se na criação dos 13 filhos: Claudino, Isidoro, Albino, Giacomo, Celeste, Virginia, Justina, Herminia, Catarina, Josephina, Ana, Teresa e Maria. Uma dedicação estendida também ao marido, doente por muitos anos – o que obrigou-a a trabalhar quase integralmente na agricultura.

Reconhecida na comunidade da época pelo trabalho como parteira, pelas infusões e remédios caseiros infalíveis e por tecer os fios que eram transportados ao Moinho Galópolis – para a confecção de camisas, lençóis e sacos de pano destinados ao armazenamento de cereais –, Candida viu todo esse cotidiano ser alterado pelo diagnóstico de um câncer.

A notícia potencializou a crença da família em Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Bosco, aos quais era dedicada uma novena diariamente. Surpresa geral, após três meses de enfermidade, ela comunicava a todos que estava curada, forte e disposta. Com o avanço da idade, porém, o tradicional escalda-pés com tijolos quentes acabou provocando um acidente. Num descuido, a dona de casa queimou a pele da perna e, não conseguindo sarar a ferida, acabou contaminada por uma infecção.

Candida faleceu em 17 de abril de 1950. Conforme relato contido no livro Os Dall’Alba – Cem Anos de Brasil, escrito pelo padre João Leonir Dall’Alba, ela morreu falando.

De manhã ainda dissera: “Penso que hoje é meu último dia, mas não temo nada”.

Estrada dá acesso à propriedade dos Dall’Alba. Foto: Saymon Dall Alba, divulgação

Desde 1885

Na foto acima, a entrada da propriedade da família Dall’ Alba, cujo acesso se dá pela estrada Cândida Zaupa Dall’Alba. É lá que até hoje mora dona Zaira Polo Dall’Alba, 87 anos, viúva de Fiorentino Dall’Alba, um dos 13 filhos do também imigrante italiano Antonio Dall’Alba (1874-1938).

O local abriga um monumento em homenagem a Antonio, conhecido por “Toni dei Pinitti” (Antonio dos Pinheiros), e uma placa alusiva à chegada dos pioneiros Dall’Alba à região, em 1885.

Recorde a história de Toni Dei Pinitti, o Antonio dos Pinheiros.

Colaboração

Informações desta coluna foram retiradas do livro Os Dall’Alba – 100 Anos de Brasil, escrito pelo padre João Leonir Dall’Alba.

Envie seu Comentário