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CTG Rincão da Lealdade visita a Bahia em 1961

12 de janeiro de 2016 1

Clóvis Pinheiro discursa no Departamento de Turismo de Salvador, acompanhado por integrantes do Rincão da Lealdade e pelo diretor da Sociedade Vinícola Rio Grandense, Luiz Mandelli e sua esposa, Maria Koboldt (ao fundo, à direita). Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Um encontro entre as tradições gaúchas e baianas. Assim pode ser definida a viagem da diretoria da Sociedade Vinícola Rio Grandense e do CTG Rincão da Lealdade a Salvador, em junho de 1961. O roteiro integrava as comemorações do jubileu de prata da instalação da filial da empresa na capital baiana, em 1936.

A programação daquele 3 de junho de 1961 incluiu a visita da caravana gaúcha à sucursal da vinícola, situada à Rua Barão de Cotegipe, 262. Foi quando o grupo presenciou uma missa solene e o casamento coletivo de diversos operários, seguido de churrasco típico com vinhos da Granja União e uma apresentação de danças folclóricas gaúchas.

O dia reservou ainda a abertura de uma exposição de fotos no salão do Departamento de Turismo, no Belvedere da Sé. De autoria do Studio Geremia, as imagens destacavam aspectos regionais do sul do Brasil e o desenvolvimento da indústria do vinho na Serra.

Participaram das atividades comemorativas o diretor da sociedade vinícola em Caxias, Luiz Mandelli, o funcionário Ariovaldo Krug, o diretor da filial, Mario Bestete, e dezenas de jornalistas da imprensa baiana.

Clique nas imagens para ampliar.

A Praça da Bandeira e a Sociedade Vinícola Rio Grandense na década de 1930.

Cooperativa Vinícola São Victor na década de 1950. 

Confraternização em Salvador: Joaquim Pedro Lisboa, Clóvis Pinheiro e o governador em exercício da Bahia Orlando Moscozo. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Almoço no Yate Clube de Salvador reuniu a comitiva caxiense, formada por integrantes do Rincão da Lealdade e por Joaquim Pedro Lisboa (de óculos), e o governador Orlando Moscozo. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Joaquim Pedro Lisboa declama para a comitiva do governador em exercício da Bahia Orlando Moscozo. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Joaquim Pedro Lisboa, Clóvis Pinheiro e o governador em exercício da Bahia Orlando Moscozo em junho de 1961. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Repercussão na imprensa

Por aqui, toda a cobertura da viagem foi noticiada, em textos e fotos, por Clóvis Pradel Pinheiro, patrono do Rincão da Lealdade, e pelo historiador, fundador do CTG e idealizador da Festa da Uva Joaquim Pedro Lisboa – além de integrar a comitiva, eles eram os titulares da Página Tradicionalista, publicada semanalmente pelo Pioneiro.

A antiga Página Tradicionalista do jornal Pioneiro.

Na foto maior abaixo vemos Pinheiro (à esquerda, com o microfone), Lisboa e o tradicionalista Ary Cavalcanti (à direita) homenageando os radialistas baianos por meio da entrega de flâmulas comemorativas e de uma medalha ao locutor Renato Mendonça. A cerimônia ocorreu após a apresentação dos integrantes do Rincão da Lealdade na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.

Eles mostraram o espetáculo típico Do Rio Grande do Passado para o Rio Grande do Futuro para um público aproximado de 5 mil pessoas.

Clique nas imagens para ampliar e ler o texto original da época.

Sociedade Marechal Rondon de Arco e Flecha em 1961.

O Rio Grande na Bahia: Clóvis Pradel Pinheiro, Joaquim Pedro Lisboa, o locutor baiano Renato Mendonça e o tradicionalista Ary Cavalcanti. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Roteiro em imagens

Nas imagens a seguir, disponibilizadas pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, alguns flagrantes da visita, como a confraternização após o almoço oferecido pelo governo baiano aos gaúchos no Yate Clube de Salvador.

Clóvis Pinheiro entrega ao governador em exercício Orlando Moscozo presentes enviados pelo governador Leonel Brizola e pelo prefeito Armando Biazus – entre eles peças de temática gaúcha desenvolvidas pela Metalúrgica Abramo Eberle, como facas, cuias e bombas de chimarrão.

Facas de gaúcho: clássicos da Metalúrgica Abramo Eberle.

Varejo do Eberle: um clássico do Centro.

Festa da Uva 1965: miss, bomba e cuia de chimarrão no corso alegórico.

Clóvis Pinheiro entrega os presentes e lembranças do Sul ao governador da Bahia. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Cuia e bomba de chimarrão integraram a lista de presentes oferecidos durante a visita. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Lendárias facas de gaúcho produzidas pea Metalúrgica Abramo Eberle foram entregues por Clóvis Pinheiro (E) ao governador Orlando Moscozo. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Passos de dança

Além de artigos típicos do Sul, a caravana levou mensagens do governador do Estado, Leonel Brizola, do prefeito de Caxias do Sul, Armando Biazus, e da Associação Riograndende de Imprensa ao prefeito de Salvador, Heitor Dias.

Dias, inclusive, aproveitou para dançar – ou aprender a dançar – com as prendas do Rincão da Lealdade. Entre elas, a jovem Suzana Dallegrave, trajada de vindimadora, conforme vemos na imagem abaixo, reproduzida do Pioneiro de 17 de junho de 1961.

Clique na imagem para ampliar e ler o texto original da época.

Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

A trupe

A Invernada Artística do Rincão da Lealdade em 1961 era composta por nove pares de dança, uma dupla, dois trios, dois solistas de violão e quatro declamadores.

Os integrantes do Rincão da Lealdade durante a visita aos campos petrolíferos da Refinaria de Mataripe, no Recôncavo Baiano, um dos roteiros integrantes da comemoração dos 25 anos da filial Salvador da Vinícola Rio Grandense. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Parceria

Parte das informações e fotos desta coluna são uma colaboração do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Comentários (1)

  • Catiuscia Xavier diz: 12 de janeiro de 2016

    Super matéria, Rodrigo!

    A Sociedade Vinícola Rio Grandense e sua história merecem!

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